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Mercado Financeiro Hoje: Bolsa, Dólar e Juros em Destaque

Economia

O mercado financeiro hoje opera com movimentações significativas que impactam a economia brasileira e global. Nesta quinta-feira, o Ibovespa futuro registrou alta, enquanto o dólar comercial apresentou queda em relação ao real, e as taxas de juros futuras recuaram ao longo da curva. Investidores e analistas acompanham de perto as declarações de autoridades econômicas, o desempenho de indicadores nacionais e os desenvolvimentos no cenário internacional, que incluem tensões geopolíticas e resultados corporativos de peso.

O pregão matutino revela um panorama de otimismo para o mercado de ações brasileiro, com o Ibovespa futuro abrindo em alta de 0,98%, cotado a 188.055 pontos. Pouco depois, ampliou seus ganhos para 1,25%, atingindo 188.550 pontos, e se mantendo em alta de 1,07%, aos 188.220 pontos. No mercado de câmbio, o dólar comercial iniciou o dia em baixa de 0,22%, sendo negociado a R$ 5,194 na compra e R$ 5,195 na venda, consolidando uma cotação em R$ 5,19. O dólar futuro também abriu em baixa de 0,20%, cotado a 5.187,50 pontos. No segmento de minicontratos, o minidólar com vencimento em fevereiro (WDOG26) começou com baixa de 0,23%, a 5.184,50, antes de virar para uma leve alta de 0,06%, negociado a 5.199,50. Simultaneamente, o mini-índice (WING26) abriu com alta de 1,19%, alcançando 188.430 pontos.

Mercado Financeiro Hoje: Bolsa, Dólar e Juros em Destaque

Os juros futuros (DIs) acompanharam a tendência de recuo, com taxas em queda ao longo de toda a curva. O DI1F27 teve variação de -0,333 ponto percentual, o DI1F28 de -0,665, o DI1F29 de -0,665, o DI1F31 de -0,459, o DI1F32 de -0,341, o DI1F33 de -0,302 e o DI1F35 de -0,225. O Bitcoin Futuro (BITFUT), por sua vez, começou o dia com perdas de 1,85%, cotado a 455.000,00. No cenário pré-abertura dos EUA, o índice EWZ, que replica o desempenho das principais ações brasileiras negociadas em Nova York, disparava 1,75%. Esse panorama sugere uma percepção de menor risco e expectativas favoráveis no mercado de capitais doméstico, impulsionado por fatores internos e externos.

Declarações do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

As declarações do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concedidas ao portal Metrópoles, trouxeram importantes insights sobre a política econômica do governo. Haddad afirmou que a atual gestão foi a responsável por “colocar o dedo na ferida dos devedores contumazes”, destacando um combate sem precedentes ao crime organizado nesse campo. Ele também se posicionou a favor da organização da questão dos supersalários, um tema recorrente na agenda pública.

O ministro ressaltou que a administração atual “herdou dez anos de déficit primário” e está empenhada em um trabalho minucioso para reduzir a dívida pública. Ele garantiu que o Brasil não se encontra em uma situação de fragilidade, graças à robusta reserva cambial, atribuindo ao Presidente Lula a construção desse cenário de estabilidade. Haddad expressou preocupação com a taxa de juro real de 10%, afirmando que, nesse patamar, “não tem superávit primário que dê jeito”. Além disso, elogiou Dario Durigan pela sua competência e manifestou grande apreço por todos os membros do Ministério da Fazenda.

Em um anúncio de destaque, Haddad confirmou sua intenção de deixar o cargo em fevereiro, “com certeza”. Ele também fez questão de salientar que o governo alcançou a “menor inflação em quatro anos da história” do país e promoveu uma “pequena revolução na parte tributária”. Por fim, mencionou que a “parte fiscal é muito controversa e muita gente mente por ideologia”, e que a “redução de 70% do déficit se deve muito ao corte de benefícios tributários”, reiterando ter herdado uma situação desafiadora do governo anterior.

Cenário Macroeconômico Brasileiro e Setorial

No que tange aos indicadores nacionais, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou 0,41% em janeiro, revertendo a queda de 0,01% registrada em dezembro. Com este resultado, o índice acumula alta de 0,41% no ano e queda de 0,91% nos últimos 12 meses. Comparativamente, em janeiro de 2025, o IGP-M subira 0,27% no mês, acumulando uma alta de 6,75% em 12 meses.

A confiança empresarial também apresentou melhoras em janeiro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) avançou 3,0 pontos, alcançando 91,3 pontos, marcando alta em quatro dos últimos cinco meses. Em médias móveis trimestrais, houve um avanço de 1,5 ponto, para 89,3 pontos. Similarmente, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) cresceu 0,6 ponto, atingindo 90,9 pontos, o maior nível desde maio de 2025 (91,8 pontos). Na média móvel trimestral, o índice subiu 0,7 ponto, para 90,4 pontos.

Outros dados relevantes divulgados pelo Banco Central indicam que o estoque de crédito no Brasil cresceu 1,8% em dezembro em relação ao mês anterior. A inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 5,4%, com o spread bancário no mesmo segmento registrando 33,6 pontos percentuais. Por outro lado, um alerta fiscal surge com a projeção de que o gasto anual do governo com a Previdência ultrapasse R$ 1 trilhão em 2025, representando uma despesa adicional de R$ 87 bilhões em comparação a 2024, elevando o rombo para R$ 317,1 bilhões.

