O mercado financeiro volta os olhos para as **perspectivas dos bancos em 2026**, com destaque para as ações BBAS3, BBDC4 e ITUB4. Uma avaliação do Goldman Sachs aponta para um ano robusto para o setor bancário brasileiro, consolidando o bom desempenho observado em 2025. A projeção da instituição é de um crescimento do crédito que varia entre moderado e expressivo, impulsionado por um cenário macroeconômico favorável.
Essa expansão do crédito, estimada em torno de 9,5% anualmente, é fundamentada em fatores como a resiliência do mercado de trabalho, a implementação de estímulos fiscais e a ascensão de novas modalidades de empréstimos, como o consignado privado. Apesar de uma taxa Selic ainda em patamar restritivo, a qualidade dos ativos do setor é vista como relativamente estável, com riscos de inadimplência considerados moderados. O banco de investimento também ressalta a influência de aspectos regulatórios e do ambiente político de 2026 sobre o desempenho bancário.
BBAS3, BBDC4 e ITUB4: Perspectivas dos Bancos em 2026
Na Bolsa de Valores, o setor iniciou o ano de 2026 com uma postura mais cautelosa, após as valorizações significativas registradas no período anterior. Em 2025, as ações do Itaú e do Bradesco apresentaram avanços notáveis, de 63,13% e 73,52%, respectivamente, enquanto o Banco do Brasil observou uma retração de 5,55%. O início de 2026 tem sido marcado por um movimento de acomodação e lateralização dos preços, o que confere maior relevância aos patamares técnicos de curto prazo. Em suas recomendações, o Goldman Sachs mantém indicação de compra para o Itaú e neutra para o Bradesco e o Banco do Brasil.
Desempenho e Análise Técnica das Ações BBAS3
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) começaram 2026 em trajetória de baixa, acumulando um recuo de 3,28% no ano. Este movimento sucede um encerramento de 2025 também no campo negativo, com uma queda de 5,55%. A instituição financeira, ao contrário de outros grandes players do setor, tem enfrentado um apetite comprador mais contido, o que se reflete diretamente na dinâmica de seus preços no pregão.
No gráfico diário, o papel BBAS3 tem negociado de forma lateralizada, com o preço oscilando dentro de uma faixa bem definida, indicando uma fase de consolidação no curto prazo. Atualmente, as ações são negociadas abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, um sinal de fragilidade técnica que demanda atenção redobrada nos próximos pregões por parte dos investidores.
Para que o ativo demonstre uma recuperação e retome a tração compradora, será fundamental, em primeiro momento, superar a média móvel localizada na região de R$ 21,71. Uma vez rompido esse patamar, a quebra da resistência em R$ 22,20 tenderá a melhorar o cenário gráfico, abrindo caminho para avanços subsequentes em R$ 23,48, R$ 24,71, R$ 25,48 e R$ 26,21.
Por outro lado, a perda da região de suporte em R$ 21,05 pode intensificar o fluxo vendedor no curto prazo. Abaixo deste nível, o mercado passará a monitorar o suporte crucial de R$ 19,93. Caso este último seja rompido, há uma expectativa de aceleração do movimento de baixa, com os próximos níveis de atenção situados em R$ 18,04, R$ 17,27, R$ 15,26 e R$ 13,24.
Panorama e Análise Técnica das Ações BBDC4
As ações do Bradesco (BBDC4) iniciaram 2026 com um leve avanço, registrando uma alta acumulada de 0,09% no ano. Este começo modesto contrasta com o desempenho notável de 2025, quando o papel alcançou uma valorização expressiva de 73,52%. Apesar do histórico recente de forte alta, o ativo entrou em um período de maior acomodação, particularmente após testar uma região técnica de alta relevância.
A análise do gráfico diário para BBDC4 revela uma negociação lateralizada, após o ativo encontrar forte resistência na faixa dos R$ 19,45. Este patamar tem se mostrado decisivo, limitando novas tentativas de avanço. Atualmente, as ações do Bradesco são negociadas abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando um viés de cautela no curto prazo e indicando a ausência de uma força compradora consistente.
Para que o papel BBDC4 consiga retomar a tração compradora, é imprescindível a recuperação da média curta, localizada na região de R$ 18,44. Superado esse nível, o rompimento da resistência em R$ 19,45 poderá destravar um movimento de alta mais substancial, com projeções de preço para R$ 19,85, R$ 20,39 e, em um cenário de maior otimismo, em sua máxima histórica de R$ 20,67.
Em contrapartida, a eventual perda da região de R$ 18,06 pode intensificar o fluxo corretivo. Abaixo desse patamar, o mercado passará a acompanhar de perto o suporte em R$ 17,25, que representa um nível técnico de grande importância. Se essa faixa for rompida, o movimento de baixa pode ganhar força, com os próximos suportes a serem observados em R$ 16,26, R$ 15,56, R$ 14,70 e R$ 13,73.
Cenário e Análise Técnica das Ações ITUB4
As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) iniciaram 2026 com uma leve correção, apresentando uma baixa acumulada de 0,11% no ano. Este ajuste ocorre após um desempenho robusto em 2025, quando o papel registrou um avanço de 63,13%. Mesmo com a correção recente, o ativo mantém uma estrutura técnica positiva, sustentada por uma sequência de cinco meses consecutivos de alta no ano anterior, e a possibilidade de fechar janeiro no positivo indicaria o sexto mês seguido de valorização.
No gráfico diário, o ITUB4 permanece inserido em uma tendência de alta, apesar do movimento corretivo que se seguiu à renovação de sua máxima histórica em R$ 40,48. Desde então, as ações têm operado em um fluxo de acomodação, negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Esta configuração sugere um momento de equilíbrio no curto prazo e uma maior seletividade por parte dos investidores no mercado.
Para que o ativo retome seu fluxo comprador com maior consistência, é considerado essencial que supere a média curta, situada na região de R$ 39,41. Acima desse patamar, o rompimento da máxima histórica de R$ 40,48 tende a abrir caminho para um novo movimento de alta, com projeções técnicas em R$ 41,22, R$ 42,58, R$ 43,00 e R$ 44,77.
Em um cenário oposto, a perda da região de R$ 38,95 pode intensificar o movimento de correção no curto prazo. Caso esse nível seja rompido, o mercado passará a monitorar a faixa de R$ 37,61 como o suporte mais relevante. Se esse patamar for quebrado, o fluxo vendedor tende a ganhar força, com os próximos suportes a serem considerados em R$ 36,27, R$ 35,41, R$ 33,95 e R$ 32,87. As projeções macroeconômicas do Banco Central do Brasil indicam a complexidade do cenário de juros e crédito para 2026, influenciando diretamente as expectativas para o setor bancário.
Acompanhar a performance das ações BBAS3, BBDC4 e ITUB4 e entender as **perspectivas dos bancos em 2026** é crucial para investidores. O Goldman Sachs projeta um ano promissor para o setor bancário brasileiro, com crescimento de crédito e estabilidade de ativos. Contudo, a análise técnica detalhada revela nuances importantes para cada papel, indicando pontos-chave de suporte e resistência que podem guiar as decisões de compra e venda. Mantenha-se informado para navegar no cenário financeiro.
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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz






