rss featured 17927 1772006578

Brasil e Coreia do Sul Firmam Parcerias em Medicamentos Estratégicos

Saúde e Bem-estar

O Brasil e a Coreia do Sul firmaram parcerias estratégicas em medicamentos, estabelecendo três importantes Acordos para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs). O objetivo principal dessas colaborações é a produção nacional dos fármacos bevacizumabe, eculizumabe e aflibercepte, com um foco claro na transferência de tecnologia e na internalização da fabricação dentro do território brasileiro. O investimento inicial por parte do Ministério da Saúde está projetado para alcançar até R$ 1,104 bilhão já no primeiro ano de implementação dessas parcerias.

Essa iniciativa robustece significativamente a capacidade produtiva do país no que tange a produtos e insumos considerados essenciais para a saúde pública. Além disso, ela reforça a soberania produtiva nacional, diminuindo as vulnerabilidades do Sistema Único de Saúde (SUS) diante das flutuações e dinâmicas do mercado internacional, e mitiga o risco de um eventual desabastecimento de medicamentos cruciais. A colaboração também tem o potencial de impulsionar o desenvolvimento tecnológico, fomentar a geração de empregos e renda no Brasil, e ampliar o acesso da população a terapias de alto custo, conforme destacado pelo Ministério da Saúde.

Brasil e Coreia do Sul Firmam Parcerias em Medicamentos Estratégicos

A formalização desses acordos marca o início da fabricação nacional do aflibercepte, um medicamento de relevância vital para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade (DMRI), uma condição ocular que afeta milhões de idosos. Para esta parceria específica, o Ministério da Saúde contará com a expertise da Fundação Ezequiel Dias (Funed) como parceira pública, e terá o apoio da Bionovis S.A. e da empresa sul-coreana Samsung Bioepis Co., Ltda. como parceiras privadas, configurando uma sinergia entre setores público e privado para impulsionar a inovação e a produção.

No que se refere ao bevacizumabe, um fármaco amplamente empregado no tratamento de diversos tipos de câncer e também com indicações oftalmológicas, a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo envolve a Fundação Baiana de Pesquisa, Desenvolvimento, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma), a Bionovis S.A. e, novamente, a Samsung Bioepis Co., Ltda. Essa união de forças visa garantir a disponibilidade de um medicamento crucial para pacientes oncológicos e com determinadas condições oculares.

Já para o eculizumabe, um medicamento fundamental no tratamento da Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), uma doença rara que impacta o sistema sanguíneo, a produção será concretizada através da parceria estratégica entre a Bahiafarma, a Bionovis S.A. e a Samsung Bioepis Co., Ltda. A inclusão deste fármaco nas PDPs sublinha o compromisso em atender às necessidades de pacientes com doenças raras, que frequentemente dependem de tratamentos de alto custo e difícil acesso.

Impacto e Significância das Novas Parcerias

As parcerias recentemente estabelecidas entre Brasil e Coreia do Sul carregam um significado profundo e abrangente para o sistema de saúde e a indústria nacional. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na missão oficial à Coreia do Sul, enfatizou a importância dessas iniciativas. Segundo o ministro, elas representam um avanço notável na transferência de tecnologia, permitindo a produção local no Brasil e, consequentemente, fortalecendo a base industrial nacional e reduzindo vulnerabilidades inerentes ao sistema de saúde brasileiro.

Padilha ressaltou ainda que esses acordos trazem previsibilidade essencial para o setor privado, sinalizando um compromisso de longo prazo por parte do Estado brasileiro em relação à política de saúde e ao desenvolvimento industrial. O estabelecimento dessas parcerias reflete uma visão estratégica que busca não apenas suprir demandas imediatas, mas também construir uma estrutura mais resiliente e autossuficiente para o futuro da saúde no país. A autonomia na produção de medicamentos é um passo crucial para garantir o acesso universal e a sustentabilidade do SUS.

Brasil e Coreia do Sul Firmam Parcerias em Medicamentos Estratégicos - Imagem do artigo original

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

Inovação e Cooperação Ampliada em Saúde

Além das PDPs específicas para os medicamentos, a missão oficial resultou na negociação de outros instrumentos de cooperação significativos, com destaque para o Memorando de Entendimento em Saúde (MoU). Este memorando foi firmado entre o Ministério da Saúde do Brasil e o Ministério da Saúde e Bem-Estar da Coreia do Sul, estabelecendo as diretrizes para uma colaboração estratégica em áreas de ponta. Entre os focos de cooperação estão a inovação biomédica e farmacêutica, a saúde digital, o desenvolvimento de ecossistemas de dados em saúde, a excelência clínica, as terapias avançadas e o fortalecimento da resiliência dos sistemas de saúde e da força de trabalho.

No total, seis novos acordos foram selados para a produção conjunta de tecnologias em saúde. Estes englobam uma gama diversa de produtos, incluindo testes diagnósticos, medicamentos biológicos, tratamentos para tipos específicos de câncer e tecnologias direcionadas a doenças oftalmológicas. Essas iniciativas representam um salto qualitativo em avanço tecnológico e reforçam a capacidade produtiva e inovadora de ambos os países, pavimentando o caminho para futuras etapas de cooperação e para a geração de soluções de saúde de alto impacto. Para mais informações sobre políticas e avanços no setor farmacêutico brasileiro, consulte o portal oficial do Ministério da Saúde.

Confira também: Investir em Imóveis na Região dos Lagos

Em suma, as parcerias entre Brasil e Coreia do Sul em medicamentos e tecnologias de saúde representam um marco para a autonomia e inovação do país. O investimento substancial e a transferência de tecnologia visam fortalecer o SUS, reduzir dependências externas e garantir um acesso mais amplo a tratamentos essenciais. Continue acompanhando nossa editoria de Política para se aprofundar em notícias sobre políticas governamentais e os impactos na saúde pública.

Crédito da imagem: Rafael Nascimento/MS

Deixe um comentário