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CBS caved to Trump—now he’s seeking punishments for ABC and NBC

Trump Pede Punições para ABC e NBC Após Acordo com CBS O ex-presidente Donald Trump intensificou suas críticas às grandes redes de televisão, e agora **Trump pede punições para ABC e NBC**, seguindo uma recente resolução envolvendo a CBS News. As novas exigências surgem em um momento de crescente pressão sobre organizações de notícias, com … Ler mais

Trump Pede Punições para ABC e NBC Após Acordo com CBS

O ex-presidente Donald Trump intensificou suas críticas às grandes redes de televisão, e agora **Trump pede punições para ABC e NBC**, seguindo uma recente resolução envolvendo a CBS News. As novas exigências surgem em um momento de crescente pressão sobre organizações de notícias, com o ex-presidente utilizando plataformas digitais para expressar suas demandas por mudanças significativas na forma como essas emissoras operam e são regulamentadas.

A investida contra a ABC e a NBC marca a continuidade de uma estratégia de longa data de Trump de confrontar veículos de mídia que ele considera críticos ou tendenciosos. Suas declarações recentes no Truth Social detalham uma série de acusações e propostas que visam impactar diretamente as operações e a viabilidade financeira dessas redes de transmissão.

Donald Trump em um pódio, com logotipos de emissoras de TV ao fundo, simbolizando a pressão de Trump pede punições para ABC e NBC.
Donald Trump tem sido um crítico vocal de várias redes de notícias, e suas recentes declarações visam ABC e NBC.

As Exigências de Trump no Truth Social

Em uma publicação na noite anterior, o ex-presidente Donald Trump dirigiu-se diretamente à ABC e à NBC, rotulando-as como “FAKE NEWS” e “duas das piores e mais tendenciosas redes em qualquer lugar do mundo”. Suas palavras não se limitaram a críticas, mas incluíram exigências financeiras e ameaças regulatórias explícitas. Trump questionou: “Por que a ABC e a NBC FAKE NEWS… não estão pagando Milhões de Dólares por ano em TAXAS DE LICENÇA?”

A publicação continuou com uma proposta de sanções severas: “Elas deveriam perder suas Licenças por sua cobertura injusta de Republicanos e/ou Conservadores, mas, no mínimo, deveriam pagar MUITO por terem o privilégio de usar as ondas de rádio mais valiosas em qualquer lugar a qualquer momento!!! ‘Jornalismo’ desonesto não deve ser recompensado, deve ser encerrado!!!”

Essas declarações sublinham a visão de Trump de que a cobertura jornalística deve ser financeiramente penalizada ou até mesmo interrompida se não se alinhar com o que ele considera justo ou imparcial, especialmente em relação a figuras e ideologias conservadoras. A menção às “ondas de rádio mais valiosas” aponta para a natureza pública do espectro de transmissão e o papel regulatório do governo federal sobre ele.

O Precedente da CBS News e o Monitor de Viés

A recente ofensiva de Trump contra a ABC e a NBC ocorre logo após uma resolução significativa envolvendo a CBS News, que o ex-presidente descreveu como uma “vitória completa”. Este caso estabeleceu um precedente sobre como a pressão governamental pode influenciar as operações de organizações de notícias nos Estados Unidos.

O proprietário da CBS, Paramount, chegou a um acordo de US$ 16 milhões com Trump. Este acordo foi parte de um processo mais amplo que culminou na exigência de instalação de um “monitor de viés” na CBS. A medida foi imposta para que a Paramount obtivesse a aprovação da Federal Communications Commission (FCC) para uma fusão de US$ 8 bilhões com a Skydance. A acusação de suborno foi levantada em relação a este acordo, conforme reportado por fontes da indústria.

A imposição de um “monitor de viés” representa uma intervenção direta na autonomia editorial de uma rede de notícias. Embora a FCC seja responsável por regular as comunicações, a exigência de um monitor de conteúdo levanta questões sobre os limites da supervisão governamental sobre o jornalismo. Este desenvolvimento com a CBS é visto como um exemplo de como a administração pode exercer influência sobre as operações de mídia, mesmo que indiretamente através de processos de fusão e aquisição.

A experiência da CBS serve como pano de fundo para as atuais demandas de Trump. Ele parece estar utilizando o resultado do caso CBS como um modelo ou uma justificativa para aplicar pressão semelhante, ou até mais severa, sobre outras grandes redes. A ideia de que as redes devem “pagar” pelo privilégio de usar as ondas de rádio e que a cobertura “injusta” deve levar à perda de licenças reflete uma escalada nas suas exigências.

