A partir de 21 de janeiro, os Estados Unidos implementarão uma suspensão na emissão de visto de imigração EUA para cidadãos de 75 nações, uma medida que incluirá o Brasil. O anúncio oficial foi feito na quarta-feira, dia 14 de janeiro, pelo Departamento de Estado norte-americano, delineando novas diretrizes que visam reavaliar o perfil dos imigrantes que buscam residência no país.
Esta nova política abrange uma vasta gama de países, estendendo-se por diferentes continentes. Além do Brasil, a lista inclui nações de grande porte como Rússia, Irã e Iraque, bem como países sul-americanos como Colômbia e Uruguai. Cuba e Haiti, que historicamente têm uma significativa diáspora nos EUA, também estão na lista, juntamente com Iêmen e diversas outras localidades na África e na Ásia. Importante ressaltar que os vistos de turismo permanecerão sendo emitidos sem alterações por esta medida.
Suspensão de Visto de Imigração EUA Afeta 75 Países, Incluindo Brasil
A decisão de restringir o visto de imigração EUA para estes 75 países surge após uma revisão abrangente das políticas, regulamentos e diretrizes americanas. O comunicado oficial justifica a medida pela necessidade de assegurar que imigrantes provenientes dessas nações, consideradas de “alto risco”, não se tornem dependentes de programas de assistência social nos Estados Unidos, evitando assim que representem um encargo público para a nação. Esta postura reforça a visão do presidente Donald Trump, que consistentemente tem defendido que os imigrantes devem possuir autossuficiência financeira, não constituindo um fardo econômico para os cidadãos americanos.
A lista de países afetados pela suspensão é extensa e diversificada geograficamente. Na América Latina e Caribe, além de Brasil, Colômbia, Uruguai, Cuba e Haiti, são citados Afeganistão, Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Dominica, Granada, Guatemala, Jamaica, Nicarágua, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, e São Vicente e Granadinas. A ausência da Argentina na lista, país cujo presidente Javier Milei mantém alinhamento ideológico com Trump, foi um ponto notado nas análises iniciais da medida.
No continente africano, a medida impacta nações como Argélia, Camarões, Cabo Verde, Costa do Marfim, Egito, Eritreia, Etiópia, Gâmbia, Gana, Guiné, Libéria, Líbia, Marrocos, Nigéria, República Democrática do Congo, República do Congo, Ruanda, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia, Togo, Tunísia e Uganda. A abrangência geográfica da decisão sublinha a amplitude da revisão das políticas migratórias americanas.
Do Oriente Médio e Ásia, a suspensão atinge Armênia, Azerbaijão, Bangladesh, Butão, Camboja, Cazaquistão, Geórgia, Iêmen, Irã, Iraque, Jordânia, Kuwait, Laos, Líbano, Mianmar, Mongólia, Nepal, Paquistão, Quirguistão, Síria, Tailândia, Uzbequistão e Vietnã. Na Europa Oriental e Bálcãs, Albânia, Belarus, Bósnia, Kosovo, Macedônia do Norte, Moldávia, Montenegro, e Rússia também foram incluídos na restrição. Esta ampla lista reflete a complexidade e a abrangência da reavaliação da política de imigração do governo norte-americano.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
A decisão de suspender o visto de imigração EUA sinaliza uma continuação da política de imigração rigorosa que tem sido uma marca da administração atual. A ênfase na autossuficiência financeira dos imigrantes e a preocupação em mitigar o uso de programas de assistência social são os pilares dessa revisão. Para mais informações sobre as políticas de visto americanas, é sempre recomendável consultar o site oficial do Departamento de Estado dos EUA, que oferece diretrizes atualizadas e detalhadas sobre os requisitos e procedimentos.
É fundamental que os cidadãos dos países afetados busquem informações precisas e atualizadas junto às embaixadas e consulados dos Estados Unidos para compreender as implicações específicas desta medida para suas situações individuais. A suspensão entra em vigor em poucos dias, exigindo atenção e planejamento por parte dos interessados em processos imigratórios para os EUA.
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Em suma, a suspensão do visto de imigração EUA para 75 países, incluindo o Brasil, a partir de 21 de janeiro, representa um ajuste significativo nas políticas migratórias americanas, focado na autossuficiência financeira dos imigrantes e na prevenção de encargos públicos. Para acompanhar as últimas novidades e análises sobre política internacional e seus desdobramentos, continue navegando em nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Arquivo/ Marcello Casal Jr/Agência Brasil







