O Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP) assegurou uma vitória expressiva nas primeiras **eleições em Bangladesh** realizadas após a violenta revolta popular de 2024. Este resultado posiciona seu líder, Tarique Rahman, em um caminho promissor para assumir o cargo de primeiro-ministro do país, conforme os dados oficiais divulgados nesta sexta-feira.
A Comissão Eleitoral, através de seu primeiro secretário, Akhtar Ahmed, confirmou que o BNP obteve 212 das 300 cadeiras disponíveis no parlamento. Em contraste, a coalizão liderada pelo grupo islamista Jamaat-e-Islami conquistou 77 assentos. Entretanto, o Jamaat-e-Islami expressou publicamente “sérias dúvidas sobre a integridade do processo de apuração” dos votos, levantando questionamentos sobre a transparência do pleito.
Este pleito marca um divisor de águas para a nação do sul da Ásia, que possui uma população de 170 milhões de habitantes. As votações, ocorridas na quinta-feira (12), foram cruciais para a formação de um novo Parlamento, encerrando um período de 15 anos de governo linha-dura sob a ex-primeira-ministra Sheikh Hasina, cujo regime foi derrubado em 2024 por uma revolta popular liderada principalmente por jovens da Geração Z, um movimento que enfrentou forte repressão. A expressiva vitória do
BNP Vence Eleições em Bangladesh Após Revolta de 2024
reflete a vontade popular por uma nova direção política.
Reformas Institucionais Aprovadas por Referendo
Paralelamente às eleições legislativas, os cidadãos de Bangladesh também participaram de um referendo para deliberar sobre um pacote de reformas institucionais. Akhtar Ahmed anunciou que a proposta foi aprovada com 60,26% dos votos favoráveis, demonstrando um amplo apoio da população às mudanças propostas.
A carta de reformas, um documento vital assinado pela maioria dos partidos políticos em outubro, tem como objetivo central prevenir o ressurgimento de um regime autocrático no país. Entre as principais alterações, destacam-se a limitação do número de mandatos para o primeiro-ministro a dois, a criação de uma Câmara Alta para o parlamento e a expansão dos poderes presidenciais, buscando equilibrar e fortalecer as instituições democráticas. Contudo, é fundamental que este pacote seja ratificado pelo recém-eleito Parlamento para que suas disposições entrem efetivamente em vigor, marcando a próxima etapa do processo legislativo.
Repercussão Internacional e Primeiras Reações
Antes mesmo do anúncio formal dos resultados das **eleições em Bangladesh**, a comunidade internacional já começava a reagir. A embaixada dos Estados Unidos em Daca, capital do país, agiu prontamente ao felicitar Tarique Rahman e o BNP por sua “vitória histórica”, um gesto que sublinha a relevância do pleito no cenário global. Da mesma forma, a Índia, país vizinho e de grande influência regional, elogiou o triunfo “decisivo” do partido, apesar das tensões e relações turbulentas que caracterizaram o período recente entre as duas nações.
Durante a noite da votação, as projeções dos canais de televisão locais já indicavam que o Partido Nacionalista de Bangladesh havia ultrapassado o limite de 150 cadeiras, número necessário para assegurar a maioria no Parlamento. As estimativas mais otimistas sugeriam que a legenda poderia conquistar mais de dois terços dos assentos parlamentares, consolidando sua posição dominante no novo governo.
Posicionamentos dos Partidos e Controvérsias
Ruhul Kabir Rizvi, líder do BNP, reiterou a magnitude da vitória em um comunicado oficial, descrevendo-a como “esmagadora”. Tarique Rahman, em entrevista à AFP dois dias antes da votação, já havia manifestado sua “confiança” no desempenho do BNP. Ele expressou a convicção de que o partido, que esteve marginalizado durante o governo da ex-primeira-ministra Hasina, estava pronto para reaver o poder e guiar o país para uma nova fase política após as **eleições em Bangladesh**.
Por outro lado, Shafiqur Rahman, de 67 anos, líder do Jamaat-e-Islami, conduziu sua campanha eleitoral focando em temas como justiça social e o combate à corrupção. No entanto, o seu partido declarou publicamente que não estava “satisfeito com o processo dos resultados eleitorais”, alegando a existência de “inconsistências e erros nos anúncios de resultados não oficiais”. Apesar das acusações, a legenda não apresentou evidências concretas para sustentar suas alegações, gerando um ambiente de incerteza em torno da lisura de parte do processo.
O Papel do Governo Interino e a Situação da Ex-Primeira-Ministra
O chefe de Governo interino do país, Muhammad Yunus, um nome de peso e vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2006, aos 85 anos, desempenhou um papel crucial ao liderar Bangladesh desde o término do governo de Hasina. Em uma mensagem dirigida à nação, Yunus fez questão de enfatizar a importância histórica da votação para o futuro democrático do país.
A ex-primeira-ministra Sheikh Hasina, de 78 anos, enfrenta uma situação delicada, tendo sido condenada à morte à revelia por crimes contra a humanidade, decorrentes da violenta repressão às manifestações populares. Atualmente, ela reside na Índia, de onde continua a denunciar as **eleições em Bangladesh** como “ilegais”, contestando a legitimidade do processo que resultou na vitória do BNP.
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Em resumo, as recentes **eleições em Bangladesh** culminaram em uma vitória decisiva para o Partido Nacionalista de Bangladesh, marcando uma nova era política para o país. Com Tarique Rahman no centro das atenções, e importantes reformas institucionais aprovadas por referendo, Bangladesh busca superar um passado turbulento e consolidar sua democracia. Para aprofundar seus conhecimentos sobre o cenário político global e entender as dinâmicas que moldam as nações, visite a página do Banco Mundial sobre Bangladesh e explore os desafios e oportunidades do país. Continue acompanhando as análises e notícias detalhadas sobre política global em nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Agence France-Presse






