A forma como a comunicação interna opera é crucial para conferir significado e impacto às iniciativas de escuta dos colaboradores. Muitas pesquisas de clima ou engajamento, ao serem lançadas, perdem sua força não pela complexidade dos formulários, mas pela ausência de uma ponte clara entre a coleta de opiniões e a subsequente materialização de mudanças. Escutar vai além de solicitar feedback; exige preparar o terreno, articular a relevância da pesquisa e, fundamentalmente, demonstrar ações concretas que surgirão a partir das respostas. Sem essa conexão, a participação pode ser alcançada por coerção, mas raramente resultará em engajamento genuíno ou transformação organizacional.
É um equívoco pensar que indicadores estratégicos, por si só, garantem uma escuta autêntica. Números descontextualizados e sem retorno adequado podem registrar o clima, mas pouco contribuem para a sua melhoria. Por outro lado, quando há clareza, continuidade e uma devolutiva transparente, o ato de responder deixa de ser uma formalidade. Essa mudança de paradigma foi o que impulsionou o reconhecimento dos projetos laureados na categoria Pesquisa da quarta edição do Prêmio Empresas que Melhor se Comunicam com Colaboradores (PEMCC), evidenciando a importância da **comunicação interna** como catalisadora.
Comunicação Interna Transforma Escuta em Ação Eficaz
Nesta perspectiva, a categoria Pesquisa do PEMCC reuniu abordagens distintas, mas com um objetivo comum. A Mondelēz Brasil, em parceria com a Ação Integrada, conquistou o prêmio ao tratar o engajamento como um processo contínuo e prévio ao questionário. A Motiva, com a P3K, superou o desafio de estabelecer credibilidade para uma nova ferramenta de clima unificada. Já o Sebrae Nacional optou pela leveza para conectar um diagnóstico estratégico à realidade dos funcionários. Completando o quarteto de cases de sucesso, a bp bioenergy, junto ao Grupo Trama Reputale, demonstrou a ampliação das possibilidades de uso da escuta em um ambiente operacional complexo. Todos esses exemplos convergem em uma mesma convicção: a pesquisa é apenas o ponto de partida; seu verdadeiro valor reside na capacidade da empresa de construir algo significativo a partir das respostas.
Estratégias de Sucesso na Escuta Ativa
Em diversas companhias, a lembrança do colaborador surge apenas quando um formulário de pesquisa é distribuído. Na Mondelēz Brasil, dona de marcas como Lacta e Trident, a abordagem é invertida: a pesquisa de engajamento não inicia do zero. A empresa integra a escuta à rotina diária, e não como um evento isolado, um diferencial que a levou ao topo da categoria. Conforme Bianca Esposito, gerente de Comunicação Corporativa, a essência está em uma ideia simples e poderosa: a confiança não é construída em poucas semanas prévias a uma pesquisa, mas é fruto de uma jornada ininterrupta de escuta, diálogo e conexão entre indivíduos, cultura e estratégia de negócio.
A ambição da Mondelēz de liderar o mercado de snacks e dobrar de tamanho até 2030 sublinha a relevância da escuta. Este desafio vai além de uma estratégia de excelência, pois são as pessoas que a concretizam. Avaliar o bem-estar do time transcendeu o âmbito do RH, tornando-se um indicador de negócio fundamental. Assim, a pesquisa de engajamento figura entre os momentos mais observados no calendário interno da companhia.
Essa convicção estrutura a comunicação interna da Mondelēz ao longo do ano, no que a empresa denomina de “comunicação always on”. Em 2025, essa comunicação manteve acesa a conversa que faria a pesquisa de engajamento ser vista como parte integrante da rotina, dando visibilidade a reconhecimentos, ações de voluntariado, lançamentos internos e encontros com a liderança. O objetivo era tecer essas iniciativas em uma narrativa única: a de que os colaboradores não só acompanham os rumos do negócio, mas também os moldam. Bianca Esposito afirma que, no lançamento da pesquisa, o ambiente já era propício, com as pessoas sentindo-se parte da construção do futuro da empresa. A alta adesão, portanto, resultou mais de uma relação cultivada continuamente do que de uma insistente convocação.
