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Dólar hoje fecha em baixa, influenciado por cenário externo

Economia

Nesta segunda-feira, o mercado financeiro observou o Dólar hoje fecha em baixa, influenciado por cenário externo, com a moeda norte-americana registrando uma desvalorização de 0,42% frente ao real, encerrando o dia cotada a R$ 5,0896. A movimentação reflete a tendência de queda observada em outras divisas de países emergentes no cenário global, em um dia marcado por flutuações discretas. Investidores permaneceram atentos aos desdobramentos no Oriente Médio, acompanhando a escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos.

O desempenho da moeda norte-americana marcou o fim de mais uma jornada de negociações. O dólar à vista consolidou uma baixa de 0,42%, fixando-se em R$ 5,0896 ao término das operações no Brasil. Com esse resultado, a divisa acumula uma retração de 7,28% no decorrer do ano. Paralelamente, no mercado futuro, o contrato de dólar para agosto (DOLc1), o de maior liquidez na B3, apresentou uma queda de 0,49%, negociado a R$ 5,1050 por volta das 17h02. Os valores de referência para compra e venda ficaram ambos em R$ 5,089.

Dólar hoje fecha em baixa, influenciado por cenário externo

A ausência de uma agenda de indicadores econômicos robusta no Brasil direcionou o foco dos agentes do mercado para o exterior. A principal preocupação girou em torno das crescentes tensões geopolíticas, especialmente a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã. Notícias de que a Guarda Revolucionária Iraniana teria atacado alvos militares norte-americanos no Oriente Médio surgiram após os bombardeios dos EUA contra cidades iranianas, elevando a incerteza e impactando a percepção de risco global. Para uma análise aprofundada sobre as dinâmicas geopolíticas no Oriente Médio, é possível consultar fontes como a Reuters.

Esse cenário volátil no Oriente Médio teve reflexos diretos no mercado de commodities, notadamente no preço do petróleo. O Brent, referência internacional, que chegou a superar a marca de US$ 90 por barril no início do dia, mostrou um movimento de acomodação durante a manhã, experimentando quedas pontuais. No entanto, o barril voltou a subir no período da tarde, impulsionado pela declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu retaliação ao Irã em resposta à morte de soldados norte-americanos.

Diante desse contexto de incertezas sobre o futuro do conflito, o dólar sustentou suas perdas em relação a algumas moedas de países emergentes, como o real brasileiro e o peso mexicano. Contudo, em contrapartida, a divisa norte-americana registrou valorização frente a outras moedas, demonstrando uma sessão de desempenho misto e refletindo a complexidade do cenário. Ao longo do dia, o dólar à vista atingiu seu pico intradia de R$ 5,1159 (+0,10%) às 9h02, para posteriormente alcançar a mínima de R$ 5,0814 (-0,58%) às 13h07, finalizando as operações próximo a esse patamar mínimo.

A economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, forneceu uma análise sobre o comportamento do câmbio. Segundo ela, o “dia de alívio em nossa taxa de câmbio” foi resultado de um ambiente externo ligeiramente mais favorável. A economista destacou a redução das tensões no mercado de petróleo, atribuída a notícias sobre possíveis iniciativas de mediação entre Estados Unidos e Irã. Quartaroli também ressaltou a influência do elevado diferencial de juros no Brasil, que continua a atrair fluxo especulativo para os ativos brasileiros, beneficiando a cotação do real.

Dólar hoje fecha em baixa, influenciado por cenário externo - Imagem do artigo original

Imagem: infomoney.com.br

As projeções do mercado, apresentadas no Boletim Focus do Banco Central, indicam uma perspectiva estável para o dólar. A mediana das estimativas dos economistas para o fim deste ano permaneceu em R$ 5,20, com a projeção para o encerramento do próximo ano fixada em R$ 5,28. Em relação a outros indicadores, o IPCA projetado para 2026 recuou para 5,15%, marcando sua terceira semana consecutiva de queda. Já a taxa básica Selic, estimada para o fim de 2026, manteve-se em 14,00%, um valor que sugere um corte adicional de 25 pontos-base ainda neste ano. Para o fechamento de 2027, a expectativa para a Selic seguiu em 12,00%.

Atualmente, a taxa Selic está em 14,25% ao ano, significativamente acima das taxas praticadas em economias desenvolvidas como EUA e Japão. Esse diferencial de juros tem sido, nos últimos meses, um fator crucial para a atração de dólares para o Brasil. Contudo, o cenário começa a apresentar nuances, com a perspectiva de um aumento nas taxas de juros nos EUA e uma possível nova redução no Brasil, o que pode alterar a dinâmica de atração de capital. No final da manhã, sem impacto perceptível no câmbio, o Banco Central realizou a venda de 50.000 contratos de swap cambial, visando a rolagem do vencimento programado para 3 de agosto.

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Em suma, a cotação do dólar hoje refletiu a complexa interação entre fatores geopolíticos e econômicos globais, com a moeda brasileira beneficiando-se da relativa estabilidade externa e do diferencial de juros doméstico. Acompanhe as próximas atualizações e análises sobre o mercado financeiro e a economia brasileira em nossa editoria de Economia.

Crédito da Imagem: Reuters

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