Em um confronto emocionante pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026, a Bélgica vira Senegal por 3 a 2 em Seattle, protagonizando um dos duelos mais eletrizantes do torneio. A vitória belga, que garantiu sua vaga nas oitavas de final, foi selada apenas nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, graças a uma penalidade máxima assinalada pelo árbitro de vídeo, que reverteu um placar adverso de dois gols.
A partida, realizada na quarta-feira (2) no estádio de Seattle, nos Estados Unidos, colocou a Bélgica, líder invicta do Grupo G, diante de Senegal, terceira colocada do Grupo I, em um embate que prometia intensidade e não decepcionou. O público de 66.925 espectadores testemunhou uma batalha tática e física, onde a resiliência e a capacidade de reação foram determinantes para o desfecho.
A dramaticidade do encontro reafirmou por que a
Bélgica vira Senegal em jogo épico na Copa 2026
entrará para a história do campeonato como um dos momentos mais marcantes, especialmente pela forma como os Diabos Vermelhos reverteram uma desvantagem de dois gols e garantiram sua continuidade na competição. Este feito é, inclusive, já considerado a maior virada da Copa do Mundo de 2026 até o momento.
Senegal Abre Vantagem e Domina o Primeiro Tempo
Desde os primeiros minutos, Senegal mostrou grande organização e ímpeto ofensivo. Logo aos 8 minutos do primeiro tempo, Trossard da Bélgica arriscou um chute de fora da área, que foi defendido com segurança pelo goleiro Diaw. A resposta senegalesa foi imediata e perigosa: aos 12 minutos, em um cruzamento, o goleiro belga Courtois calculou mal a saída, deixando a bola livre para Ismaila Sarr, que, desequilibrado, acertou a trave. Sarr teve outra chance na pequena área, mas a bola foi para fora, na rede lateral.
Aos 16 minutos, Gana Gueye, de Senegal, chutou de fora da área, forçando Courtois a fazer uma defesa firme. O domínio senegalês era evidente e o gol parecia questão de tempo. Aos 24 minutos, a persistência africana foi recompensada. Após um cruzamento na área, Ismaila Sarr novamente cabeceou na trave esquerda de Courtois, e no rebote, Diarra empurrou para as redes, abrindo o placar: 1 a 0 para Senegal. O gol refletia o maior volume de jogo e as melhores oportunidades criadas pela equipe do técnico Pape Thiaw, que continuou pressionando. Aos 36 minutos, Mané finalizou de dentro da área, mas Courtois estava bem posicionado para a defesa.
A Bélgica, sob o comando de Rudi Garcia, lutava para reagir. Aos 42 minutos, o ponta-esquerda Doku, acionado por De Bruyne, chutou para o gol, e a bola desviou na zaga, obrigando o goleiro Diaw a trabalhar. Pouco depois, aos 44 minutos, De Cuyper disparou um chute forte de fora da área, que foi espalmado para escanteio por Diaw. Apesar da pressão final, o primeiro tempo terminou com a vantagem mínima para Senegal, mas com a Bélgica esboçando esperança de reverter o quadro.
Reação Belga e Empate Heroico Levam à Prorrogação
A etapa complementar começou com um novo choque para a Bélgica. Aos 5 minutos do segundo tempo, Ismaila Sarr foi lançado em profundidade, invadiu a área e fuzilou o goleiro Courtois, marcando o segundo gol de Senegal e ampliando a vantagem para 2 a 0. A situação parecia irreversível para os europeus.
No entanto, as mudanças promovidas pelo técnico Rudi Garcia começaram a surtir efeito. A saída de De Bruyne e Doku, e a entrada estratégica de Lukaku no lugar de De Ketelaere no ataque, injetaram novo ânimo e poder ofensivo à equipe. Tielemans chegou a acertar a rede pelo lado de fora e Lukebakio arriscou um chute com curva que passou perto. Foi o centroavante Lukaku quem iniciou a virada belga: aos 40 minutos do segundo tempo, em um cruzamento rasteiro, ele se antecipou à defesa senegalesa e desviou para o gol, diminuindo a diferença para 2 a 1.
