Neste domingo (8), a atenção global se volta para o Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, onde o embate da grande final da NFL acontecerá. Contudo, o espetáculo transcende os gramados, com o aclamado artista porto-riquenho Bad Bunny no Super Bowl, prometendo um show de intervalo memorável que vai além da performance musical, abordando temas de grande repercussão social e política. Aos 31 anos, Benito Antonio Martinez Ocasio, conhecido mundialmente como Bad Bunny, será a principal atração do aguardado intervalo entre o New England Patriots e o Seattle Seahawks, cuja partida tem início previsto para as 20h30 (horário de Brasília).
A escolha de Bad Bunny para o prestigioso palco do Super Bowl não é mero acaso. O cantor, natural de Vega Baja, Porto Rico, solidificou sua posição como um dos nomes mais influentes da música contemporânea, colecionando prêmios e admiradores. Sua presença na final da liga de futebol americano, um dos eventos esportivos mais assistidos do planeta, sublinha a crescente influência da música latina no cenário global e a capacidade do esporte de transcender barreiras culturais e sociais.
Bad Bunny Canta no Super Bowl: Grammy e Críticas
Recentemente, Bad Bunny foi agraciado com o prêmio de Melhor Álbum Urbano no renomado Grammy Awards, uma das mais prestigiadas honrarias da indústria fonográfica. Com seu trabalho “Debí Tirar Más Fotos”, lançado em 1º de fevereiro, um disco inteiramente composto por músicas em espanhol, o artista reforçou seu status. Este foi apenas um dos três Grammy Awards que o cantor já conquistou em sua carreira, somando-se a impressionantes onze Latin Grammy Awards, demonstrando sua consistente excelência e inovação no campo musical, consolidando-o como uma força cultural de peso.
A plataforma do Grammy não serviu apenas para celebração de suas vitórias musicais, mas também para que Bad Bunny expressasse publicamente suas convicções. Durante seu discurso de agradecimento, o artista não hesitou em fazer críticas contundentes aos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), com a veemente exclamação “Fora, Ice!”. Ele enfatizou a humanidade e a cidadania de todos, declarando enfaticamente: “Nós não somos selvagens, não somos animais. Somos seres humanos e somos americanos.” Essa postura reforçou sua imagem de artista engajado.
Além da crítica social, o cantor porto-riquenho aproveitou a oportunidade para enviar uma mensagem poderosa de união e positividade. Em um momento de tensões e polarização, Bad Bunny ressaltou a importância de combater o ódio com amor. “Quero dizer, para as pessoas que estão assistindo, para não propagar o ódio. Estava pensando que às vezes a gente fica contaminado, e o ódio acaba se tornando mais poderoso quando você se agrega ao ódio. E a única coisa mais potente que o ódio é o amor”, ponderou, oferecendo uma perspectiva de esperança e harmonia que reverberou na audiência global do Grammy.
As manifestações do artista, em especial suas críticas direcionadas a questões políticas e sociais, geraram ampla repercussão, alcançando inclusive o cenário político. O então presidente Donald Trump, ao tomar conhecimento das posições de Bad Bunny, garantiu, conforme reportagem do jornal The New York Times publicada durante a semana que antecedeu o evento, que não compareceria à final do Super Bowl. Trump expressou seu descontentamento com a escolha do artista, afirmando categoricamente: “Acho que é uma péssima escolha. Tudo o que isso faz é semear ódio. Terrível.” Essa declaração adicionou uma camada política à já aguardada performance no intervalo, elevando o debate sobre a liberdade de expressão de artistas em grandes palcos.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
A apresentação de Bad Bunny no Super Bowl é aguardada com grande expectativa e promete ser um dos pontos altos do evento. O horário do show de intervalo, um dos momentos mais assistidos da televisão global, é variável e depende do andamento da partida. Tradicionalmente, o intervalo tem uma duração aproximada de 1 hora e 30 minutos. Com base nessa estimativa, a performance de Bad Bunny deve ter início por volta das 22h, considerando o fuso horário de Brasília, cativando milhões de espectadores ao redor do mundo. Para mais informações sobre a Liga Nacional de Futebol Americano e seus eventos, visite o site oficial da NFL.
Para os fãs no Brasil, a boa notícia é que a atração estará disponível em diversas plataformas, garantindo acesso amplo e facilitado. A transmissão será realizada pelos canais Sportv, Getv e ESPN. Além disso, os serviços de streaming Disney+ e NFL Game Pass (disponível através do DAZN) também oferecerão cobertura completa do evento, assegurando que o público brasileiro não perca nenhum detalhe do show do intervalo e da emocionante final da NFL, uma das maiores vitrines do esporte e entretenimento no mundo. A edição da matéria foi coordenada por Carolina Pimentel, garantindo a qualidade e credibilidade da cobertura jornalística do evento que combina esporte, música e debate social.
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Em suma, a participação de Bad Bunny no Super Bowl transcende a mera apresentação musical, configurando-se como um palco para a arte, o ativismo e o debate de ideias em uma das maiores plataformas globais. O evento promete ser um marco não apenas esportivo, mas cultural, com a performance de um artista que usa sua voz para além das melodias. Este é um exemplo claro de como o esporte e a cultura pop podem se entrelaçar para amplificar mensagens importantes. Continue acompanhando a cobertura completa dos maiores eventos de entretenimento e esporte em nossa editoria de Esportes.
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