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Bitcoin sobe após inflação dos EUA e mira US$ 94.500

Economia

O Bitcoin (BTC) demonstra uma valorização notável nesta terça-feira, 13 de fevereiro, com a principal criptomoeda reagindo positivamente aos recentes dados econômicos divulgados nos Estados Unidos. O mercado está atento aos indicadores de inflação, que podem influenciar as próximas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), criando um ambiente favorável para o ativo digital que agora projeta alcançar a zona de resistência dos US$ 94.500.

A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de dezembro mostrou um crescimento de 0,3% em comparação com o mês anterior, alinhado às expectativas dos economistas. Paralelamente, o núcleo do CPI, que desconsidera a volatilidade dos preços de alimentos e energia, registrou um avanço de 0,2% no último mês do ano, número que ficou abaixo do consenso de mercado que apontava para uma alta de 0,3%.

Bitcoin sobe após inflação dos EUA e mira US$ 94.500

Na análise anual, o CPI acumulou uma elevação de 2,7%, mantendo-se dentro do esperado. Já o núcleo do CPI anualizado atingiu 2,6%, um valor inferior aos 2,8% projetados. A conformidade da inflação com as projeções ou, em alguns aspectos, abaixo delas, contribui para aliviar as preocupações dos investidores. Esse cenário de inflação controlada tende a dar maior margem de manobra ao Federal Reserve para considerar uma redução nas taxas de juros dos EUA em futuras reuniões, um fator que geralmente beneficia ativos como o Bitcoin.

Análise dos Dados de Inflação dos EUA e Impacto no Mercado

Apesar da percepção de um cenário inflacionário mais brando, as probabilidades no mercado preditivo Polymarket ainda indicam uma alta de 95% para a manutenção das taxas de juros na próxima reunião do Fed, agendada para os dias 27 e 28 de janeiro. No entanto, a trajetória dos dados sugere uma diminuição gradual da pressão inflacionária, o que pode abrir caminho para flexibilizações monetárias no médio prazo. Para entender melhor a política monetária do Federal Reserve e seus impactos na economia global, consulte as publicações oficiais do banco central americano.

Às 10h42 (horário de Brasília), o Bitcoin (BTC) negociava com uma valorização de 1,6% nas últimas 24 horas, sendo cotado a US$ 92.051, conforme dados fornecidos pela plataforma CoinGecko. No mercado brasileiro, a moeda digital acompanhava a tendência de alta, registrando um avanço de 1,5%, com seu valor em reais atingindo R$ 494.849, de acordo com o monitoramento do Cointrader Monitor.

Movimentação das Criptomoedas e Altcoins

A onda de valorização não se restringiu ao Bitcoin, impulsionando também outras criptomoedas relevantes no mercado, conhecidas como altcoins. O Ether (ETH), ativo digital da rede Ethereum, apresentou alta de 1,1%, negociado a US$ 3.139. O XRP, token associado a pagamentos internacionais da Ripple, registrou um ganho de 0,8%, alcançando a cotação de US$ 2,07. A Solana (SOL) demonstrou um desempenho robusto, com um aumento de 2%, sendo avaliada em US$ 142,42. O BNB, token da Binance Smart Chain, avançou 1,2%, atingindo US$ 909,61. O valor de mercado consolidado de todas as criptomoedas globais atualmente totaliza US$ 3,22 trilhões, refletindo o otimismo geral.

Perspectivas de Mercado e Fatores de Influência

Matheus Parizotto, analista-chefe da Mynt, plataforma de criptoativos do BTG Pactual, observou que os fluxos agregados do Bitcoin começaram a mostrar uma inversão para a compra. Ele ressalta que, nos últimos 30 dias, o saldo institucional, que engloba tanto os ETFs (fundos negociados em bolsa) quanto as tesourarias corporativas, retornou ao campo positivo pela primeira vez desde o final de outubro. Este movimento é considerado um fator crucial para sustentar as cotações atuais do Bitcoin.

Bitcoin sobe após inflação dos EUA e mira US$ 94.500 - Imagem do artigo original

Imagem: Mariia Shalabaieva via valor.globo.com

Apesar da melhora no fluxo de capitais, Parizotto enfatiza a necessidade de que essa tendência ganhe tração para consolidar uma recuperação mais consistente. Um evento que poderia catalisar esse cenário e trazer maior clareza ao mercado é a votação do projeto de regulação das criptomoedas conhecido como “Clarity Act” no Congresso dos Estados Unidos. A aprovação desta legislação reduziria significativamente as incertezas regulatórias, um obstáculo frequente para o avanço dos ativos digitais.

Do ponto de vista da precificação, a consultoria Vault Capital aponta que o Bitcoin se encontra atualmente em uma faixa bem definida de negociação, flutuando entre US$ 90 mil e US$ 93 mil. O suporte mais imediato para o ativo está posicionado na região de US$ 89 mil, enquanto a resistência permanece em US$ 93 mil. Os consultores da Vault Capital destacam que essas faixas de preço estão diretamente relacionadas à estrutura atual do mercado de opções, que continua a impor limites técnicos aos movimentos de preço do Bitcoin.

Desempenho dos ETFs de Criptoativos

No segmento de ETFs de Bitcoin à vista, que são negociados nas bolsas americanas, o dia anterior registrou um saldo líquido positivo de US$ 116,7 milhões, marcando o fim de uma sequência de quatro pregões consecutivos de saída de capital. O principal impulsionador desse fluxo comprador foi o FBTC, da Fidelity, que contabilizou US$ 111,7 milhões em compras líquidas de cotas. Nos ETFs de Ether, o fluxo também foi positivo em US$ 5,1 milhões, após três pregões de retirada de recursos, com o ETHE, da Grayscale, sendo o maior alvo das compras, com US$ 50,7 milhões. Por fim, os ETFs de Solana também apresentaram um saldo positivo de US$ 10,8 milhões.

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Em suma, a valorização do Bitcoin nesta terça-feira é um reflexo direto da recepção positiva aos dados de inflação nos EUA, que aliviam as pressões sobre o Federal Reserve e reativam o interesse institucional. A criptomoeda, juntamente com diversas altcoins, demonstra resiliência e potencial de crescimento, enquanto o mercado aguarda desenvolvimentos regulatórios e a consolidação dos fluxos de investimento. Mantenha-se informado sobre os desdobramentos econômicos e do universo cripto acompanhando a editoria de Economia.

Crédito da imagem: Divulgação