Com o lançamento dos primeiros quatro capítulos da aguardada quinta e última temporada de “Stranger Things” nesta semana, a discussão em torno da escassez de mortes em Stranger Things entre os personagens centrais da trama reacendeu. Este aspecto tem sido uma constante fonte de debate e crítica por parte do público e da mídia especializada ao longo dos anos, com muitos espectadores apontando uma relutância da produção em eliminar figuras estabelecidas.
A série, criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer, tem sido frequentemente acusada de evitar decisões drásticas quanto ao destino de seus personagens mais queridos. Essa percepção se manifesta na estratégia recorrente de introduzir novos personagens apenas para tirá-los de cena na mesma temporada em que são apresentados, um contraste marcante com a intocabilidade dos protagonistas originais.
Mortes em Stranger Things: S5 Reforça Dificuldade com Protagonistas
Ao longo das temporadas anteriores, diversos personagens secundários ou recém-chegados enfrentaram desfechos trágicos. Na segunda temporada, por exemplo, os fãs testemunharam a brutal morte de Bob Newby, interpretado por Sean Astin. O carinhoso namorado de Joyce Byers e figura paterna para Will Byers, capturado por Vecna, foi violentamente atacado por uma criatura do Mundo Invertido, chocando a audiência com sua partida precoce.
A terceira temporada, lançada em 2019, duplicou essa abordagem. Dois personagens secundários que conquistaram o público tiveram destinos selados: Alexei, o cientista russo sequestrado pelo Xerife Hopper que se tornou um aliado improvável, e Billy Hargrove, o irmão mais velho de Max. Após uma jornada complexa, onde inicialmente se comportou como um antagonista, Billy redimiu-se ao se sacrificar para salvar sua irmã e os amigos dela, num momento de grande impacto emocional na narrativa de “Stranger Things”.
Três anos depois, a quarta temporada trouxe uma das mortes mais repercutidas e sentidas entre os fãs: a de Eddie Munson. O personagem, que catapultou a carreira de Joseph Quinn ao estrelato, entregou sua vida ao se aventurar no Mundo Invertido junto com Eleven e o grupo de Hawkins, a cidade fictícia onde a série se desenrola. O sacrifício de Eddie, um metalúrgico carismático e incompreendido, ressoou profundamente, tornando-se um marco para a série.
Os eventos relacionados ao sacrifício de Eddie Munson são, inclusive, revisitados nos capítulos já disponíveis desta quinta temporada. Enquanto sua bravura e ato final deixaram uma marca indelével em Will, Mike, Lucas e, especialmente, Dustin, a comunidade de Hawkins, imersa em preconceitos e desinformação, insiste em rotular o jovem como uma figura perigosa e degenerada, demonstrando a complexidade das narrativas sociais presentes na trama.
Apesar das inúmeras e brutais ameaças que se manifestaram ao longo dos anos, incluindo seres aterrorizantes do Mundo Invertido e antagonistas humanos, todos os personagens principais de “Stranger Things” permanecem intactos. A primeira leva de episódios da temporada final, que prometia ser implacável e cheia de perdas, já foi vista por muitos fãs, que expressaram seu descontentamento nas redes sociais pela manutenção da segurança dos protagonistas, contrariando a expectativa de uma temporada mais “brutal”.
A aparente invulnerabilidade dos personagens centrais não significa que os Duffer Brothers não tenham flertado com a possibilidade de suas mortes. Ao final da terceira temporada, por exemplo, o Xerife Hopper parecia ter se sacrificado heroicamente em nome de Joyce, por quem nutre sentimentos, e de Eleven, sua filha adotiva. Contudo, poucos dias após o suposto acontecimento, os criadores da série confirmaram que o personagem ainda estava vivo, gerando alívio e, para alguns, uma sensação de previsibilidade.
Mais recentemente, os quatro primeiros episódios da quinta temporada apresentaram outro momento de tensão onde a morte parecia iminente. Os pais de Mike Wheeler, um dos garotos do núcleo principal, foram brutalmente atacados por Demogorgons, os capangas de Vecna. No entanto, o roteiro interveio para garantir sua sobrevivência, levando-os ao hospital e mais uma vez poupando figuras próximas aos protagonistas de um destino fatal.
Em uma entrevista concedida à Variety, Matt Duffer defendeu a abordagem da série, enfatizando que “Stranger Things” não deve ser comparada a “Game of Thrones”, a aclamada produção da HBO conhecida por sua alta taxa de mortalidade entre personagens centrais. Os irmãos Duffer reiteraram em diversas ocasiões que evitam tratar as mortes de forma leviana, argumentando que elas precisam ter um propósito significativo e não devem acontecer apenas para chocar a audiência.
Apesar dessa postura, os criadores continuam a provocar os fãs com promessas de que a temporada final reservará a morte mais violenta e impactante de toda a série. Resta agora aguardar os próximos capítulos – outros três serão lançados no dia de Natal, e o último chegará na véspera do Ano-Novo – para descobrir se essa promessa será, de fato, cumprida e se as mortes em Stranger Things finalmente alcançarão o círculo mais íntimo dos heróis de Hawkins.
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A discussão sobre a ausência de mortes entre os protagonistas de “Stranger Things” continua a ser um ponto crucial na recepção da última temporada. A forma como os Duffer Brothers irão equilibrar a expectativa dos fãs com sua visão artística será determinante para o legado da série. Continue acompanhando nossa editoria para mais notícias sobre o mundo do entretenimento e análises de suas produções favoritas.
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