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A expansão e o fortalecimento do posicionamento brasileiro no cenário global de comércio dependem crucialmente da qualidade do agro nas exportações. Essa foi a premissa central defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quinta-feira, 23 de abril de 2026, ao sublinhar a importância de produtos agrícolas mais sofisticados como vetor para a conquista de novos mercados internacionais. Em seu discurso, o chefe de Estado reconheceu a vasta diversidade e a notável capacidade de produção em larga escala do país, mas fez questão de ressaltar que a busca incessante pela excelência em qualidade é um diferencial indispensável para a competitividade global.
Lula, com sua fala, deixou claro que a mera capacidade produtiva, por si só, não é suficiente para assegurar o sucesso no competitivo ambiente das exportações. “Nós sabemos que não basta produzir. Para a gente ganhar mercado é preciso produzir com excelência de qualidade”, afirmou o presidente, detalhando a visão estratégica. Ele advertiu contra a produção de itens “rústicos”, que, embora possam satisfazer demandas internas, enfrentam barreiras significativas quando o objetivo é disputar patamares internacionais. A mensagem é inequívoca: a diferenciação pelo padrão de excelência é a chave para abrir portas em economias mais exigentes e sofisticadas.
Lula defende qualidade do agro para expandir exportações
Ainda em sua argumentação, o presidente ressaltou que a sofisticação dos produtos agrícolas brasileiros é diretamente proporcional à capacidade de inserção em mercados de maior valor agregado. “Quanto mais sofisticado a gente for, mais mercado a gente ganha e a gente vai disputar com os mercados mais sofisticados”, pontuou Lula, reforçando a crença no potencial do Brasil. O mandatário destacou que o país já possui atributos fundamentais para essa transformação, como tecnologia avançada, mão de obra qualificada e uma vasta expertise acumulada no setor. Estes elementos, combinados com um foco rigoroso na qualidade, posicionam o Brasil para um protagonismo ainda maior no comércio global de alimentos e produtos agrícolas.
As declarações do presidente foram proferidas durante a cerimônia de abertura da Feira Brasil na Mesa, um evento significativo realizado na unidade Embrapa Cerrados, situada em Planaltina, no Distrito Federal. A feira, que se estendeu até o sábado, 25 de abril de 2026, serviu como um palco privilegiado para a apresentação de um vasto leque de tecnologias inovadoras, produtos agropecuários de ponta e experiências transformadoras que emergiram do intenso trabalho de pesquisa desenvolvido no país. O objetivo central do evento foi conectar a ciência e a pesquisa diretamente com a sociedade, mostrando como o conhecimento pode ser aplicado para o desenvolvimento do setor.
A ocasião também marcou um momento de celebração para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que comemorou seus 53 anos de existência e contribuição inestimável para o agronegócio nacional. Desde sua fundação, a Embrapa tem se dedicado incansavelmente à missão de converter conhecimento científico e tecnológico em soluções práticas e sustentáveis para as diversas cadeias produtivas do campo, impactando desde pequenos produtores até grandes corporações. A empresa pública é um pilar estratégico para o Brasil, atuando na vanguarda da pesquisa e desenvolvimento agrário.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, fez questão de sublinhar a rentabilidade e o impacto social e econômico da instituição. Ela revelou dados impressionantes, indicando que a cada R$ 1 investido na Embrapa, a sociedade brasileira recebe um retorno significativo de R$ 27. Esta métrica de eficiência reflete o papel crucial da empresa no desenvolvimento sustentável e na geração de riqueza para o país. Com uma estrutura robusta que compreende 43 unidades de pesquisa espalhadas pelo território nacional e um portfólio que abrange cerca de 2 mil tecnologias desenvolvidas, a Embrapa se consolida como uma potência em inovação agrícola.
Para chegar a essas conclusões sobre o retorno do investimento, a metodologia de avaliação da Embrapa incluiu a análise minuciosa dos impactos econômicos, ambientais e sociais de aproximadamente 200 dessas tecnologias desenvolvidas. Este rigor na avaliação demonstra o compromisso da empresa em mensurar de forma transparente e abrangente a sua contribuição para a nação. O estudo detalhado permite não apenas justificar os investimentos públicos, mas também direcionar futuras pesquisas para áreas de maior impacto e necessidade, reforçando a estratégia de Lula exportações agro.
Silvia Massruhá também apresentou dados que ilustram a magnitude da contribuição da Embrapa para a economia brasileira. Segundo a presidente, no ano de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) agrícola do Brasil alcançou a marca de R$ 725 bilhões. Deste montante, uma parcela substancial de R$ 125 bilhões foi diretamente atribuída à contribuição gerada pelas inovações e tecnologias desenvolvidas pela Embrapa. “Então, é importante reconhecer esse papel da ciência e tecnologia hoje no PIB agrícola”, concluiu Massruhá, enfatizando a relevância da pesquisa para a prosperidade do setor. Esses dados estão detalhados no Balanço Social 2025 da Embrapa, um documento que corrobora a eficácia e o valor da instituição. Para mais detalhes sobre os impactos e relatórios anuais da pesquisa agropecuária, consulte o Balanço Social da Embrapa.
A Feira Brasil na Mesa, além de sediar as importantes declarações presidenciais, ofereceu uma programação completa para o público. O evento foi amplamente acessível, com entrada gratuita, e possibilitou que os visitantes se inscrevessem previamente por meio do site oficial, garantindo uma experiência organizada. Durante sua visita à Embrapa Cerrados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva explorou o “pomar da ciência”, um espaço onde foram apresentadas pesquisas inovadoras envolvendo culturas como pitaya, maracujá e baunilha, evidenciando o constante avanço científico na agricultura brasileira e o compromisso com a qualidade do agro nas exportações.
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Em suma, a visão estratégica do presidente Lula para o agronegócio brasileiro aponta para a inegável necessidade de priorizar a sofisticação e a qualidade dos produtos. O evento na Embrapa e os dados apresentados por sua presidente reforçam o papel fundamental da pesquisa e da tecnologia para impulsionar a participação do Brasil em mercados internacionais e solidificar sua posição como um dos maiores exportadores agrícolas do mundo. Para acompanhar mais notícias e análises sobre o impacto da política econômica no agronegócio e nas exportações do Brasil, continue explorando nossa editoria de Economia e Política.
Crédito da imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil






