O mercado financeiro hoje demonstra grande expectativa por indicadores econômicos cruciais, enquanto as tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã mantêm os investidores em alerta. Esta sexta-feira marca um período de cautela global, com impacto em bolsas, dólar e taxas de juros, refletindo a complexidade do cenário internacional e doméstico.
Os principais mercados globais monitoram de perto a divulgação de dados econômicos essenciais nos EUA, como o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre e o índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de dezembro, o termômetro de inflação preferido do Federal Reserve (Fed). Paralelamente, a intensificação das tensões no Oriente Médio, com alertas do presidente Donald Trump ao Irã sobre seu programa nuclear, adiciona uma camada de incerteza que influencia commodities e moedas em todo o mundo. Acompanhe os desdobramentos sobre a política monetária do Fed em documentos do Federal Reserve.
Ibovespa, Dólar e Juros: O que movimenta o Mercado Financeiro Hoje
Em um panorama de volatilidade, os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta sexta-feira, com o Dow Jones Futuro registrando +0,07%, o S&P 500 Futuro em +0,16% e o Nasdaq Futuro avançando +0,26%. Os investidores americanos aguardam não apenas os dados econômicos, mas também uma possível decisão da Suprema Corte referente às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. As expectativas para o PCE de dezembro apontam para uma alta de 0,3% na comparação mensal e de 2,8% na base anual. Já o PIB do quarto trimestre projeta um crescimento de 3%.
No continente europeu, as bolsas registram alta leve nesta sexta-feira, caminhando para ganhos semanais. O otimismo é impulsionado por uma melhora generalizada nas perspectivas de lucros corporativos e a diminuição das preocupações com a disrupção da inteligência artificial. Contudo, as tensões geopolíticas persistem, contendo um avanço mais expressivo. O STOXX 600 sobe 0,19%, o DAX (Alemanha) avança 0,31%, o FTSE 100 (Reino Unido) sobe 0,64%, o CAC 40 (França) registra +0,81% e o FTSE MIB (Itália) lidera com +1,09%.
A situação no Oriente Médio impacta diretamente o mercado de petróleo. Os barris de petróleo, que haviam alcançado o maior patamar em seis meses, agora recuam. O Petróleo WTI apresenta queda de 0,56%, cotado a US$ 66,06 o barril, enquanto o Petróleo Brent desvaloriza 0,53%, atingindo US$ 71,28 o barril. Essa movimentação reflete a cautela do mercado diante do ultimato do presidente Donald Trump ao Irã, concedendo um prazo de até 10 dias para um acordo sobre seu programa nuclear, e a mobilização de forças militares dos EUA na região.
Na Ásia-Pacífico, a maioria dos mercados fechou em baixa, repercutindo as quedas de Wall Street na noite anterior, pressionados por ações de crédito privado e pelas tensões entre Irã e Estados Unidos. O índice Nikkei (Japão) caiu 1,12% e o Hang Seng Index (Hong Kong) recuou 1,10%. Exceção notável foi o Kospi (Coreia do Sul), que atingiu uma nova máxima pela segunda sessão consecutiva, impulsionado por um desempenho positivo dos setores de semicondutores e defesa. O Shanghai SE (China) permaneceu fechado devido a feriado, e o Nifty 50 (Índia) registrou leve alta de 0,47%, enquanto o ASX 200 (Austrália) teve uma mínima desvalorização de 0,05%.
A inflação no Japão apresentou sinais de desaceleração. Em janeiro, o núcleo da inflação anual ao consumidor atingiu o menor nível em dois anos, igualando a meta de 2% do banco central japonês. Embora um índice separado, considerado um indicador mais preciso da inflação subjacente, tenha desacelerado mas permanecido acima da meta, os dados sugerem um enfraquecimento das pressões de preços. Essa situação pode influenciar a decisão do Banco do Japão sobre o momento ideal para aumentar as taxas de juros, que ainda estão em patamares baixos. Analistas como Abhijit Surya, economista sênior da Capital Economics para a Ásia-Pacífico, ainda preveem um aumento dos juros até meados do ano, apesar dos sinais contraditórios da economia.
