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Seleção Feminina do Brasil Vence EUA em Virada Histórica

Esportes

A Seleção Feminina do Brasil Vence EUA em Virada Histórica, marcando um triunfo significativo no primeiro de dois amistosos disputados em solo nacional. Neste sábado, 6 de junho de 2026, as atletas brasileiras superaram as tetracampeãs mundiais e detentoras de cinco ouros olímpicos dos Estados Unidos por 2 a 1. O confronto, realizado na Neo Química Arena, em São Paulo, foi palco de uma virada memorável que agitou o público presente e reacendeu a confiança da equipe canarinho.

Esta conquista representa a quinta vitória da Seleção Brasileira Feminina em 44 encontros históricos contra as norte-americanas, um feito notável dada a hegemonia adversária. O resultado é ainda mais expressivo por ser o segundo triunfo consecutivo sobre as rivais. O embate anterior, em 8 de abril de 2025, já havia testemunhado uma vitória brasileira por 2 a 1 no PayPal Park, em San José, configurando o primeiro sucesso da equipe contra as norte-americanas em território estrangeiro.

Seleção Feminina do Brasil Vence EUA em Virada Histórica

No que tange aos confrontos realizados em solo brasileiro, a equipe nacional agora soma três vitórias em sete partidas, com dois empates e duas derrotas, equilibrando um histórico que antes pendia favoravelmente às americanas. A série de amistosos terá continuidade na próxima terça-feira, 9 de junho de 2026, quando as seleções se reencontrarão às 21h30 (horário de Brasília) na Arena Castelão, em Fortaleza, prometendo mais um espetáculo de alto nível no futebol feminino.

Para o embate decisivo em São Paulo, o técnico Arthur Elias escalou a Seleção Brasileira Feminina com a goleira Lelê; uma linha defensiva composta pelas zagueiras Mariza, Isa Haas e Thais Ferreira; as laterais Isabela pela direita e Taina Maranhão pela esquerda; as volantes Angelina e Duda Sampaio; e um trio ofensivo formado por Kerolin, Dudinha e Bia Zaneratto. A renomada Marta, em fase de transição após se recuperar de um edema na coxa esquerda, esteve no banco de reservas, acompanhando a partida sem previsão de entrada em campo, demonstrando a profundidade do elenco.

O jogo começou com intensidade máxima e surpreendeu os torcedores logo no primeiro minuto. As atletas norte-americanas, aplicando uma pressão alta na saída de bola brasileira, abriram o placar. A meia Lily Yohannes conseguiu desarmar Mariza na intermediária, e a atacante Sophie Wilson aproveitou a sobra. Com rapidez, Wilson se aproximou da área e desferiu um chute rasteiro, preciso, no canto direito da goleira Lelê, que não teve tempo para a defesa. A agilidade da ação adversária imprimiu um ritmo eletrizante ao confronto desde os segundos iniciais.

Apesar do gol sofrido precocemente, a Seleção Feminina do Brasil não se abateu e demonstrou uma reação imediata. As brasileiras avançaram ao ataque com determinação. Aos seis minutos, Bia Zaneratto, conhecida por sua habilidade, avançou pela direita, driblou a marcação e tentou uma batida cruzada. O chute, embora não tenha saído com a força desejada, encontrou Dudinha, que finalizou de primeira, quase da marca do pênalti. Infelizmente, a bola passou por cima da meta adversária, mas a tentativa já sinalizava a busca incessante pelo empate.

A persistência brasileira foi recompensada rapidamente. Aos dez minutos de jogo, Isabela realizou um cruzamento preciso pela direita. Taina Maranhão, com um cabeceio certeiro, escorou a bola no contrapé da goleira Mandy McGlynn, igualando o placar e inflamando a torcida. O ímpeto ofensivo da equipe canarinho continuou, e apenas três minutos depois, Bia Zaneratto, a “Imperatriz”, protagonizou a virada. Ela arrancou do círculo central, invadiu a área com maestria e rolou para Dudinha, que retribuiu o passe. Bia Zaneratto teve tempo de dominar a bola e mandá-la para as redes, garantindo o segundo gol e a virada no placar.

Mesmo sem a ocorrência de mais gols antes do intervalo, ambas as equipes mantiveram uma postura ofensiva e dinâmica. O Brasil conseguiu estabelecer maior posse de bola no campo de ataque, criando dificuldades para a defesa adversária. As norte-americanas, por sua vez, enfrentaram obstáculos para conter o ímpeto brasileiro, mas ainda assim assustaram aos 44 minutos, quando Sophie Wilson ficou em posição privilegiada, cara a cara com Lelê dentro da área. Contudo, a goleira do Corinthians realizou duas defesas cruciais, impedindo o empate antes do fim da primeira etapa.

Seleção Feminina do Brasil Vence EUA em Virada Histórica - Imagem do artigo original

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

No retorno para o segundo tempo, os Estados Unidos adotaram uma tática mais agressiva, intensificando a pressão e dificultando a saída de bola da Seleção Feminina do Brasil. Aos 12 minutos, a ofensiva norte-americana quase surtiu efeito em um bate-rebate na área. A lateral Avery Patterson chutou rasteiro, mas Isa Haas, com um posicionamento exemplar, conseguiu antecipar e desviar a bola para escanteio com a ponta do pé, evitando um gol iminente e mantendo a vantagem brasileira.

Com o objetivo de renovar o fôlego da equipe e manter o ritmo competitivo, o técnico Arthur Elias realizou diversas substituições estratégicas. Inicialmente, Angelina e Taina Maranhão foram substituídas por Yaya e Ludmila, respectivamente. Em um segundo momento, quatro novas alterações foram promovidas: Lorena entrou no lugar de Lelê, que deixou o campo com dores; Rafaelle substituiu Thais Ferreira; Aline Gomes entrou na vaga de Kerolin; e Gio Garbelini ocupou o lugar de Bia Zaneratto. Essas mudanças buscaram injetar energia e novas opções táticas para o time brasileiro.

Com as modificações, a Seleção Brasileira Feminina conseguiu reequilibrar as ações em campo, alternando momentos de defesa e ataque. A equipe criou algumas oportunidades de contra-ataque, mas não obteve êxito na finalização. Aos 45 minutos do segundo tempo, Gio Garbelini teve uma chance clara, ficando cara a cara com a goleira Mandy McGlynn. No entanto, o chute por cobertura saiu fraco, permitindo que a goleira adversária efetuasse a defesa e mantivesse o placar inalterado.

Nos acréscimos, a tensão aumentou quando a meia Jaedyn Shaw, após outro lance de bate-rebate na área, desperdiçou uma chance crucial do empate quase na pequena área, chutando por cima da meta. O apito final do árbitro, confirmando a vitória da Seleção Feminina do Brasil, desencadeou uma celebração vibrante dos mais de 31 mil torcedores presentes na Neo Química Arena, que testemunharam uma virada histórica e um desempenho de garra da equipe nacional. Para mais informações sobre a equipe, você pode consultar a Confederação Brasileira de Futebol.

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Em suma, a vitória da Seleção Feminina do Brasil sobre os Estados Unidos por 2 a 1, de virada, na Neo Química Arena, é um marco importante que reforça a evolução e a resiliência do futebol feminino brasileiro. O resultado, que representa a quinta vitória em 44 confrontos históricos, demonstra a capacidade da equipe de superar adversidades e competir em alto nível contra uma das maiores potências da modalidade. A expectativa agora se volta para o próximo desafio na Arena Castelão. Para continuar acompanhando as últimas notícias e análises sobre o universo esportivo, explore nossa editoria de Esportes.

Crédito da imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil

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