Bolsonaro: Nova Cirurgia Devido a Crise Persistente de Soluços

Política

O ex-presidente Bolsonaro fez uma nova cirurgia devido a uma crise persistente de soluços na tarde da última terça-feira, 30 de dezembro de 2025. A intervenção médica ocorreu apenas um dia após um procedimento similar, que visava bloquear o nervo frênico, responsável pelo controle do diafragma, músculo crucial para a respiração. A informação inicial sobre o novo quadro clínico foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro através de suas redes sociais.

Michelle Bolsonaro detalhou que o ex-presidente começou a apresentar soluços às 10h da manhã do dia 30, os quais não cessaram. Diante da persistência do sintoma, a equipe médica optou por realizar um “reforço no bloqueio do nervo frênico”, conforme postado por ela por volta das 14h. Esta decisão sublinhou a gravidade da condição e a necessidade de uma ação médica imediata para aliviar o desconforto.

Bolsonaro: Nova Cirurgia Devido a Crise Persistente de Soluços

No início da noite de terça-feira, um novo boletim médico foi emitido pelo Hospital DF Star, localizado em Brasília, onde Jair Bolsonaro se encontra internado. O comunicado informou que o ex-presidente permanece sob cuidados pós-operatórios, relacionados a uma cirurgia de hérnia inguinal realizada na semana anterior. O corpo clínico confirmou a execução de uma complementação no bloqueio anestésico dos nervos frênicos bilaterais, em resposta à nova crise de soluços, e indicou a necessidade de exames adicionais para investigação.

O boletim detalhou os próximos passos no tratamento do ex-presidente. Ele deverá ser submetido a uma endoscopia digestiva alta na quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, com o objetivo de avaliar a presença e a extensão de um possível refluxo gastroesofágico, condição frequentemente associada a soluços persistentes. Além disso, Bolsonaro segue em sessões de fisioterapia respiratória, utiliza terapia CPAP noturna – um aparelho para tratar apneia do sono – e recebe medidas preventivas contra trombose, garantindo um acompanhamento completo de sua saúde durante a internação.

A equipe médica responsável pelo caso de Jair Bolsonaro é composta por renomados especialistas: Claudio Birolini (cirurgião geral), Leandro Echenique (cardiologista), Brasil Caiado (cardiologista), Mateus Saldanha (radiologista intervencionista), Lauro Bogniotti (anestesiologista) e Allisson B. Barcelos Borges (diretor-geral do hospital). A presença de múltiplos especialistas ressalta a complexidade e a atenção dedicada ao tratamento do ex-mandatário.

Este procedimento marca a terceira vez que Bolsonaro é submetido a uma intervenção para bloquear o nervo frênico na tentativa de conter as crises de soluços. Ele havia passado por operações semelhantes no sábado, 27 de dezembro, no lado direito do nervo, e na segunda-feira, 29 de dezembro, no lado esquerdo. A persistência dos soluços, mesmo após duas intervenções anteriores, levou à necessidade de um “reforço” no bloqueio anestésico.

Inicialmente, a previsão da equipe médica era que o ex-presidente permanecesse internado no Hospital DF Star pelo menos até a quinta-feira, 1º de janeiro de 2026. A nova cirurgia e a indicação de exames adicionais podem influenciar esse cronograma, dependendo dos resultados e da evolução clínica. É fundamental entender que a hérnia inguinal, pela qual Bolsonaro foi operado no Natal, pode ter ligação com o surgimento dos soluços persistentes, sendo uma das condições que levam a essa complicação. Para mais informações sobre hérnias inguinais e seus tratamentos, você pode consultar fontes médicas confiáveis como Dr. Dráuzio Varella.

Jair Bolsonaro está sob os cuidados do Hospital DF Star desde 24 de dezembro de 2025. No dia de Natal, ele foi submetido a uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal, condição que tem exigido acompanhamento médico constante. Sua internação recente e os sucessivos procedimentos destacam um período de delicada atenção à saúde do ex-presidente.

A internação e os procedimentos cirúrgicos de Bolsonaro ocorrem em um contexto peculiar. Ele foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ali, o ex-presidente cumpria pena de 27 anos e três meses de prisão, resultado de sua condenação pela participação em uma trama golpista. A liberação para tratamento médico sublinha a importância do direito à saúde, mesmo em situações de cumprimento de pena.

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Em suma, a nova cirurgia de Jair Bolsonaro para conter soluços persistentes, somada aos procedimentos anteriores e à avaliação de refluxo gastroesofágico, evidencia um período complexo de sua saúde. Os próximos dias serão cruciais para definir o progresso de sua recuperação e o cronograma para alta hospitalar. Para mais análises sobre o cenário político nacional e a repercussão desses acontecimentos, continue acompanhando nossa editoria de Política.

Crédito da imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil