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Morte PM Gisele Santana: Relacionamento Abusivo em Destaque

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A morte da Policial Militar Gisele Alves Santana, de 29 anos, ocorrida em 18 de janeiro, está sendo investigada com foco em um relacionamento abusivo e conturbado que a oficial mantinha com o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto. Detalhes revelados por um boletim de ocorrência, obtido pela CNN Brasil na segunda-feira, 23 de janeiro, apontam para restrições e pressões significativas impostas pelo companheiro à vítima.

De acordo com o depoimento da mãe de Gisele à polícia, o tenente-coronel impunha diversas proibições à filha, incluindo o uso de batom, salto alto e perfume. Além disso, a policial era constantemente cobrada para cumprir diversas tarefas domésticas, evidenciando um padrão de controle dentro do relacionamento. A gravidade da situação foi intensificada pelo desejo de Gisele de se separar, um anseio que, segundo a mãe, foi frustrado por uma ameaça do tenente-coronel, que teria enviado à policial uma fotografia com uma arma apontada para a própria cabeça, fazendo-a reconsiderar o término.

Morte PM Gisele Santana: Relacionamento Abusivo em Destaque

O caso, que inicialmente mobilizou equipes de resgate e a Polícia Militar no dia 18 de janeiro, passou a ser tratado como morte suspeita pela Polícia Civil de São Paulo após as diligências iniciais. A complexidade do cenário e as informações sobre o relacionamento trouxeram à tona a necessidade de uma investigação aprofundada para esclarecer as circunstâncias que levaram ao óbito da policial militar Gisele Alves Santana.

Detalhes do Relacionamento

Em seu depoimento às autoridades, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto forneceu sua versão dos fatos. Ele relatou ter conhecido Gisele em 2021, com o relacionamento evoluindo para um noivado em 2023 e o casamento sendo oficializado em 2024. A policial já era mãe de uma filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior. O oficial afirmou que assumia as despesas da casa e custeava a educação da criança.

Os conflitos no relacionamento, segundo o tenente-coronel, se intensificaram após sua transferência para o 49º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano. Ele alegou ter sido alvo de “mentiras internas” e denúncias anônimas à Corregedoria da PM, que o acusavam de um suposto relacionamento extraconjugal. O militar também mencionou a circulação de imagens adulteradas, possivelmente com o uso de inteligência artificial, e o recebimento de mensagens por Gisele de perfis falsos, insinuando que ele possuía amantes. Esses eventos, conforme seu relato, agravaram as discussões e fizeram com que o casal passasse a dormir em quartos separados a partir de agosto.

Os Dias Que Antecederam a Morte

O tenente-coronel descreveu os dias imediatamente anteriores ao falecimento de Gisele. Na sexta-feira, dia 13 de janeiro, ele afirmou ter encontrado a policial trancada no quarto com a filha. Gisele teria retirado suas roupas do guarda-roupa, expressando a intenção de ir embora e solicitar o divórcio. No sábado, dia 14 de janeiro, Gisele saiu com a filha pela manhã. O oficial relatou ter ido para São José dos Campos, onde possui outra residência, retornando à capital no mesmo dia. As discussões teriam persistido após seu retorno.

Na segunda-feira, dia 16 de janeiro, o tenente-coronel estava envolvido nas operações de Carnaval da PM, enquanto Gisele levou a filha ao Parque da Mônica. À noite, uma nova discussão motivada por ciúmes teria ocorrido. Na terça-feira, dia 17 de janeiro, ele afirmou ter ido à academia do prédio. O pai da criança de Gisele compareceu para buscá-la, e, segundo o oficial, Gisele o confrontou no local, gerando mais um desentendimento. No período da tarde, o casal conversou por cerca de duas horas sobre o relacionamento antes de irem dormir.

O Dia da Tragédia

Na manhã seguinte, quarta-feira, 18 de janeiro, o tenente-coronel tomou a decisão de se separar. Por volta das 7h, ele comunicou sua decisão à esposa, que reagiu de forma exaltada e o mandou sair do quarto. Segundo o depoimento, ele foi tomar banho e, aproximadamente um minuto depois, ouviu um disparo. Ao sair do banheiro, ele afirmou ter encontrado Gisele caída no chão, com sangramento na cabeça e segurando uma arma.

Morte PM Gisele Santana: Relacionamento Abusivo em Destaque - Imagem do artigo original

Imagem: cnnbrasil.com.br

O oficial relatou ter aberto a porta do apartamento, acionado o resgate, a Polícia Militar e telefonado para um amigo. O boletim de ocorrência indica que a polícia foi acionada com a informação de que a mulher havia efetuado um disparo contra a própria cabeça. A vítima foi rapidamente socorrida por uma equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA) e transportada pelo helicóptero Águia ao Hospital das Clínicas, onde, infelizmente, o óbito foi constatado.

Conforme destacado pela Agência Brasil, a violência doméstica ainda afeta milhões de mulheres no país, e casos como o da Policial Militar Gisele Alves Santana reforçam a necessidade de atenção contínua a este grave problema social. A investigação detalhada é fundamental para apurar todas as circunstâncias e responsabilidades neste tipo de ocorrência.

Ações Pós-Ocorrência e Andamento da Investigação

Após o incidente, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi encaminhado ao mesmo hospital para receber atendimento psicológico. Com a vítima já em processo de socorro, o oficial solicitou autorização para retornar ao apartamento onde Gisele havia sido baleada, com o intuito de tomar banho e trocar de roupa. O pedido foi inicialmente negado, mas posteriormente autorizado. Questionado sobre a decisão, ele justificou que acreditava que ficaria um longo período fora de casa e precisaria se deslocar para outros locais, o que motivou a necessidade de se preparar. A Polícia Civil segue com a investigação para elucidar todos os fatos e determinar as causas e responsabilidades pela morte da Policial Militar Gisele Alves Santana.

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Este artigo detalha o trágico desfecho da Policial Militar Gisele Alves Santana e os elementos que compõem a investigação de sua morte, incluindo as complexidades de seu relacionamento. Para mais informações sobre casos de repercussão e desdobramentos em diversas localidades, continue acompanhando nossa editoria de Cidades.

Crédito da imagem: CNN Brasil

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