Na segunda semana completa de 2026, o mercado financeiro direciona sua atenção para os indicadores de atividade econômica e inflação, tanto no Brasil quanto no cenário global. As **expectativas de mercado em 2026** são moldadas por uma série de fatores que influenciam o comportamento do Ibovespa, do dólar futuro e das principais bolsas americanas, mantendo investidores e analistas em alerta sobre os próximos movimentos.
No âmbito doméstico, o foco se volta para a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços referente a novembro, com uma projeção de crescimento de 0,1%. Paralelamente, os dados de vendas no varejo são aguardados com a previsão de um avanço modesto, enquanto o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), prévia do Produto Interno Bruto (PIB) mensal, será divulgado na sexta-feira. Em relação aos preços, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de janeiro deve apresentar uma alta de 0,20%, resultando em uma taxa anual de -1,1%. No plano político, o recesso parlamentar continua em Brasília, limitando a agenda legislativa, mas o retorno do Ministro da Fazenda promete reacender debates econômicos no Poder Executivo. Há, ainda, expectativa pela nomeação de um novo Ministro da Justiça e Segurança Pública.
Ibovespa, Dólar e Bolsas: Expectativas de Mercado em 2026
Internacionalmente, a atenção está concentrada nos Estados Unidos, com a divulgação de indicadores cruciais. Entre eles, destacam-se o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de dezembro, o Índice de Preços ao Produtor (PPI), as vendas no varejo e os números da produção industrial. Esses dados são fundamentais para ajustar as projeções e expectativas relacionadas à política monetária do Federal Reserve, o banco central americano, e podem provocar repercussões significativas nos mercados globais. Acompanhar esses dados é fundamental para compreender as decisões de política monetária do Banco Central do Brasil, por exemplo, cujas diretrizes influenciam diretamente o comportamento do mercado.
Sob a perspectiva de mercado, o panorama geral se mostra construtivo, apesar de muitos ativos já operarem em patamares técnicos delicados. O Ibovespa, por exemplo, permanece nas proximidades de sua máxima histórica, enquanto as bolsas dos EUA continuam impulsionadas por um fluxo comprador. Em contrapartida, o dólar futuro mantém uma tendência de queda, e o Bitcoin segue em movimento lateral, operando abaixo de um nível psicológico considerado importante. Dessa forma, a forma como os preços reagirão a suportes e resistências será decisiva para determinar se o mercado assumirá uma direção mais definida ou permanecerá em um processo de consolidação no curto prazo.
Análise Técnica do Ibovespa: Suportes e Resistências
No Ibovespa, a tendência de alta se mantém preservada, mesmo após um período de maior lateralização nas últimas sessões. O índice está negociando próximo à sua máxima histórica de 165.035 pontos, um patamar que serve como principal referência técnica no curto prazo. Na última sessão, o índice registrou um avanço de 0,27%, fechando em 163.370 pontos, e acumulou uma valorização semanal de 1,76%, reafirmando o viés positivo. O Índice de Força Relativa (IFR 14) está em 61,82, posicionado em uma zona neutra, o que sugere que ainda existe margem para novas altas antes de que um sinal claro de sobrecompra se manifeste. Para impulsionar um novo fôlego comprador, o Ibovespa precisa romper as regiões de 163.660/164.263 pontos e, mais crucialmente, superar a máxima histórica de 165.035 pontos. Caso essa movimentação seja confirmada, os próximos objetivos projetados estão em 165.170, 167.685, 170.000 e, em uma extensão maior, 171.750 pontos. No cenário oposto, caso haja uma perda de força e o índice rompa a área de suporte em 161.869/160.455 pontos, a correção pode se aprofundar, com alvos subsequentes em 157.300/155.180 pontos. Em uma correção mais prolongada, os suportes seguintes se encontram em 153.570 e 150.760 pontos, regiões onde se concentra uma defesa significativa por parte do fluxo comprador.
Dólar Futuro: Cenário de Venda e Potenciais Reversões
O dólar futuro continua com uma leitura de viés negativo no curto prazo, negociando abaixo de suas médias móveis e exibindo dificuldades em mostrar uma reação mais robusta. Na sessão anterior, o contrato sofreu novamente uma forte pressão vendedora, o que reforça a tendência predominante. O IFR (14) registra 42,75, mantendo-se em zona neutra. Para que a movimentação vendedora prossiga, é imprescindível que o ativo rompa a área de suporte em 5.381,5/5.318,5 pontos. Se essa faixa for superada, os próximos alvos para a queda estão projetados em 5.284,5/5.251,5 pontos, com uma projeção mais distante em 5.208/5.127 pontos. Por outro lado, para uma tentativa de recuperação, o dólar futuro necessitaria, inicialmente, superar a região de 5.428,5/5.523 pontos. Acima desse patamar, o ativo poderia buscar os níveis de 5.614/5.669,5 pontos e, em um panorama mais otimista, 5.783,5/5.889,5 pontos.
