Com a proximidade da **COP30 Brasil**, que ocorrerá em Belém do Pará entre 10 e 21 de novembro de 2025, o debate sobre a agenda climática global ganha urgência e novas perspectivas. Em um esforço para impulsionar soluções sustentáveis, o podcast Business Rock, conduzido por Sandro Ari, conhecido como Sandrão, realizou uma série de entrevistas com três especialistas que atuam diretamente na formulação e implementação de ações ambientais. O objetivo central é posicionar o Brasil como um líder incontestável na pauta global de sustentabilidade.
As discussões abordaram desde a transformação urbana através da economia circular até os desafios institucionais na governança climática e o papel vital da comunicação para dar voz a territórios negligenciados. Cada convidado trouxe uma faceta crucial para entender como o país pode não apenas sediar um evento tão significativo, mas também apresentar resultados concretos e um plano robusto para o futuro.
COP30 Brasil: Podcast Debate Ações para Agenda Climática Global
A iniciativa do podcast Business Rock, apresentado por Sandro Ari, serve como um amplificador para ideias e projetos que buscam moldar o futuro ambiental brasileiro. A seleção de especialistas ressalta a complexidade e a multifacetada natureza das soluções necessárias para enfrentar as mudanças climáticas e garantir um desenvolvimento verdadeiramente sustentável em escala nacional e internacional. A preparação para a conferência climática de 2025 passa, inevitavelmente, pela consolidação de propostas inovadoras e pela superação de entraves históricos, conforme detalhado nas entrevistas.
A Revolução da Reciclagem Urbana e a Nova Economia
Marcelo Doria, fundador e COO da Carrot, trouxe ao programa uma visão transformadora sobre o potencial das cidades como epicentros de mudança climática. Em sua participação, Doria enfatizou como a elevação dos índices de circularidade pode gerar uma tríplice vantagem: benefícios econômicos para as empresas, um impacto ambiental positivo e, crucialmente, justiça social, através de uma remuneração justa para aqueles que operam na base da cadeia produtiva. “Com o aumento dos níveis de circularidade, geramos benefícios econômicos para as empresas, impacto ambiental positivo e, principalmente, justiça social, com remuneração digna para quem atua na base da cadeia”, pontuou Doria. Ele explicou detalhadamente como a reciclagem urbana não só contribui para uma redução expressiva das emissões de carbono, mas também fomenta a geração de renda para comunidades vulneráveis, pavimentando o caminho para um modelo econômico mais equitativo e sustentável. A abordagem da Carrot demonstra um caminho prático para integrar a sustentabilidade ao tecido urbano e econômico.
Governança Climática: Os Desafios da Integração Federativa
Em outro segmento essencial do podcast Business Rock, Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul e renomado especialista em políticas públicas ambientais, lançou um alerta sobre os gargalos institucionais que freiam o avanço do Brasil em sua transição climática. Rigotto ressaltou a necessidade urgente de maiores incentivos financeiros para a implementação efetiva do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa. Adicionalmente, ele sublinhou a imperatividade de uma integração mais coesa entre os entes federativos — União, Estados e Municípios — no combate ao desmatamento e na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. “O Brasil precisa de maior incentivo financeiro para implementar o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, e de integração entre os entes federativos no combate ao desmatamento e às mudanças climáticas. Sem essa união, as políticas públicas se fragilizam”, advertiu Rigotto. Ele argumentou que a fragmentação de esforços representa um dos maiores obstáculos à consolidação da liderança ambiental brasileira. A ausência de articulação entre os diferentes níveis de governo, segundo o ex-governador, compromete severamente a eficácia das políticas climáticas implementadas. Rigotto defende veementemente que o país chegue à COP30, agendada para novembro de 2025 em Belém do Pará, com uma estrutura de governança climática plenamente integrada, apta a responder aos desafios e oportunidades globais.
A Força da Comunicação Ambiental para Territórios Invisibilizados
Giuliana Purchio, jornalista e pesquisadora, trouxe ao debate uma dimensão frequentemente subestimada, mas de importância capital na agenda climática: o poder da comunicação. Em sua fala, Purchio destacou como a comunicação é capaz de conectar territórios ameaçados aos grandes debates globais. Seu projeto, “A Voz do Pantanal”, nasceu de uma necessidade premente após os incêndios catastróficos de 2020, que devastaram 27% do bioma. De acordo com informações da WWF-Brasil, as queimadas foram responsáveis pela morte de aproximadamente 17 milhões de animais vertebrados, sendo consideradas as maiores já registradas na história da região. A relevância desses dados sublinha a urgência do trabalho de Purchio.
“A missão é levar a voz dos pantaneiros para fora da região, para o Brasil e para o mundo”, afirmou Giuliana, reiterando o propósito de seu projeto. A jornalista enfatizou que a comunicação age como um instrumento poderoso de mobilização, estabelecendo pontes entre comunidades locais, organizações da sociedade civil e os formuladores de políticas públicas. Para ela, o jornalismo ambiental desempenha um papel crucial ao ampliar a visibilidade de grupos que frequentemente enfrentam dificuldades para participar ativamente do debate climático em escalas nacional e internacional. A iniciativa busca assegurar que as realidades e necessidades desses territórios vulneráveis sejam ouvidas e consideradas nas discussões sobre o futuro climático.
Reflexões do Business Rock sobre a Agenda Climática
As entrevistas conduzidas pelo podcast Business Rock com Marcelo Doria, Germano Rigotto e Giuliana Purchio ofereceram abordagens distintas, mas complementares, sobre os temas centrais da agenda climática brasileira. Doria apresentou a visão da economia circular urbana, Rigotto enfatizou a necessidade de uma articulação robusta entre os entes federativos, enquanto Purchio discutiu o papel transformador da comunicação ambiental. A convergência desses três apontamentos sugere que, para uma participação brasileira bem-sucedida e impactante na COP30, a integração estratégica entre iniciativas diversas será fundamental para fortalecer a atuação do país nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas. Sandro Ari concluiu uma das entrevistas com uma frase inspiradora que encapsula o espírito do programa: “Queremos um mundo melhor para os nossos filhos. E se podemos fazer a diferença, vamos fazer”.
O Brasil no Cenário da COP30
A escolha da Amazônia como sede da COP30, conforme destacado pela Intelligence & Innovation Center (SiDi), reforça inequivocamente o papel central que a floresta desempenha no equilíbrio climático global. Este posicionamento não apenas eleva a responsabilidade do Brasil, mas também oferece uma plataforma única para demonstrar seu compromisso com a sustentabilidade e a conservação. A conferência será uma oportunidade ímpar para o país apresentar as soluções discutidas no Business Rock e outras iniciativas, consolidando sua imagem como um ator-chave na governança ambiental mundial. Para aqueles interessados em aprofundar o conhecimento sobre projetos específicos, informações adicionais sobre “A Voz do Pantanal” podem ser encontradas no perfil @vozdopantanal_ no Instagram.
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As contribuições dos especialistas no podcast Business Rock sublinham a importância de uma abordagem multifacetada para a sustentabilidade, combinando inovação econômica, governança eficaz e engajamento comunitário. À medida que a COP30 se aproxima, o Brasil tem a chance de liderar pelo exemplo. Continue acompanhando as análises e notícias em nossa editoria de Política para se manter atualizado sobre os desdobramentos da agenda climática e outros temas relevantes.
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