No cenário corporativo nacional, a Gol avança no processo de fechamento de capital. A companhia adquiriu 75% das ações PNs em Oferta Pública de Aquisição (OPA). Os acionistas que não participaram do leilão e desejarem vender suas ações em circulação à ofertante terão prazo para fazê-lo até 25 de março de 2026.
Enquanto isso, a Argentina enfrenta a quarta paralisação geral do governo Milei. A greve tem adesão estimada em 90%, resultando em transportes esvaziados, impacto em bancos e aviação. A manifestação ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados debate a reforma trabalhista, já aprovada pelo Senado, evidenciando o clima de intensa disputa política no país vizinho.

Imagem: infomoney.com.br
No fechamento do dia anterior (quinta-feira), os principais índices em Nova York registraram baixas significativas. O Dow Jones recuou 0,54%, fechando em 49.395,16 pontos, o S&P 500 caiu 0,28%, para 6.861,89 pontos, e o Nasdaq teve desvalorização de 0,31%, a 22.682,73 pontos. Investidores em Wall Street mostraram defensiva diante da possibilidade de um novo conflito com o Irã, além de monitorarem dados econômicos, como o aguardado PCE.
As taxas de juros futuras (DIs) também encerraram o dia anterior com altas ao longo da curva. O DI1F27 registrou 13,295% (-0,020 pp), o DI1F28 ficou em 12,605% (+0,005 pp), o DI1F29 a 12,670% (+0,010 pp), o DI1F31 em 13,115% (+0,035 pp), o DI1F32 a 13,275% (+0,040 pp), o DI1F33 em 13,365% (+0,045 pp) e o DI1F35 atingiu 13,435% (+0,050 pp).
O dólar comercial fechou a quinta-feira em baixa de 0,25% diante do real, cotado a R$ 5,227 na venda e R$ 5,227 na compra, com mínima de R$ 5,215 e máxima de R$ 5,253. Esse movimento contraria a tendência da divisa norte-americana no resto do mundo, onde o índice DXY avançou 0,21%, alcançando 97,91 pontos.
Na B3, o Ibovespa encerrou a quinta-feira com alta de 1,35%, atingindo 188.534,42 pontos. A máxima do dia foi de 188.687,12 pontos, e a mínima, de 185.927,99 pontos. O volume negociado alcançou R$ 29,10 bilhões. A semana acumulada registra alta de 1,11%, com fevereiro em +3,95%, e o primeiro trimestre de 2026 e o ano de 2026 em +17,01%.
Entre as maiores baixas da quinta-feira, destacam-se PCAR3 com -9,82% (R$ 3,03), RAIZ4 com -7,46% (R$ 0,62), WEGE3 com -3,78% (R$ 51,37), ASAI3 com -1,87% (R$ 9,46) e USIM5 com -1,58% (R$ 6,22). Já as maiores altas foram de AXIA6 com +6,94% (R$ 66,54), HAPV3 com +6,62% (R$ 10,79), AXIA3 com +4,44% (R$ 61,18), RDOR3 com +4,23% (R$ 44,64) e BRAV3 com +3,31% (R$ 18,74). As ações mais negociadas incluíram PETR4 (66.723 negócios), BBAS3 (57.444), BBDC4 (55.408), VALE3 (50.655) e AXIA3 (48.389).
Confira também: Investir em Imóveis na Região dos Lagos
O mercado financeiro desta sexta-feira reflete uma complexa interação de fatores macroeconômicos e geopolíticos, com dados americanos e tensões no Oriente Médio ditando o ritmo global, enquanto o cenário doméstico também apresenta seus desafios e oportunidades. Continue acompanhando a nossa editoria de Economia para análises aprofundadas e as últimas notícias que impactam o seu bolso e o futuro dos investimentos.
Crédito da imagem: Reuters