A hashtag #FelizEmSerMDLZ emergiu como um elo unificador, refletindo a felicidade intrínseca dos colaboradores, ligada ao orgulho pelas marcas, ao senso de pertencimento e à liberdade de ser autêntico no trabalho. Não era um mero slogan, mas uma expressão autêntica da vivência dos funcionários. Este conceito permeou diversas experiências internas, desde a Páscoa Lacta até o Arraiá Junino Pride e o Dia da Família, sempre reforçando a “Cultura Vencedora” da companhia. A lógica é clara: quando as pessoas se identificam com a narrativa da empresa, tornam-se mais dispostas a contribuir.
Para integrar esse conceito à pesquisa sem esvaziá-lo, a estratégia foi preservar e atualizar o repertório do ano anterior. Assim, a **comunicação interna** não introduziu um novo discurso, mas deu continuidade a uma história já familiar. Esse senso de pertencimento foi decisivo para transformar o tradicional processo de feedback em um movimento coletivo de engajamento e protagonismo, conforme a porta-voz da Mondelēz.
A Ação Integrada, parceira da Mondelēz, transformou a pesquisa em uma narrativa contínua, estruturando a comunicação em três fases: aquecimento, mobilização e reforço pós-respostas, sempre ancorada na cultura já vivida. Caiana Peixoto, coordenadora de Comunicação Interna da agência, explica que a identidade visual e o Key Visual (KV) do ano anterior foram atualizados, evitando a criação de um conceito isolado. A conexão entre canais digitais e eventos presenciais visava posicionar a escuta como pilar de negócio ligado à Visão 2030, nomeando a cocriação de “Construindo Juntos o Futuro”. Essa consistência resultou em um sucesso mensurável: 95% de participação e 95 pontos no índice de engajamento, superando as metas para o Brasil e tornando-o a unidade mais engajada da Mondelēz na América Latina.
O desafio de alcançar públicos diversos, como os profissionais das fábricas e equipes externas sem acesso constante a e-mails ou plataformas digitais, foi superado com 24 comunicações distribuídas em canais digitais e físicos, incluindo newsletters, murais, TVs corporativas e faixas. A combinação de segmentação, proximidade e consistência foi vital. Além disso, o evento trimestral “Get Connected” e materiais para lideranças inseriram a pesquisa na estratégia da empresa, com os gestores atuando como “tradutores”, contextualizando, esclarecendo dúvidas e estimulando o diálogo diário, adaptando a comunicação a cada público. O objetivo final era que cada pessoa sentisse que sua opinião era valorizada.
Um aspecto crucial foi a garantia de anonimato e a demonstração de retorno concreto. A campanha usou depoimentos reais de “colegas” (termo da Mondelēz para colaboradores) sobre flexibilidade, desenvolvimento e segurança, assegurando em todos os canais que as respostas resultariam em ações, não apenas em apresentações de slides. Para Bianca Esposito, é nesse ponto que a **comunicação interna** transcende a mera informação, sustentando a credibilidade da pesquisa. Ouvir é importante, mas gerar mudanças tangíveis a partir do feedback é o que fortalece o processo.
A adesão de 95% e os 95 pontos no índice de engajamento, dois pontos acima da meta, coroaram o Brasil como a unidade de negócio mais engajada da Mondelēz na América Latina. Para Bianca, esse desempenho ratifica que pessoas engajadas são um motor essencial para o crescimento sustentável. Para a **comunicação interna**, a lição é mais ampla: a escuta só gera impacto quando a organização transforma percepções em decisões.
Redesenhando a Escuta em Grandes Empresas: Os Casos da Motiva e do Sebrae
Na Motiva, o desafio foi semelhante a “trocar os pneus com o carro em movimento”: redesenhar a forma de ouvir 16 mil pessoas sem comprometer a operação. Em 2025, a empresa substituiu a ferramenta Pulses pela pesquisa GPTW (Great Place to Work) como instrumento único de clima, estendendo-a a todos os colaboradores. Essa decisão, focada em simplicidade e eficiência, conferiu ao novo instrumento a responsabilidade de guiar parte das decisões sobre pessoas, impactando metas, avaliação de desempenho, PLR, benefícios e treinamentos.