A virada parecia agora possível. E a esperança se tornou realidade apenas três minutos depois. Aos 43 minutos, em um levantamento para a área, o goleiro Diaw saiu de forma estabanada, e Tielemans, atento, cabeceou para a meta vazia, empatando a partida em 2 a 2. A Bélgica, que estava com dois gols de desvantagem, conseguiu um empate improvável nos minutos finais do tempo regulamentar, levando a partida para a prorrogação revigorada e com o ímpeto renovado.
Prorrogação Dramática e Pênalti Decisivo
O tempo extra começou com cautela de ambas as equipes. O técnico de Senegal, Pape Thiaw, optou por retirar o astro Sadio Mané e colocar Nicolas Jackson. A primeira etapa da prorrogação foi marcada pelo medo de se expor a contra-ataques, resultando em 15 minutos sem grandes lances de emoção. Contudo, a Bélgica passou a ter mais posse de bola e a frequentar constantemente o campo de ataque, sinalizando sua intenção de buscar a vitória.
No segundo tempo da prorrogação, a dramaticidade aumentou. Mbaye, de Senegal, desperdiçou uma excelente oportunidade de marcar o gol da vitória. Bara Ndiaye arriscou um chute rasteiro, que foi seguro por Courtois. Pelo lado belga, Lukebakio teve a bola do jogo nos instantes finais: recebeu um passe livre dentro da área, ajeitou e chutou forte, mas a bola explodiu no travessão do goleiro Diaw e foi para fora.
O lance crucial, no entanto, veio por intermédio do VAR. O árbitro de vídeo alertou o juiz hondurenho Said Martínez sobre uma falta anterior na área: Camara havia calçado Tielemans. Após revisão no monitor, o pênalti foi confirmado para a Bélgica aos 120 minutos, já nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação. Tielemans, com frieza, deslocou o goleiro Diaw e marcou o gol da vitória por 3 a 2, selando a maior virada da Copa de 2026 sob os olhos dos quase 67 mil espectadores em Seattle. Para mais informações sobre a importância do VAR em lances decisivos, a FIFA oferece detalhes sobre o sistema em seu portal oficial.
Bélgica Avança às Oitavas de Final
Com essa vitória suada e heroica, a nova geração belga avança para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O próximo desafio será na segunda-feira (6), às 21h, contra o vencedor do confronto entre Estados Unidos e Bósnia Herzegovina. A resiliência demonstrada contra Senegal certamente dará um impulso moral significativo para a equipe na busca por uma campanha histórica no torneio.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Ficha técnica
Quarta-feira, 2 de julho de 2026
BÉLGICA 3 x 2 SENEGAL
Local: Seattle (Estados Unidos)
Juiz: Said Martínez (Honduras)
Público: 66.925
Bélgica: Courtois, Castagne, Mechele, Theate e De Cuyper (Meunier); Tielemans, Vanaken (Moreira), Trossard (Onana), De Bruyne (Raskin) e Doku (Lukebakio); De Ketelaere (Lukaku). Técnico: Rudi Garcia.
Senegal: Diaw, Diatta, Ciss, Niakhaté e Jakobs (Diouf); Habib Diarra (Pape Sarr), Idrissa Gueye (Bara Ndiaye) e Pape Gueye (Camara); Iliman Ndiaye (Mbaye), Ismaila Sarr e Mané (Jackson). Técnico: Pape Thiaw.
Gols: No 1º tempo: Habib Diarra (24). No 2º tempo: Ismaila Sarr (5). No 2º tempo: Lukaku (40) e Tielemans (43). No 2º tempo da prorrogação: Tielemans (pên.) (20).
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A vitória da Bélgica sobre Senegal não foi apenas um resultado, mas uma demonstração de garra e estratégia, consolidando-se como a maior virada da Copa de 2026 até o momento. Este resultado eleva a expectativa para as próximas fases e promete mais emoções aos torcedores. Para mais análises aprofundadas sobre o desempenho das seleções e outros resultados da competição, acesse nossa editoria de Esporte e continue acompanhando todas as notícias e análises exclusivas do torneio.
Crédito da imagem: AGUSTIN MARCARIAN







