A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) formalizou o indiciamento de Professor de Direito Conrado Paulino da Rosa por suspeita de crimes sexuais. O advogado e ex-docente universitário foi o foco de uma investigação que se estendeu por três meses, culminando na medida judicial.
De acordo com a delegada Fernanda Campos Hablich, que está à frente do inquérito, detalhes específicos sobre o indiciamento não foram divulgados, em virtude do sigilo imposto ao caso. A investigação minuciosa envolveu a oitiva de dezoito vítimas, além da coleta de inúmeras provas, que incluíram depoimentos de testemunhas, laudos periciais, exames técnicos e vasta documentação. Atualmente, Conrado Paulino da Rosa permanece sob monitoramento eletrônico, utilizando tornozeleira.
Professor de Direito Indiciado por Crimes Sexuais no RS
As acusações contra Conrado Paulino da Rosa remontam a um período extenso, entre 2013 e 2025, e envolvem não apenas crimes de natureza sexual, mas também violência psicológica contra um grupo de pelo menos dezoito mulheres. Após o início da investigação policial, em 2 de setembro, o advogado foi desligado de suas funções docentes na Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), onde lecionava. A instituição, por sua vez, comunicou que a decisão teve caráter estritamente administrativo, alinhada ao regimento interno da FMP, e ressaltou que não constituiu qualquer juízo antecipado sobre eventuais responsabilidades relacionadas a fatos externos à universidade.
Em resposta ao indiciamento e às acusações, a defesa de Conrado Paulino da Rosa divulgou uma nota oficial por meio de suas redes sociais. No comunicado, os advogados reafirmam a crença na inocência de seu constituinte em relação aos fatos que lhe foram imputados pela Polícia Civil. A nota detalha os esforços da defesa para obter acesso aos autos do processo.
Detalhes da Defesa e Alegações de Irregularidades
A defesa informou ter tomado conhecimento da conclusão do inquérito policial apenas pela imprensa. Relatam que, apesar de terem encaminhado duas requisições formais à autoridade policial nos dias 25 e 27 de novembro, não obtiveram resposta. Diante da persistente ausência de acesso, um pedido judicial foi formalmente protocolado em 28 de novembro. Contudo, até a data de 1º de dezembro de 2025, a defesa afirma não ter tido acesso ao relatório final ou às peças conclusivas da investigação.
Os advogados de Conrado Paulino da Rosa alegam que, desde o começo da apuração, enfrentaram restrições que consideram injustificadas ao acesso a informações essenciais. Tais limitações, segundo eles, comprometem o direito constitucional à informação e impedem o pleno exercício da defesa. Durante o procedimento investigatório, a equipe jurídica identificou e formalmente comunicou o que classificou como “irregularidades significativas”. Entre as apontadas estão vazamentos “seletivos e criminosos” de informações, a “indevida classificação de determinadas pessoas como vítimas” e a “ausência de diligências básicas para verificação dos relatos apresentados”, além de outras circunstâncias que teriam levado a uma “equivocada classificação jurídica dos fatos”.
Apesar das alegadas dificuldades, a defesa vê a conclusão do inquérito como um marco importante. Para eles, este momento inaugura, finalmente, a etapa adequada para que Conrado Paulino da Rosa possa exercer plenamente seu direito de defesa. O foco agora se volta para o espaço institucional próprio, onde buscam demonstrar o que classificam como a verdade dos fatos. Eles enfatizam que essa verdade não se baseia em “impressões, versões ou interesses”, mas sim em “documentos técnicos, objetivos e irrefutáveis”. O direito à ampla defesa, um pilar do sistema jurídico brasileiro, conforme detalhado por diversas instituições, incluindo a Migalhas, reforça a importância desse estágio processual.
A nota da defesa ainda menciona que um acervo parcial, já apresentado em juízo, contém diálogos mantidos com grande parte das pessoas citadas na apuração. Segundo os advogados, o conteúdo desses registros revela “claras inconsistências” entre o que é atualmente afirmado e o que, de fato, ocorreu. Tais registros, para a defesa, são autoexplicativos, não se adaptam a narrativas pré-estabelecidas e evidenciam, com clareza, que os acontecimentos não se deram da forma como têm sido divulgados.
Em sua conclusão, a defesa de Conrado Paulino da Rosa reitera sua “absoluta certeza na inocência” do ex-professor em relação às acusações. Afirmam plena confiança no trabalho do Poder Judiciário para garantir o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. As advogadas Fernanda Osorio e Neida Floriano, responsáveis pela defesa, declaram que atuarão com responsabilidade, rigor técnico e total transparência. Asseguram um compromisso com o respeito a todas as pessoas envolvidas na investigação, mas sublinham o dever ético de não permitir que acusações sem fundamento, distorções ou interesses alheios à verdade se perpetuem no processo.
O caso do Professor de Direito, agora indiciado, segue para as próximas fases do sistema judicial, onde a defesa terá a oportunidade de apresentar suas provas e argumentos. A decisão final caberá ao Poder Judiciário, que analisará todas as evidências apresentadas pela Polícia Civil e pela defesa.
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O indiciamento do professor de Direito em questão marca uma etapa crucial na investigação dos crimes sexuais e de violência psicológica. O desenrolar do processo judicial será acompanhado de perto, buscando clareza e justiça para todas as partes envolvidas. Para mais notícias sobre política e justiça, continue explorando o conteúdo em nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: CNN Brasil






