Fortes temporais em Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm provocado um cenário de devastação desde a última sexta-feira, 25 de setembro de 2026, impactando significativamente 18 municípios catarinenses e 78 cidades gaúchas. A intensidade dos fenômenos climáticos resultou em prejuízos a aproximadamente 4,8 mil residências, deixando milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade e causando ferimentos a quatro indivíduos no território gaúcho. A mobilização das defesas civis estaduais tem sido crucial para gerenciar a crise e prestar assistência às populações atingidas.
Impactos dos Temporais em Santa Catarina
Em Santa Catarina, o domingo, 27 de setembro de 2026, foi marcado por uma série de ocorrências severas, incluindo granizo, vendavais e chuvas torrenciais. Esses eventos climáticos extremos impactaram diretamente 1.423 habitações em diversas regiões do estado. Diante da magnitude dos danos, sete municípios foram compelidos a decretar situação de emergência: Arabutã, Santiago do Sul, Seara, Ponte Serrada, Ipumirim, São Domingos e Formosa do Sul. A Defesa Civil estadual tem monitorado a situação de perto, coordenando as ações de resposta e apoio às comunidades.
A dimensão dos prejuízos causados pelos eventos meteorológicos levou os órgãos competentes a atuarem em diversas frentes. A preocupação com o bem-estar da população e a necessidade de recuperação estrutural são as prioridades. Estes Temporais em SC e RS afetam mais de 4,8 mil residências, e a escala dos danos exige um esforço conjunto para a reconstrução e o apoio aos afetados, demonstrando a urgência na resposta a desastres naturais.
Ainda em Santa Catarina, sete localidades — Santiago do Sul, São Domingos, Arabutã, Seara, Ipumirim, Anita Garibaldi e Formosa do Sul — registraram solicitações formais por Itens de Assistência Humanitária (IAH). Esses pedidos sublinham a carência imediata de recursos básicos e materiais para as famílias atingidas. Em Seara, por exemplo, uma forte tempestade acompanhada de granizo causou o destelhamento de mais de 808 residências. Além das casas, a infraestrutura pública do município também sofreu severamente, com três postos de saúde, dez escolas e quatro edificações públicas municipais danificadas.
A extensão dos estragos se repete em outros pontos catarinenses. Em Santiago do Sul, a combinação de chuvas intensas, vendavais e granizo resultou em 180 residências afetadas e danos consideráveis em diversos edifícios públicos. Já em Ponte Serrada, o granizo atingiu áreas estratégicas como o Centro, o Bairro Moroso e a Linha Alegre, deixando 100 edificações danificadas. Na cidade de Anita Garibaldi, o granizo da madrugada impactou 89 habitações, tornando necessária a distribuição emergencial de lonas para cobrir os telhados.
Outras cidades também reportaram prejuízos significativos. Em Arabutã, 76 residências sofreram danos estruturais. Ipumirim contabilizou 45 casas afetadas, enquanto Formosa do Sul registrou 27. O município de São Domingos teve 37 habitações e cerca de 90 pessoas diretamente impactadas, além de dois aviários que sofreram avarias importantes. A fragilidade das estruturas frente à força da natureza é um desafio constante para as comunidades locais.
A área rural de Quilombo também não escapou da fúria dos ventos e do granizo, com 40 propriedades reportando prejuízos. As consequências dos temporais se estenderam para a infraestrutura viária e energética: a queda de árvores provocou a interdição temporária da rodovia SC-157, dificultando o tráfego e o acesso, e a queda de postes deixou quatro comunidades inteiras sem o fornecimento de energia elétrica, agravando ainda mais a situação dos moradores.
Situação no Rio Grande do Sul Após os Temporais
No estado do Rio Grande do Sul, a Defesa Civil tem documentado os estragos ininterruptamente desde a última sexta-feira, 25 de setembro de 2026. Foram registradas 83 ocorrências distribuídas em 78 municípios gaúchos. Na tarde desta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, a situação se agravou com a ocorrência de ventos que superaram os 70 km/h, adicionando mais desafios às equipes de socorro e à população.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
As principais ocorrências no Rio Grande do Sul estão diretamente ligadas a eventos como chuvas intensas, quedas de granizo, vendavais e corridas de massa, que envolvem deslizamentos de solo e lama. Esses fenômenos provocaram um vasto panorama de impactos, afetando mais de 39 mil pessoas e deixando quatro feridos. Apesar da gravidade, não há registros de óbitos ou desaparecidos, o que é um alívio em meio a tamanha calamidade.
Ainda no território gaúcho, o balanço da Defesa Civil aponta para 6.088 indivíduos desalojados, que precisaram deixar suas casas temporariamente, e 63 desabrigados, que perderam suas moradias e necessitam de abrigo. O número de residências danificadas chegou a 4.982, evidenciando a necessidade urgente de reparos e reconstrução. Entre os feridos, duas pessoas são de Pontão, uma de Alegrete e outra de Capão do Cipó, todas recebendo o devido atendimento.
A cidade de Santiago, no Rio Grande do Sul, foi particularmente atingida pela chuva de granizo, que impactou mais de 26 mil habitantes. O evento climático levou 13 pessoas à condição de desabrigadas e outras 6 mil a serem desalojadas. O município registrou a impressionante marca de 3 mil residências danificadas, além de uma unidade de saúde e 20 estabelecimentos de ensino que sofreram avarias, comprometendo serviços essenciais à população.
Em Alegrete, a incidência de granizo também gerou sérios problemas, afetando mais de 2 mil pessoas. Uma pessoa ficou ferida e dez foram encaminhadas para abrigos por estarem desabrigadas. A infraestrutura residencial foi severamente comprometida, com 400 residências danificadas. Adicionalmente, um estabelecimento público no município também foi atingido, somando-se aos desafios enfrentados pela administração local na gestão da crise.
A recorrência de eventos climáticos extremos como os temporais em Santa Catarina e Rio Grande do Sul reforça a importância da prevenção e da pronta resposta por parte das autoridades. Para mais informações sobre ações de proteção e defesa civil em âmbito nacional, consulte o portal oficial da Defesa Civil Nacional.
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A vasta extensão dos danos causados pelos temporais em Santa Catarina e Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira sublinha a severidade dos impactos climáticos sobre a infraestrutura e a vida das pessoas. Os dados alarmantes de residências danificadas, feridos e desalojados em ambos os estados exigem uma contínua atenção e suporte. Mantenha-se informado sobre os desdobramentos desses e outros eventos impactantes em nossas comunidades, visitando regularmente a seção de Cidades para as últimas atualizações e análises.
Crédito da Imagem: Pref. RS/ Divulgação