A **comunicação interna** teve a missão de não apenas anunciar a mudança, mas de explicar suas razões, como seria utilizada e o que se esperava de líderes e equipes. Foi preciso, portanto, reconstruir a credibilidade do processo, evitando que a participação fosse vista como mais uma obrigação. Tatiana Fritz, gerente de Comunicação Interna da Motiva, enfatiza o desejo de que as pessoas compreendessem a pesquisa como um instrumento além de um selo, contribuindo ativamente para a construção da empresa.
A campanha “Sua Voz nos Move” surgiu nesse contexto, introduzindo um novo guia e tom de voz para a marca. A **comunicação interna** adotou uma postura mais leve, humana e centrada nas pessoas, apesar do maior peso estratégico da pesquisa. Tatiana explica que a mudança de linguagem foi crucial para apresentar uma decisão estrutural sem aumentar a pressão, buscando engajar sem pressionar, comunicar sem excessos e inspirar respostas sinceras.
Três tensões foram simultaneamente abordadas: legitimar o novo indicador, preparar lideranças para agir com base nele e preservar a liberdade de quem respondia. O princípio cultural do respeito incondicional guiou a campanha, evitando pressão excessiva ou convocações obrigatórias. A segurança psicológica, garantindo não apenas o anonimato, mas também um cuidado genuíno, foi a premissa.
A preparação envolveu diversas etapas: 50 profissionais de Comunicação e RH foram os primeiros a receber informações, seguidos por 500 diretores e gerentes, alinhados sobre a relação entre os índices GPTW, planos de melhoria de clima e o programa “Líder Nota 10”. Por fim, 25 multiplicadores de cultura disseminaram a conversa por 37 unidades em 13 estados.
No lançamento do questionário, duas transmissões com a equipe GPTW esclareceram o processo e reforçaram o anonimato. A campanha utilizou leveza com karaokê, biscoitos da sorte e ambientação dos espaços, mantendo o assunto em alta sem criar cerco. Embora o humor tenha sido um fator de aproximação, a transparência permaneceu como o argumento principal. A estratégia de comunicação gerou pertencimento e confiança, transformando a pesquisa em um símbolo de evolução compartilhada.
A P3K, parceira da Motiva, participou do planejamento estratégico desde o início, tratando a pesquisa como um percurso contínuo de preparação, sustentação e manutenção do tema. Elizeo Karkoski, diretor executivo, destaca que o desafio era substituir a pressão por um convite claro à participação, desenhando um ecossistema de mobilização que promovesse a adesão sincera. A agência criou a identidade “Sua Voz nos Move” e selecionou ativações que transitassem entre ambientes físicos e digitais, baseando a estratégia na transição da Motiva para que a nova pesquisa se integrasse à transformação da empresa.
Após o questionário, a **comunicação interna** manteve-se ativa. A certificação GPTW foi anunciada em vídeo pela vice-presidente de Pessoas e celebrada com o “Somos GPTW”, um hotsite para criação de cards compartilháveis. Tatiana Fritz reforça o objetivo de engajar todos os níveis e fortalecer a compreensão da escuta ativa como ferramenta de valorização. Os 20 gestores mais bem avaliados foram reconhecidos no Encontro de Líderes, participaram do “Café com Impacto” com o CEO e receberam sessões de fotos profissionais, traduzindo o índice em referência de gestão e dando visibilidade a comportamentos valorizados pelas equipes.
O projeto ampliou a participação de 47% para 72%, com 10.492 respondentes, mais que o dobro anterior. Nos primeiros cinco dias, 40% da companhia já havia respondido. O campo aberto reuniu 22 mil comentários, cinco vezes mais que na edição prévia, evidenciando a disposição dos colaboradores em registrar suas opiniões. A Motiva alcançou a 15ª posição no ranking nacional da GPTW. A ambição 2035 busca elevar o engajamento de 83 para 92 pontos, tornando cada pesquisa um ponto de partida. Tatiana Fritz interpreta o volume de comentários como um sinal de que as pessoas confiam nos canais de escuta quando há transparência. O reconhecimento no PEMCC valida a maturidade da cultura corporativa, da **comunicação interna** e o compromisso da Motiva em colocar o colaborador no centro das estratégias.