Histórico de Ameaças de Revogação de Licenças

As ameaças de Donald Trump de revogar licenças de transmissão não são um fenômeno novo. Ao longo de sua carreira política, ele frequentemente expressou descontentamento com a cobertura da mídia, sugerindo que as licenças de emissoras deveriam ser retiradas. No entanto, é importante notar que, até o momento, nenhuma dessas ameaças resultou na revogação efetiva de licenças de transmissão.

A revogação de uma licença de transmissão nos Estados Unidos é um processo complexo e altamente regulamentado pela FCC. A agência opera sob diretrizes que visam proteger a liberdade de expressão, conforme garantido pela Primeira Emenda da Constituição. As licenças são geralmente concedidas com base em critérios técnicos e de serviço público, e a revogação exige evidências claras de violações graves das regulamentações da FCC, que vão além de alegações de viés de conteúdo.

Historicamente, a FCC tem sido cautelosa em intervir no conteúdo programático das emissoras, a fim de evitar a censura e proteger o pluralismo de vozes na mídia. As ameaças de Trump, embora retoricamente poderosas, enfrentam barreiras legais e constitucionais significativas. No entanto, a pressão exercida por tais declarações pode ter um efeito intimidador sobre as organizações de notícias, levando a uma autocensura ou a ajustes na cobertura para evitar conflitos.

O Papel da Federal Communications Commission (FCC)

A Federal Communications Commission (FCC) é uma agência independente do governo dos Estados Unidos responsável por regular as comunicações interestaduais e internacionais por rádio, televisão, fio, satélite e cabo. Sua autoridade inclui a concessão e renovação de licenças de transmissão, garantindo que as emissoras operem no interesse público.

A FCC estabelece regras sobre o uso do espectro de rádio, padrões técnicos e certas obrigações de serviço público. Contudo, a agência tem um papel limitado na regulação do conteúdo editorial, principalmente devido às proteções da Primeira Emenda. A ideia de que a FCC poderia revogar licenças com base em “cobertura injusta” ou “viés” é um ponto de debate legal e constitucional contínuo.

A intervenção da FCC no caso da CBS, ao aprovar a fusão com a condição de um “monitor de viés”, é um exemplo de como a agência pode ser envolvida em questões de conteúdo, mesmo que indiretamente. Este caso específico, no entanto, estava ligado a um processo de fusão e não a uma revogação direta de licença por conteúdo.

A Demanda por Taxas de Licença e o Uso das Ondas de Rádio

A exigência de Trump de que a ABC e a NBC paguem “Milhões de Dólares por ano em TAXAS DE LICENÇA” levanta questões sobre a natureza do uso do espectro de transmissão. Nos Estados Unidos, as ondas de rádio são consideradas um recurso público, e as licenças são concedidas para seu uso em benefício do público.

Atualmente, as emissoras pagam taxas administrativas à FCC, mas não há um sistema de “taxas de licença” anuais substanciais no sentido de um aluguel pelo uso do espectro, como Trump parece sugerir. A ideia de que as emissoras deveriam pagar “MUITO” pelo “privilégio de usar as ondas de rádio mais valiosas” introduz uma nova dimensão à discussão sobre a regulamentação da mídia e o financiamento do serviço público.

Esta proposta poderia ter implicações financeiras significativas para as redes de transmissão, alterando fundamentalmente o modelo de negócios e a relação entre o governo e a mídia. A discussão sobre o valor das ondas de rádio e quem deve se beneficiar de seu uso é um tema complexo que envolve economia, política e direito constitucional.

Pressão Contínua sobre a Mídia

A recente declaração de Trump no Truth Social, visando a ABC e a NBC, sinaliza uma continuação de sua estratégia de exercer pressão sobre as organizações de notícias. O caso da CBS demonstrou que, embora as ameaças de revogação de licenças possam não se concretizar diretamente, a influência pode ser exercida por outros meios, como condições em aprovações de fusões ou acordos financeiros.

A retórica de “jornalismo desonesto” que “não deve ser recompensado” e “deve ser encerrado” reflete uma postura de confronto que busca redefinir as expectativas sobre a cobertura da mídia. As exigências de Trump, sejam elas por taxas de licença ou por monitoramento de viés, representam um desafio contínuo para a independência editorial e a liberdade de imprensa.

As redes ABC e NBC, agora no centro das atenções, enfrentam a tarefa de navegar por este cenário de pressão política e regulatória. A forma como essas redes e as autoridades reguladoras responderão a essas novas exigências de Trump será um ponto crucial para o futuro da mídia de transmissão nos Estados Unidos.

Este desenvolvimento destaca a complexidade das relações entre política, mídia e regulamentação, e a forma como as declarações de figuras públicas podem moldar o debate sobre a responsabilidade e a autonomia do jornalismo.

Fonte: https://arstechnica.com/tech-policy/2025/08/cbs-caved-to-trump-now-hes-seeking-punishments-for-abc-and-nbc/

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