A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, no Mato Grosso, foi oficialmente inaugurada nesta sexta-feira (24) pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin. A iniciativa representa um avanço significativo para a economia local e nacional, focando em otimizar as exportações de produtos brasileiros e fortalecer a integração regional.
Durante a cerimônia, Alckmin enfatizou os benefícios econômicos que a nova estrutura trará. “Os setores que exportam, estando numa ZPE, eles têm uma facilidade, tem um ganho do ponto de vista econômico que ajuda no processo da exportação. E nós estamos aqui quase na fronteira, então, é extremamente importante”, explicou o presidente em exercício, ressaltando a localização estratégica de Cáceres para o comércio exterior.
Alckmin inaugura ZPE em Cáceres para impulsionar exportações
A ZPE de Cáceres ocupa uma área total de 240 hectares e recebeu um investimento substancial de R$ 51,3 milhões. Esse montante foi direcionado para a execução de obras de infraestrutura essenciais e para a construção da área administrativa, garantindo todas as condições necessárias para o funcionamento eficiente do complexo. A estruturação moderna e completa visa atrair empresas e otimizar as operações de comércio exterior.
Zonas de Processamento de Exportação são áreas delimitadas de livre comércio, estabelecidas com o propósito exclusivo de abrigar empresas que operam na produção de bens destinados à exportação e na prestação de serviços diretamente vinculados a essa atividade. O principal atrativo dessas zonas é a oferta de incentivos fiscais e cambiais especiais, que visam reduzir os custos operacionais e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
Com a adição da unidade em Cáceres, o Brasil agora conta com quatro ZPEs ativas em seu território. As outras três já em funcionamento estão localizadas em Uberaba (MG), Pecém (CE) e Parnaíba (PI). A expansão do número de ZPEs reflete a estratégia do governo de diversificar e fortalecer as plataformas de exportação do país, descentralizando as operações e aproveitando potenciais regionais distintos.
Um dos grandes diferenciais para as empresas que se instalam em uma ZPE é a suspensão do recolhimento de diversos impostos e tributos na fase de aquisição de insumos e matérias-primas. Essa suspensão pode ser convertida em isenção ou alíquota zero, caso o produto final seja de fato exportado. Contudo, se a produção for comercializada no mercado interno, a cobrança dos tributos aplicáveis é realizada normalmente, garantindo um ambiente fiscal justo e focado na exportação.
Alckmin também destacou o vasto potencial de Cáceres, um município com uma extensão territorial impressionante, equivalente a 12 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Essa dimensão, aliada aos recursos naturais da região, pode atrair significativos investimentos para a instalação de agroindústrias. O objetivo é agregar valor aos cultivos e criações locais, transformando a matéria-prima em produtos elaborados para exportação, o que, por sua vez, gera mais empregos e melhora a renda da população local.
“Se eu sou campeão na agropecuária, eu vou agregar valor para poder gerar mais emprego e melhorar a renda”, argumentou o presidente em exercício durante um diálogo com jornalistas locais, reforçando a importância da industrialização do setor primário para o desenvolvimento sustentável da região.
A nova ZPE de Cáceres já iniciou suas operações com uma empresa atuando: a TRC Agroflorestal. Esta companhia dedica-se à produção de placas de madeira e teca, um sinal promissor da capacidade de atração e do potencial produtivo da zona desde o seu lançamento. A presença de uma empresa operando desde o início demonstra a viabilidade e a preparação do projeto.
Integração Regional e Logística Estratégica
A localização geográfica da ZPE de Cáceres é, por si só, um elemento crucial. Ela se encontra em uma das rotas de Integração Sul-Americana, especificamente na rota do Quadrante Rondon. Este programa, desenvolvido pelo governo brasileiro, tem como principal meta aprimorar a logística de transporte e fortalecer as relações comerciais com os países vizinhos e, consequentemente, com a Ásia. Isso é alcançado por meio de investimentos e projetos em diversos modais de transporte, incluindo rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, conectando múltiplas regiões do Brasil.
Em complemento às discussões sobre logística, Alckmin também afirmou que iniciará conversas com o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, com o objetivo de destravar a Hidrovia Paraguai-Paraná. Esta via fluvial na bacia do Rio da Prata é de fundamental importância, pois conecta cinco nações sul-americanas: Brasil, Paraguai, Bolívia, Argentina e Uruguai, facilitando o transporte de mercadorias e a integração econômica.
O trecho específico da hidrovia que requer intervenção, conforme destacado pelo presidente em exercício, é entre Cáceres e Corumbá, no Mato Grosso do Sul. “O trecho que precisa ser desassoreado, que precisa melhorar o calado, é Cáceres até Corumbá [MS]. Então, esse é o trecho que precisa ter o investimento. Nós precisamos ter eficiência econômica, reduzir custos, melhorar a logística e integrar modais, integrar os vários tipos de modais. Então, essa hidrovia é essencial”, pontuou Alckmin, enfatizando a necessidade de investimentos para tornar a via mais navegável e economicamente viável. Para mais detalhes sobre as ZPEs no Brasil, acesse o site oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Confira também: Investir em Imóveis na Região dos Lagos
A inauguração da ZPE de Cáceres e o compromisso com a melhoria da infraestrutura logística, como a Hidrovia Paraguai-Paraná, sinalizam uma forte aposta do governo brasileiro no incremento das exportações e na integração econômica regional. Estas ações visam impulsionar o desenvolvimento, gerar prosperidade e posicionar o Brasil de forma mais competitiva no cenário global. Para continuar acompanhando as notícias sobre economia e desenvolvimento regional, mantenha-se conectado à nossa editoria de Economia.
Crédito da imagem: Júlio César Silva/MDIC