Bolsas Americanas: Nasdaq e S&P 500
Na Nasdaq, observa-se um movimento de consolidação lateral, com o índice operando próximo às suas médias móveis, porém ainda sustentado por um viés comprador no curto prazo. Em janeiro, o índice acumulou uma alta de 2,05%, sendo cotado a 25.766 pontos, o que o mantém relativamente próximo de sua máxima histórica. Para retomar um fluxo de alta com maior convicção, a Nasdaq precisa superar a região de 25.835 pontos. Caso isso ocorra, o mercado pode novamente buscar o topo histórico em 26.182 pontos, com alvos projetados em 26.475/26.735 pontos. Inversamente, se houver um aumento da pressão vendedora, a perda da região de 25.400/25.100 pontos pode abrir caminho para uma correção em direção aos suportes de 24.432/24.021 pontos, com extensões mais longas em 23.698/23.279 pontos.

Imagem: infomoney.com.br
Já o S&P 500 demonstra uma tendência de alta nítida. O índice renovou recentemente sua máxima histórica em 6.978 pontos e continua negociando acima das médias móveis, o que fortalece o domínio do fluxo comprador. Em janeiro, o S&P avançou 1,76%, sendo cotado a 6.966 pontos, permanecendo muito perto do seu topo. Para dar continuidade a esse movimento de alta, será fundamental romper de forma consistente a região de 6.978 pontos. Acima desse nível, os alvos projetados são 7.020/7.100 pontos, com uma extensão em 7.145 pontos. Em um cenário de correção, a atenção se volta para a faixa de suporte em 6.899/6.824 pontos. A perda dessa área pode intensificar a movimentação corretiva, com alvos em 6.720/6.630 pontos e suportes mais prolongados em 6.521/6.416 pontos.
Bitcoin: Consolidação e Limites Psicológicos
No Bitcoin, a observação aponta para um movimento lateral no curto prazo, com o ativo ainda sendo negociado abaixo da marca psicológica de US$ 100.000. Após ter alcançado sua máxima histórica em US$ 126.199, a criptomoeda entrou em um fluxo corretivo que segue impactando sua estrutura gráfica. No entanto, em janeiro, o Bitcoin registra uma valorização superior a 3%, operando próximo às suas médias móveis. Para que o ativo recupere a força compradora, será necessário superar a região de US$ 94.588, o que poderia destravar alvos em US$ 96.846/US$ 99.692. Em um cenário mais favorável, os próximos níveis a serem alcançados seriam US$ 106.011 e US$ 111.592. Na ponta negativa, a perda da região de US$ 89.300/US$ 86.420 tende a reativar o fluxo vendedor, com suportes em US$ 83.822/US$ 80.734 e projeções mais distantes em US$ 74.508 e US$ 68.775.
Entendendo o Índice de Força Relativa (IFR)
O Índice de Força Relativa (IFR) é um dos indicadores mais amplamente utilizados na análise técnica. Sua medição varia de 0 a 100, e geralmente se emprega um período de 14 dias para sua apuração. Uma leitura que se aproxima ou fica abaixo de 30 pontos é frequentemente interpretada como um sinal de sobrevenda, indicando potenciais oportunidades de compra. Por outro lado, um IFR que se aproxima ou ultrapassa os 70 pontos sugere uma condição de sobrecompra, que pode preceder uma correção nos preços do ativo. Além disso, o IFR é versátil, permitindo a aplicação de diversas técnicas analíticas, como a identificação de suportes e resistências, o reconhecimento de divergências entre o preço e o indicador, e a formação de figuras gráficas, auxiliando na tomada de decisões de investimento.
Confira também: Investir em Imóveis na Região dos Lagos
Em suma, a segunda semana de 2026 promete ser movimentada, com dados econômicos importantes no Brasil e nos EUA, e o comportamento do Ibovespa, dólar futuro, bolsas americanas e Bitcoin sob o olhar atento dos analistas. A análise técnica aponta para pontos cruciais de suporte e resistência que determinarão os próximos rumos desses ativos. Para ficar por dentro de todas as novidades e análises do cenário econômico e financeiro, continue acompanhando nossa editoria de Economia.
Crédito: Nelogica e TradingView. Elaboração: Rodrigo Paz.






