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Cláudio Castro ainda não define saída do governo RJ

Economia

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro ainda não define saída do governo RJ, um passo crucial para uma possível candidatura ao Senado nas eleições deste ano. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, durante entrevista coletiva concedida pelo político do Partido Liberal (PL) no camarote oficial do governo estadual, localizado no emblemático Sambódromo Marquês de Sapucaí.

A indefinição da data de sua desincompatibilização, que legalmente deve ocorrer até 3 de abril, reflete um complexo cenário de articulações políticas. Castro enfatizou que a decisão não é isolada, mas sim o resultado de um diálogo com seu grupo político, que inclui figuras proeminentes como o senador Flávio Bolsonaro e o presidente do PL, Altineu Côrtes. “Não tem data. Eu sempre falei que isso estaria indexado a uma possível candidatura do nosso grupo político”, afirmou o governador, ressaltando o caráter estratégico da movimentação.

Cláudio Castro ainda não define saída do governo RJ

A saída do Palácio Guanabara, segundo Castro, está intrinsecamente ligada à garantia de que o Estado do Rio de Janeiro permanecerá em mãos capazes de gerir os desafios financeiros, especialmente diante de um déficit projetado de R$ 19 bilhões até o final do ano. O governador sublinhou a importância de uma transição que assegure a continuidade da gestão e a estabilidade fiscal. “Preciso eu ter a garantia de que a pessoa que, caso eu saia, vá ficar no meu lugar, seja alguém com condições de tocar, sobretudo num estado com R$ 19 bilhões de déficit até o final do ano”, explicou.

Cenário de Sucessão e Articulação Política

No que diz respeito à sucessão direta no Executivo fluminense, Cláudio Castro defendeu publicamente o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, como o nome mais adequado para assumir o comando do Estado. A preferência por Miccione se baseia em seu profundo conhecimento da máquina pública e na clareza sobre as ações a serem implementadas até o término do mandato. “Caso eu saia, meu único projeto é o secretário Nicola. Exatamente por conhecer muito bem a máquina, saber o que vai fazer até o final”, declarou Castro.

Contudo, o governador fez questão de ponderar que, embora lidere o processo de convencimento, a decisão final não é impositiva. A escolha de um sucessor em uma eventual eleição indireta pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) demanda o apoio dos parlamentares. “Eu não sou dono do Rio de Janeiro para definir o destino das pessoas. Eu lidero, vou tentar convencê-los [os parlamentares] que é o melhor caminho”, concluiu, evidenciando o jogo político envolvido na questão.

Carnaval Histórico e Contexto Político-Social

Além das discussões sobre sua possível desincompatibilização, o governador Cláudio Castro também abordou outros temas, incluindo a grandiosidade do Carnaval. Ele celebrou o que classificou como “o maior Carnaval da história”, destacando números expressivos que corroboram essa afirmação. A ocupação hoteleira, por exemplo, superou a média de 91%, um feito notável para uma cidade e um estado que, após os Jogos Olímpicos, tiveram um incremento de quase 40% no número de leitos. A movimentação turística foi igualmente impressionante, com mais de 600 mil pessoas desembarcando no Aeroporto do Galeão.

O investimento recorde do estado, totalizando R$ 97 milhões em patrocínio público, foi outro ponto alto mencionado por Castro, que considerou essa injeção de recursos um fator decisivo para o sucesso da festa. “Maior patrocínio público da história, de R$ 97 milhões. Já dá para ser considerado o maior Carnaval da história”, frisou.

Cláudio Castro ainda não define saída do governo RJ - Imagem do artigo original

Imagem: Brenno Carvalho via valor.globo.com

Questionado sobre sua ausência no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de domingo, 15 de fevereiro de 2026, o governador minimizou o episódio. Castro negou qualquer motivação política para não ter acompanhado a apresentação, justificando que não assistiu a nenhuma escola naquele dia. Ele explicou que o ambiente dos camarotes institucionais exige constante atenção aos convidados, o que o impossibilitou de assistir aos desfiles. Enquanto o prefeito Eduardo Paes (PSD) marcou presença ao lado do presidente Lula na Avenida, Castro optou por permanecer em seu camarote, evitando um encontro público com o petista.

A possível saída de Cláudio Castro do governo do Rio de Janeiro para concorrer ao Senado representa um momento de intensa negociação política e estratégica no cenário fluminense. As articulações nos bastidores, a escolha do sucessor e a gestão dos desafios financeiros do estado são elementos cruciais que definirão os próximos passos do governador e o futuro político da região. Para uma análise mais aprofundada sobre a dinâmica política local, entenda o cenário político do Rio de Janeiro, conforme noticiado por fontes relevantes.

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Em suma, a decisão de Cláudio Castro sobre sua desincompatibilização aguarda o alinhamento de seu grupo político, a garantia de uma sucessão estável e a superação dos desafios fiscais. O anúncio da data, que está atrelado a uma possível candidatura ao Senado, permanece um ponto central na agenda política do Rio de Janeiro, com impactos diretos na governabilidade e nas futuras eleições. Acompanhe a editoria de Política para mais informações e desenvolvimentos sobre este e outros temas relevantes no cenário estadual e nacional.

Crédito da Imagem: Divulgação

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