Veterinária defende leoa que matou jovem na Paraíba

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A discussão em torno da responsabilidade de animais silvestres em cativeiro ganhou destaque em João Pessoa, Paraíba, após o trágico incidente envolvendo a leoa Leona. Veterinária defende leoa que matou jovem na Paraíba, ressaltando o comportamento natural do felino diante de uma invasão de seu recinto. Melanie Leite, profissional do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido popularmente como Bica, manifestou-se publicamente em defesa do animal, que resultou na morte de um jovem no último domingo, dia 30.

Em suas declarações divulgadas, Melanie Leite expressou um profundo carinho por Leona e por toda a equipe técnica dedicada aos cuidados não apenas da leoa, mas de todas as espécies residentes no zoológico da capital paraibana. A veterinária fez questão de enfatizar que Leona é um animal amplamente estimado e bem-cuidado por todos os envolvidos na operação do Parque da Bica, incluindo veterinários, biólogos e tratadores, que garantem o bem-estar e a saúde do felino.

Veterinária defende leoa que matou jovem na Paraíba

A dedicação à leoa Leona, que matou um jovem após a invasão de sua jaula, é um ponto constantemente reforçado por Melanie Leite. A profissional descreve o felino como um animal que recebe cuidados constantes, além de ser submetido a um rigoroso condicionamento e treinamento. “Espero que com esse vídeo, dê para sentir”, escreveu Melanie, em um apelo para que o público compreenda a natureza e o tratamento dedicado à Leona, pedindo apoio ao zoológico e aos seus profissionais, que desempenham um papel crucial na conservação e educação ambiental.

Detalhes do Incidente no Parque da Bica

O lamentável episódio ocorreu na manhã de domingo, 30 de outubro, no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa (PB). A vítima, identificada como Gerson de Melo Machado, de 19 anos, veio a óbito em decorrência dos ferimentos sofridos durante o ataque da leoa Leona, após uma invasão ao recinto do animal. A administração municipal do parque confirmou que Gerson de Melo Machado invadiu o cercado de forma deliberada, escalando as estruturas de segurança e grades para acessar o espaço da leoa.

Após o incidente, o Parque da Bica foi imediatamente fechado ao público. A medida foi necessária para a remoção do corpo da vítima e para o início da apuração dos fatos, sob a responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente (Semam). O caso levantou questões sobre a segurança em ambientes de zoológico, embora as investigações iniciais apontem para uma ação intencional e planejada por parte do jovem, que ignorou as barreiras existentes.

O Perfil da Vítima e as Medidas de Segurança

Gerson de Melo Machado era conhecido na região como “Vaqueirinho de Mangabeira”. O jovem, de 19 anos, possuía histórico de transtornos mentais e uma extensa ficha policial, que incluía 16 ocorrências, sendo 10 delas registradas quando ainda era menor de idade. Ele havia sido posto em liberdade apenas dois dias antes do incidente, na sexta-feira, dia 28. A conselheira tutelar Verônica Oliveira, que acompanhou Gerson por anos, relatou que ele chegou a ser encaminhado para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), mas conseguiu fugir do local, evidenciando uma complexa situação social e de saúde.

A estrutura do recinto da leoa, onde ocorreu a invasão, é robusta e projetada para máxima segurança, conforme as normas vigentes. O parque informou que a jaula possui uma parede de mais de 6 metros de altura e que o invasor escalou essa estrutura, ultrapassou grades e utilizou uma árvore para, enfim, adentrar o espaço do animal. Conforme a administração do Parque da Bica, o recinto atende e supera todas as medidas de segurança exigidas, seguindo rigorosamente a instrução normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). As barreiras de segurança excedem em mais de 2 metros o que é requerido legalmente, e contam ainda com uma borda negativa de 1,5 metro, projetada especificamente para impedir escaladas e intrusões.

A Reação do Parque e o Estado da Leoa

Após a invasão e o ataque, a leoa foi reconduzida ao seu ambiente de maneira controlada, sem a necessidade de utilização de dardos tranquilizantes ou armas de fogo. Profissionais do parque destacaram que Leona é um animal condicionado, submetido a treinamentos graduais e anuais, o que foi crucial para que ela obedecesse ao comando de retorno, apesar do alto nível de estresse e choque demonstrado pelo felino durante a situação. Houve uma demora na recondução devido ao estado alterado do animal, mas a equipe conseguiu manejar a situação com segurança e eficácia, evitando maiores complicações.

Em comunicado oficial, o Parque Zoobotânico Arruda Câmara reforçou categoricamente que em nenhum momento foi considerada a possibilidade de eutanásia para Leona, refutando qualquer especulação. A administração assegurou que “Leona continuará recebendo todos os cuidados necessários. Após o incidente, ela foi imediatamente avaliada pela equipe técnica e segue em observação e acompanhamento contínuo, já que passou por um nível elevado de estresse”, reafirmando o compromisso inabalável com o bem-estar e a integridade do animal, que reagiu instintivamente a uma ameaça em seu território.

Continuidade da Investigação e Apoio

O Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) permanecerá fechado para visitas por tempo indeterminado, aguardando o fim das investigações e a completa apuração dos fatos. A Semam (Secretaria de Meio Ambiente) iniciou uma apuração detalhada das circunstâncias do fato e está colaborando plenamente com as autoridades competentes para esclarecer todos os pontos do ocorrido. A prefeitura de João Pessoa manifestou sua solidariedade à família da vítima Gerson de Melo Machado e reiterou que, apesar de todo o aparato de segurança existente no local, a invasão foi uma ação insistente e deliberada, que lamentavelmente culminou no trágico episódio, classificando-o como uma fatalidade.

A comunidade e os órgãos responsáveis acompanham de perto os desdobramentos, enquanto a defesa da leoa Leona continua sendo um ponto central. A equipe do parque reitera que o ocorrido foi uma fatalidade decorrente de uma invasão humana, não de uma falha nas medidas de segurança ou no temperamento do animal, que agiu conforme seu instinto. A prioridade agora é garantir o bem-estar de Leona e a segurança futura das instalações, bem como oferecer apoio à família enlutada.

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Este triste evento em João Pessoa destaca a importância da segurança em ambientes de cativeiro e o respeito à vida selvagem. A veterinária Melanie Leite e a equipe do Parque da Bica continuam a cuidar de Leona, reiterando que a leoa não é a vilã da história. Para mais informações e análises sobre temas de cidades e o impacto de eventos na sociedade, continue acompanhando as atualizações em nossa editoria.

Crédito da Imagem: Sob supervisão de Carolina Figueiredo