O Sebrae Nacional, por sua vez, aplicou uma lógica semelhante à da previsão do tempo em sua Pesquisa de Clima Organizacional de 2025: não apenas mostrar o estado atual, mas interpretar sinais para preparar o futuro. O conceito “De Olho no Clima”, em continuidade com o tema meteorológico do ano anterior, permitiu à equipe de **comunicação interna** abordar um tema estratégico de forma leve e descomplicada.
O bom humor ganhou espaço físico com picolés, máquina de pelúcias, adesivos e painéis interativos, aproximando o diagnóstico da rotina. Natasha Teles Araujo Galvão, analista de Comunicação Interna e Endomarketing do Sebrae Nacional, explica que as ativações visavam estimular a escuta de forma espontânea e reduzir a distância entre o formulário e os respondentes. A leveza abria a conversa, mas o significado era construído por outras vias. A **comunicação interna** transformou a pesquisa em um diálogo contínuo sobre bem-estar, ambiente de trabalho e melhoria coletiva, traduzindo um tema estratégico para uma linguagem mais próxima das pessoas.
Em meio às referências ao tempo, havia um tema delicado: a liberdade de expressar o que não ia bem. A campanha reiterou o anonimato, confidencialidade e segurança, mas fundamentou a credibilidade em mudanças concretas de edições anteriores, como o Programa de Sucessão, a inclusão do Wellhub, a revisão de valores institucionais e alterações em benefícios. Esses exemplos demonstravam que as respostas não eram ignoradas. Quando uma organização estabelece essa memória entre edições, o próximo convite não depende apenas da eficiência da campanha. Ao evidenciar que contribuições passadas geraram mudanças reais, a comunicação reforçou a credibilidade do processo.
Os indicadores sopraram a favor: a adesão cresceu de 87% para 92,6%, e o Índice de Clima Organizacional passou de 80,6% (2024) para 81,2% (2025). Embora ambas as curvas tenham avançado, elas medem fenômenos distintos. A entrega pontual das peças de comunicação ajudou a manter a mensagem, mas a mudança do clima teve raízes mais profundas. Natasha Galvão destaca a aproximação entre conteúdo e cotidiano como fundamental para a mobilização, tornando a participação mais natural. O valor da criatividade, nessa perspectiva, não está em tornar a pesquisa divertida a qualquer custo, mas em desmistificá-la como um procedimento distante da realidade dos colaboradores.
O reconhecimento no PEMCC valida um trabalho colaborativo entre comunicação, gestão de pessoas e cultura, evidenciando o compromisso de ouvir e transformar a escuta em ação. No Sebrae, o bom humor abriu a conversa, mas a lembrança de que o clima já havia mudado antes a sustentou.
O Desafio da Escuta em Ambientes Operacionais
Na bp bioenergy, a escuta ativa precisou se adaptar a uma realidade onde 67% dos colaboradores atuam na operação, distribuídos em 11 unidades agroindustriais, com jornadas em turnos e acesso limitado a telas. O desafio era desatar esse nó para que a pesquisa chegasse a todos. Um diagnóstico inicial revelava alto orgulho, mas também dúvidas sobre a estratégia e dificuldades de comunicação com o campo. Não bastava perguntar melhor; era preciso ouvir em outro ritmo, por outros canais e mais próximo da rotina. Uma pesquisa anual seria insuficiente.
O programa “Sua Opinião Transforma” surgiu com uma “Radar Pulse” semestral, que combina percepção das equipes com indicadores operacionais, permitindo que as rodadas dialoguem. Assim, os resultados da pesquisa passaram a definir prioridades, revisar campanhas e ajustar canais, reduzindo a distância entre a sede e a realidade do campo. Mara Pinheiro, diretora de Comunicação, Relações Institucionais e ESG da bp bioenergy, reforça que a pesquisa deixou de ser um retrato pontual para apoiar o planejamento e ajustes das ações de **comunicação interna**.
