O Red Bull Bragantino anunciou a punição a Gustavo Marques, zagueiro da equipe, nesta segunda-feira (23) por suas declarações de cunho machista dirigidas à árbitra Daiane Muniz. A decisão do clube de Bragança Paulista implica uma multa equivalente a 50% dos vencimentos do atleta e seu afastamento da próxima partida oficial. Este posicionamento reforça o compromisso do Bragantino com a ética e o respeito no esporte, repudiando veementemente qualquer forma de discriminação.
As falas controversas do defensor ocorreram no último sábado (21), após a derrota por 2 a 1 para o São Paulo Futebol Clube, um resultado que culminou na eliminação do Massa Bruta nas quartas de final do Campeonato Paulista. O incidente gerou ampla repercussão, levantando discussões sobre o comportamento de atletas e a necessidade de combate ao machismo no futebol brasileiro. A imediata resposta do Red Bull Bragantino demonstra a seriedade com que a instituição trata temas de respeito e inclusão dentro e fora dos gramados.
Bragantino Anuncia Punição a Gustavo Marques por Falas Machistas
Em nota oficial divulgada pelo clube, foi detalhado que o valor arrecadado com a multa imposta ao zagueiro Gustavo Marques será integralmente destinado à ONG Rendar. Esta entidade tem uma atuação relevante no suporte a mulheres em situação de vulnerabilidade social na região bragantina, transformando a sanção em uma ação de impacto positivo na comunidade. A iniciativa demonstra um esforço do Red Bull Bragantino em transcender a punição individual, convertendo-a em um investimento social direto.
Adicionalmente, o comunicado do Bragantino enfatizou que o clube mantém diálogos constantes e colabora ativamente com a ONG Rendar e outras instituições locais em Bragança Paulista. O objetivo é intensificar as ações sociais e educativas que já são desenvolvidas ao longo do ano. Essa ampliação de iniciativas visa aprofundar o debate sobre igualdade de gênero e respeito dentro da estrutura do clube, envolvendo tanto os atletas quanto a comunidade em geral, promovendo uma cultura de maior conscientização e inclusão.
As Declarações de Gustavo Marques e a Repercussão
Após a derrota decisiva por 2 a 1 para o São Paulo, no sábado (21), as declarações de Gustavo Marques rapidamente se tornaram o centro das atenções. O zagueiro proferiu comentários machistas direcionados à árbitra Daiane Muniz, questionando sua capacidade de conduzir uma partida de tamanha importância com base em seu gênero. “Não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocar uma mulher para apitar um jogo desse tamanho. Eu acho que ela não foi honesta pelo que ela fez”, afirmou o atleta na ocasião.
Gustavo Marques prosseguiu expressando sua frustração com a eliminação do Campeonato Paulista, atribuindo parte da culpa à arbitragem. “Era um sonho da gente chegar na semi ou até na final, mas ela acabou com o nosso jogo. Eu acho que a Federação Paulista tem que olhar para uns jogos desse tamanho, não colocar uma mulher”, completou. Essas falas, que associam o desempenho da árbitra ao seu gênero, geraram uma onda de críticas e foram categorizadas como preconceituosas por diversos setores da imprensa e da sociedade.
Ainda na zona mista do estádio, após suas declarações iniciais, o zagueiro fez um pedido de desculpas público a todas as mulheres. Posteriormente, ele relatou ter ido ao vestiário para se desculpar pessoalmente com a árbitra Daiane Muniz, buscando remediar o impacto de suas palavras. Embora o pedido de desculpas seja um passo importante, a repercussão do incidente ressaltou a necessidade de maior educação e conscientização sobre a equidade de gênero no ambiente esportivo.

Imagem: cnnbrasil.com.br
Federação Paulista de Futebol Repudia e Aciona Justiça Desportiva
A Federação Paulista de Futebol (FPF) reagiu prontamente às declarações de Gustavo Marques, divulgando uma nota oficial em que classificou os comentários como “primitivos, machistas, preconceituosos e misóginos”. A entidade reforçou que tais manifestações são “incompatíveis com os valores do futebol e da sociedade”, deixando clara sua posição intransigente contra qualquer forma de discriminação no esporte. A postura da FPF sublinha a gravidade das palavras do zagueiro e a importância de promover um ambiente inclusivo no futebol.
No comunicado, a Federação expressou “absoluto estarrecimento” pelo fato de um atleta, sob qualquer circunstância, questionar a capacidade de um árbitro com base em seu gênero. A FPF reafirmou seu total apoio à árbitra Daiane Muniz, destacando seu currículo e suas qualificações. A entidade frisou que Daiane integra quadros de alta relevância no cenário nacional e internacional, sendo parte da FPF, CBF e FIFA, e que possui comprovada “alta qualidade técnica, correção e caráter”, desqualificando qualquer questionamento à sua competência profissional.
A FPF também aproveitou a oportunidade para ressaltar seu compromisso com a promoção da presença feminina na arbitragem. Atualmente, a Federação conta com um quadro de 36 árbitras e assistentes, e trabalha ativamente para ampliar essa representatividade em toda a arbitragem paulista. Ao concluir o comunicado, a Federação Paulista de Futebol informou que encaminharia as declarações de Gustavo Marques à Justiça Desportiva, para que todas as providências cabíveis fossem tomadas, garantindo que o caso seja investigado e tratado conforme a legislação esportiva.
Este incidente com o zagueiro Gustavo Marques e a subsequente reação do Red Bull Bragantino e da Federação Paulista de Futebol evidenciam a crescente intolerância a atitudes e declarações machistas no esporte. A punição imposta e as ações educativas e sociais que a acompanham reforçam a mensagem de que o respeito e a igualdade de gênero são valores inegociáveis no futebol contemporâneo, e que a busca por um ambiente mais inclusivo é uma responsabilidade compartilhada por clubes, atletas e entidades reguladoras.
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A decisão do Red Bull Bragantino de aplicar uma punição rigorosa ao zagueiro Gustavo Marques, com multa e afastamento, após suas falas machistas contra a árbitra Daiane Muniz, estabelece um precedente importante no combate à discriminação no esporte. A destinação da multa a uma ONG de apoio a mulheres e o engajamento do clube em ações educativas demonstram um compromisso sério com a causa. Continue acompanhando a editoria de Esporte para mais notícias e análises sobre o cenário futebolístico e os debates que o cercam.
Crédito da imagem: Red Bull Bragantino






