Na última segunda-feira, dia 23 de fevereiro de 2026, acordos comerciais entre Brasil e Coreia do Sul foram anunciados em Seul pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-myung. A declaração conjunta marcou um novo capítulo nas relações bilaterais, formalizando compromissos estratégicos que abrangem áreas como agricultura, tecnologia e medicamentos, além de prever um notável incremento no intercâmbio cultural e educacional entre as nações. Os líderes reafirmaram o desejo mútuo de expandir de forma significativa o comércio bilateral, solidificando laços que há muito tempo conectam os dois países.
A visita do presidente Lula à Coreia do Sul ocorreu logo após sua agenda na Índia, com o encontro com o presidente coreano acontecendo na manhã da data mencionada. Durante a coletiva de imprensa subsequente à reunião, ambos os chefes de Estado enfatizaram não apenas as metas econômicas e de cooperação técnica, mas também o compromisso inabalável de Brasil e Coreia do Sul com os valores democráticos fundamentais. Eles destacaram a importância de fortalecer a soberania popular, especialmente em face de desafios contemporâneos como o extremismo político, a proliferação de desinformação e as crescentes ameaças de tendências autoritárias que afetam o cenário global.
Lula firma acordos comerciais com Coreia do Sul em Seul
O presidente brasileiro recordou a importância histórica de suas visitas anteriores à Coreia do Sul, realizadas em 2005 e, posteriormente, em 2010, na ocasião da Cúpula do G20. Lula observou que, desde então, nenhum outro mandatário do Brasil havia visitado o país asiático, caracterizando esse intervalo como “incompatível com os vínculos sociais e econômicos existentes entre nossos povos”. A atual visita, portanto, teve um significado particular, elevando oficialmente o relacionamento entre Brasil e Coreia do Sul ao patamar de uma Parceria Estratégica. Para aprofundar o entendimento sobre o histórico e a evolução das relações diplomáticas e comerciais entre estas nações, é possível consultar os registros oficiais do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Como resultado imediato dessa elevação, foi lançado um Plano de Ação detalhado, contendo iniciativas concretas e metas para os próximos três anos, visando impulsionar a colaboração em diversas frentes.
Durante sua explanação, o presidente Lula sublinhou a robustez dos laços comerciais e de investimento já existentes entre as duas nações. Ele salientou que o Brasil se consolidou como o principal destino dos investimentos coreanos em toda a América Latina, um dado que reflete a confiança e o interesse estratégico da Coreia do Sul no mercado brasileiro. Adicionalmente, o presidente destacou que a Coreia do Sul ocupa a posição de 4º maior parceiro comercial do Brasil no continente asiático, com um intercâmbio comercial que alcança a expressiva cifra de US$ 11 bilhões. Em suas palavras, o presidente brasileiro expressou otimismo quanto ao futuro: “Agora, damos início a um renovado ciclo de desenvolvimento e prosperidade compartilhada”, afirmou, indicando uma nova fase de crescimento mútuo e benefício recíproco.
Além das áreas já consolidadas, Lula identificou novos setores promissores para a atuação conjunta e aprofundamento da cooperação entre Brasil e Coreia do Sul. Um dos pontos centrais abordados foi a transição energética, que representa uma fronteira para o desenvolvimento de novas frentes de complementaridade entre os setores produtivos de ambos os países. As cadeias de minerais críticos foram apontadas como detentoras de inúmeras oportunidades para a agregação de valor, indicando um potencial vasto para investimentos e desenvolvimento tecnológico. O presidente também destacou o “amplo espaço para cooperação em segmentos de alta tecnologia”, mencionando especificamente os semicondutores e a inteligência artificial, áreas onde a expertise coreana e o potencial brasileiro podem se complementar de forma estratégica.
O líder brasileiro detalhou a importância dos acordos firmados durante a visita, que visam solidificar a base para o futuro das relações bilaterais. Entre eles, destacou-se a celebração de um Acordo-Quadro de Integração Comercial e Produtiva. Este acordo tem como objetivo primordial facilitar o comércio bilateral, buscando promover a harmonização regulatória e oferecer maior segurança e previsibilidade para as empresas que atuam ou pretendem atuar nos mercados dos dois países. Paralelamente, foi firmado um memorando de entendimento com a finalidade de fortalecer a cooperação financeira em torno de agendas de interesse comum, criando mecanismos para investimentos e financiamentos conjuntos. A agenda também incluiu discussões sobre a retomada das negociações entre o Mercosul e a República da Coreia, que haviam sido interrompidas em 2021, demonstrando o interesse em reativar e avançar nessas tratativas essenciais para a integração econômica regional.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Um dos pilares da recém-firmada Parceria Estratégica é a colaboração na área da saúde, que promete ser de grande envergadura entre a Coreia do Sul e o Brasil. O presidente Lula detalhou que os instrumentos de cooperação nesta área são abrangentes, cobrindo desde a produção de medicamentos essenciais e vacinas até a pesquisa avançada no diagnóstico de doenças transmissíveis e crônicas. Além disso, a pauta de colaboração inclui temas de ponta como a genômica avançada e a saúde digital, com o potencial de transformar a prestação de serviços de saúde e a pesquisa biomédica em ambos os países. Essa cooperação visa não apenas a troca de conhecimento e tecnologia, mas também o desenvolvimento conjunto de soluções que beneficiem a população dos dois países e, por extensão, a saúde global.
A declaração conjunta dos presidentes Lula e Lee Jae-myung em Seul representa um marco nas relações diplomáticas e econômicas, pavimentando o caminho para uma parceria mais robusta e multifacetada. A elevação do status do relacionamento para Parceria Estratégica e o lançamento de um Plano de Ação concreto com iniciativas para os próximos três anos demonstram a seriedade e o compromisso de ambas as partes em aprofundar a colaboração. Os diversos acordos e memorandos, especialmente nas áreas de tecnologia, saúde, comércio e cultura, refletem uma visão compartilhada de desenvolvimento e prosperidade, buscando benefícios mútuos em um cenário global complexo. A cooperação em áreas como transição energética e minerais críticos, somada ao reforço dos valores democráticos, solidifica uma aliança estratégica fundamental para o futuro.
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Este encontro em Seul e os subsequentes acordos reforçam o papel do Brasil no cenário internacional, buscando parcerias que impulsionem o crescimento e a inovação. Para mais análises sobre política externa, economia e as relações internacionais do Brasil, continue acompanhando nossa editoria de Política, onde você encontrará as últimas notícias e aprofundamento sobre os temas mais relevantes. Não perca as atualizações sobre como esses desenvolvimentos impactarão o futuro do nosso país.
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