Para alcançar as pessoas sem e-mail corporativo, a empresa criou grupos de WhatsApp por unidade e enviou um questionário anônimo de três minutos aos celulares. A linguagem tornou-se mais direta e informal, reflexo da própria escuta que indicava a necessidade de comunicação mais simples. O acesso era metade do problema; a outra metade era a representatividade. Com apoio do RH, profissionais da operação passaram a ocupar mais espaço nos conteúdos internos e na TV Corporativa, aumentando em 54% sua presença em 2024. Na Radar Pulse, representavam 60% dos respondentes, um sinal de que a pesquisa espelhava melhor a composição da empresa.
O Grupo Trama Reputale, parceiro da bp bioenergy, revisou a metodologia com base em um diagnóstico de marca empregadora de 2023. O “Radar Pulse” foi estruturado como um ciclo semestral de escuta, análise e intervenção por unidade. O nome “Sua Opinião Transforma” prometia um efeito reconhecível da participação, traduzindo dados e escuta ativa para a rotina. A comunicação concentrou-se em duas frentes: aproximar a informação (WhatsApp por unidade) e aprimorar a linguagem e representatividade, com mais colaboradores da operação nos conteúdos.
Kalil Blanco, diretor de Comunicação Integrada do grupo, salienta que a **comunicação interna** só transforma quando o ciclo é fechado. O crescimento de 65% na participação a partir da segunda edição mostra a conquista de credibilidade. As pessoas voltam a participar quando percebem que foram realmente ouvidas. O caso posiciona a **comunicação interna** além de uma função executora, usando a pesquisa para orientar decisões que afetam cultura e negócio.
Anonimato e facilidade de acesso abriram a conversa, mas a confiança precisava ser renovada a cada edição com mudanças reconhecíveis. A lógica de ouvir, interpretar, agir e devolver se tornou visível. Como resume Mara Pinheiro, a escuta se torna parte da cultura quando é contínua, gera devolutivas e orienta ações práticas. Os dados reorganizavam a agenda de comunicação, direcionando esforços para cultura, segurança, integração e acesso à informação. Campanhas como o Dia da Segurança e Maio Amarelo foram revisadas à luz da Radar Pulse. A devolutiva não se limitava a números, aparecendo também nas mudanças dos conteúdos.
O método foi testado durante a transição da antiga joint venture para a bp bioenergy, após aquisição integral pela bp. A empresa usou os levantamentos para identificar dúvidas e adaptar a abordagem, localizando pontos onde a mudança de controle, identidade e direção poderia gerar ruído. Em uma operação agroindustrial, uma mensagem pouco compreendida pode afetar orientações de segurança, ética e conduta. Com o novo método, os índices de assimilação dessas pautas superaram 80%, e a safra foi encerrada sem acidentes nas unidades.
O crescimento de 65% na participação da Radar Pulse, com o orgulho de pertencer atingindo 93%, e a certificação GPTW em 2024 e 2025 (16ª posição no ranking nacional do agronegócio), são indicadores de sucesso. Publicações orgânicas no LinkedIn por colaboradores cresceram 32%, ampliando em 119% o alcance das menções à empresa. Esses números, lidos em sequência, revelam o valor de uma escuta que acompanha o movimento da organização e se manifesta em decisões. O diferencial é a sequência de escutar, decidir com base no que se escutou, agir e mostrar a ação. Mara Pinheiro atribui o reconhecimento no PEMCC à contribuição dos mais de 8,5 mil colaboradores que compartilharam suas percepções, orientando melhorias na comunicação e aproximando as mensagens da realidade das equipes.
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Em suma, a eficácia da **comunicação interna** na valorização da escuta ativa dos colaboradores é um pilar estratégico para o crescimento e a cultura organizacional. Os cases premiados no PEMCC demonstram que transformar feedback em ações visíveis e contínuas não apenas eleva o engajamento, mas também solidifica a credibilidade e o senso de pertencimento. Empresas que investem em uma **comunicação interna** transparente e responsiva colhem resultados tangíveis em clima, produtividade e alinhamento estratégico. Para aprofundar suas leituras sobre gestão e tendências corporativas, continue acompanhando nossa editoria de Análises.
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