Notícias Corporativas e Análises Setoriais

O dia também foi marcado por diversas notícias corporativas. A PetroReconcavo (PRCB3) aprovou a reestruturação de sua diretoria após a renúncia de um diretor. Raphael Pereira Scudino Borges assumirá o cargo não estatutário de Vice-Presidente de Pessoas e Suporte Operacional a partir de 1º de março de 2026. A Lavvi (LAVV3) anunciou a aprovação da distribuição de R$ 200 milhões em dividendos, com pagamento previsto até 31 de dezembro deste ano. A Raízen (RAIZ4) informou uma redução de 23% na moagem de cana no trimestre e uma queda de quase 17% na produção de açúcar, totalizando 1,5 milhão de toneladas.

No setor bancário, Marcelo Talarico e Luis Fernando de Lara Resende renunciaram aos cargos de membros do conselho de administração do Banco de Brasília (BRB). As renúncias ocorrem duas semanas após o governo do Distrito Federal, acionista controlador, convocar uma assembleia para eleger um novo conselho em 19 de fevereiro. Em janeiro, o BRB já havia eleito Raphael Vianna de Menezes como presidente do conselho e Antônio José Barreto de Araújo Júnior como diretor executivo de finanças. Em novembro, uma operação da Polícia Federal investigou dirigentes do Banco Master e do BRB por um suposto esquema que poderia ter gerado perdas superiores a R$ 10 bilhões para o banco público. Em meio a esta situação, o Banco Central abriu uma investigação interna sobre o caso Master, resultando na entrega de cargos por chefes do Departamento de Supervisão Bancária.

No cenário global de tecnologia, a Samsung Electronics previu que a escassez de chips persistirá este ano, impulsionada pelo crescimento da inteligência artificial. A empresa triplicou seu lucro operacional no quarto trimestre, atingindo um recorde, reflexo da forte demanda por memória. Contudo, alertou que o aumento dos preços dos chips de memória eleva os custos em suas divisões de smartphones e displays. Kim Jaejune, executivo do negócio de chips de memória da Samsung, projetou que qualquer expansão da oferta será limitada em 2026 e 2027, enquanto a demanda por IA permanecerá robusta.

Panorama Internacional

As tensões geopolíticas continuam a influenciar os mercados. O ouro ultrapassou US$ 5.500 em meio a ameaças do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irã. Esse aumento de tensões também impulsionou os preços do petróleo, que subiram pelo terceiro dia consecutivo. O petróleo WTI avançou 2,48%, para US$ 64,78 o barril, e o Brent subiu 2,40%, para US$ 70,04 o barril. As cotações do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China, fecharam em alta de 1,78%, a 798,50 iuanes (US$ 114,82), impulsionadas por expectativas de retomada na produção chinesa.

A União Europeia adotou novas sanções contra o Irã, direcionadas a indivíduos e entidades envolvidos na repressão de manifestantes e no apoio à Rússia, e discute a inclusão da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) na lista de organizações terroristas do bloco. Nos Estados Unidos, a projeção do CME/FedWatch para a manutenção dos juros em março está em 86%, após o Federal Reserve ter mantido as taxas de juros inalteradas. Jerome Powell, presidente do Fed, indicou que a política monetária não está “significativamente restritiva” no momento.

O Japão, por sua vez, conta com o apoio dos EUA em sua luta contra a fraqueza do iene. Atsushi Mimura, principal autoridade cambial do país, tem usado uma comunicação calibrada para impulsionar a moeda. Relatos de uma verificação incomum de taxas pelo Federal Reserve de Nova York colocaram os investidores em alerta para uma possível intervenção conjunta EUA-Japão, algo não visto em 15 anos, embora o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, tenha negado intervenção direta.

Os mercados europeus operam majoritariamente em alta, com o STOXX 600 em +0,31%, o FTSE 100 em +0,45%, o CAC 40 em +0,57% e o FTSE MIB em +0,52%, enquanto o DAX alemão registrou queda de 1,15%. Na Ásia-Pacífico, as bolsas fecharam com ganhos em sua maioria, incluindo Shanghai SE (+0,16%), Nikkei (+0,03%), Hang Seng Index (+0,51%) e Nifty 50 (+0,30%), apesar da queda do Jakarta Composite, da Indonésia, de 8% na véspera. Os índices futuros dos EUA também registram leves altas, com o Dow Jones Futuro em +0,06%, S&P 500 Futuro em +0,18% e Nasdaq Futuro em +0,23%, em meio à análise de balanços de gigantes da tecnologia como Meta, Microsoft e Tesla.

Perspectivas e Estratégias de Investimento

O Banco Central do Brasil, após manter a Selic em 15% na véspera, sinalizou o início de um ciclo de corte de juros em março, embora enfatizando a manutenção da restrição necessária para levar a inflação à meta de 3%. Diante desse cenário de queda iminente da taxa básica de juros, especialistas defendem que é o momento de considerar apostas em small caps e ações com maior risco, visando preservar a rentabilidade dos investimentos. Para acompanhar as decisões do Banco Central e a política monetária, que são cruciais para a compreensão do mercado financeiro hoje, é fundamental consultar fontes oficiais.

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Em suma, o dia no **mercado financeiro hoje** é de intensa atividade, com o Ibovespa em alta e o dólar em baixa, impulsionado por declarações do Ministro Haddad e uma série de indicadores econômicos e notícias corporativas. Acompanhar essas flutuações e as análises sobre as tendências é vital para investidores e para a compreensão do panorama econômico. Para mais informações detalhadas sobre a economia brasileira e as decisões que afetam o seu bolso, continue explorando nossa editoria de Economia.

Crédito da imagem: InfoMoney

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