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Professora de Direito é morta por aluno em Porto Velho

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O assassinato de uma professora de Direito em Porto Velho chocou a comunidade acadêmica e a população de Rondônia. Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, foi fatalmente esfaqueada dentro do Centro Universitário Aparício Carvalho na última sexta-feira, em um crime que teve como principal suspeito um de seus próprios alunos.

A vítima, que também desempenhava a função de escrivã da Polícia Civil de Rondônia, não resistiu aos ferimentos após ser atingida por golpes na região do tórax e do braço. O ataque, ocorrido imediatamente após uma aula de Direito Penal, resultou em uma perfuração direta no coração, causando hemorragia interna maciça e um quadro de choque hipovolêmico – uma condição emergencial caracterizada pela perda súbita e significativa de volume sanguíneo, comprometendo a capacidade do coração de bombear sangue para o corpo.

A brutalidade do crime e suas circunstâncias têm sido o foco das autoridades.

Professora de Direito é morta por aluno em Porto Velho

A investigação, conduzida pela delegada Leisaloma Carvalho, da Polícia Civil de Rondônia, revelou detalhes sobre a dinâmica do ocorrido e o provável motivo que teria levado ao trágico desfecho.

De acordo com as apurações policiais, a principal linha de investigação aponta que João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, teria assassinado Juliana Mattos por ter sido “rejeitado” pela professora. Esta informação foi divulgada ontem em uma coletiva de imprensa, onde a delegada Leisaloma Carvalho detalhou os avanços do inquérito.

A delegada enfatizou a gravidade do ataque, afirmando que a facada certeira no coração impediu qualquer chance de sobrevivência para a professora, inviabilizando até mesmo um atendimento médico eficaz em tempo hábil. Juliana chegou a ser socorrida com vida e deu entrada no Pronto-Socorro João Paulo II, mas sucumbiu aos ferimentos.

Leisaloma Carvalho também refutou categoricamente as alegações iniciais do suspeito. Em depoimento, João Cândido havia afirmado ter recebido a faca da própria professora e que ambos mantinham um relacionamento amoroso. Contudo, a Polícia Civil negou ambas as versões, apresentando evidências que contradizem as declarações do aluno.

A investigação revelou que o aluno teria insistido repetidamente para se envolver romanticamente com Juliana, mas todas as suas investidas foram rejeitadas pela professora, que as considerava “inadequadas” para a relação aluno-docente. A delegada Leisaloma Carvalho afirmou que não há qualquer indício de que a faca utilizada no crime tenha sido entregue por Juliana a João Cândido, como ele tentou alegar.

Professora de Direito é morta por aluno em Porto Velho - Imagem do artigo original

Imagem: noticias.uol.com.br

A Polícia Civil de Rondônia fundamentou suas conclusões após analisar minuciosamente mensagens trocadas entre João Cândido e Juliana Mattos. Em uma das comunicações, o aluno teria expressado “insatisfação e descontentamento” ao ver uma fotografia da professora com seu namorado, chegando a declarar a ela que havia “perdido para a concorrência”.

Apurou-se que a vítima vinha sendo alvo de investidas persistentes por parte do aluno, que desejava um envolvimento amoroso que transcendesse a relação acadêmica. Apesar das claras recusas da professora e dos alertas sobre a impossibilidade de tal relacionamento, João Cândido demonstrou frustração diante da não aceitação de suas investidas.

O Tribunal de Justiça de Rondônia já deliberou pela manutenção da prisão de João Cândido da Costa Junior, que permanece detido na Casa de Detenção José Mario Alves da Silva. Ele responderá pelo crime de feminicídio, dada a motivação e o contexto do assassinato. O espaço segue aberto para manifestação da defesa do acusado, caso se pronuncie.

Este trágico episódio realça a importância de combater todas as formas de violência de gênero. De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os casos de feminicídio no país registraram um aumento nos últimos anos, evidenciando a urgência de medidas de proteção e conscientização.

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O assassinato da professora de Direito em Porto Velho permanece sob investigação, com as autoridades empenhadas em elucidar todos os detalhes do caso. A comunidade aguarda o desenrolar das próximas etapas processuais. Continue acompanhando as atualizações sobre este e outros casos de grande repercussão em nossa editoria de Cidades.

Crédito da imagem: Reprodução/Instagram

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