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Brasil Condena Demolição da Agência da ONU por Israel

Internacional

O Brasil condena a demolição da agência da ONU, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), em Jerusalém Oriental. A censura oficial foi emitida nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que manifestou forte repúdio à ação conduzida pelas autoridades israelenses na região, considerada território palestino ocupado. A postura brasileira ressalta a grave preocupação com a observância do direito internacional e a proteção de estruturas humanitárias.

A nota divulgada pelo Itamaraty enfatizou a ilegalidade do ato, declarando que “Medidas que violam instalações da UNRWA no território palestino ocupado constituem flagrante violação do direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas.” O comunicado ainda reforçou que a ação israelense contradiz diretamente pareceres consultivos emitidos pela Corte Internacional de Justiça (CIJ) em 19 de julho de 2024, sobre as práticas de Israel nos territórios ocupados, e em 22 de outubro de 2025, referente às obrigações de Israel para com a ONU e outros atores na região.

Brasil Condena Demolição da Agência da ONU por Israel

A demolição da sede da UNRWA teve início na última terça-feira, 20 de janeiro de 2026, e é um desdobramento de uma legislação aprovada pelo parlamento israelense no final do ano passado. Essa legislação controversa concedeu autoridade para cortar o fornecimento de serviços essenciais, como água e eletricidade, ao edifício, além de permitir a expropriação de imóveis pertencentes à agência da ONU. Tais medidas foram implementadas apesar dos protestos e da reconhecida proteção internacional que as instalações das Nações Unidas deveriam gozar.

Repercussão Internacional e a Posição da UNRWA

O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, utilizou suas redes sociais para descrever a demolição como um “ataque sem precedentes” direcionado às Nações Unidas. Ele reiterou que as instalações da organização são salvaguardadas pelo direito internacional, destacando a gravidade da violação. A ação contra a agência, responsável por prover assistência vital a milhões de refugiados, levanta sérias questões sobre o respeito às normas internacionais e à segurança de operações humanitárias em zonas de conflito.

Lazzarini também revelou que as propriedades da UNRWA têm sido alvo de ataques incendiários, em um cenário de “campanha de desinformação em larga escala” supostamente promovida por Israel. Essas alegações sugerem um esforço coordenado para deslegitimar a atuação da agência e comprometer sua capacidade de operar. A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) desempenha um papel crucial na vida de aproximadamente 6 milhões de refugiados palestinos, oferecendo serviços essenciais na Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria.

Apoio Brasileiro e Violações do Direito Internacional

Em sua declaração, o Itamaraty reafirmou o engajamento do Brasil no apoio às atividades contínuas da UNRWA. Como presidente da Comissão Consultiva da agência, o governo brasileiro sublinha a importância fundamental da organização na provisão de assistência humanitária aos refugiados palestinos. A manutenção das operações da UNRWA é vista como indispensável para a estabilidade e o bem-estar da população afetada na região, e o Brasil se compromete a defender a continuidade de seu trabalho vital.

Brasil Condena Demolição da Agência da ONU por Israel - Imagem do artigo original

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

A decisão da Corte Internacional de Justiça, emitida em outubro do ano passado, já havia explicitado as obrigações de Israel, reafirmando a necessidade de “facilitar as operações” da UNRWA. Mais ainda, a CIJ declarou que o Estado judaico não possui jurisdição legal sobre Jerusalém Oriental, um ponto crucial que descredencia a base para as ações de demolição e expropriação. Essa reiteração legal demonstra a desconsideração de Israel por decisões de um dos mais altos tribunais internacionais, intensificando a crítica global sobre suas ações no território palestino ocupado.

A comunidade internacional, e em particular o Brasil, acompanha com grande preocupação a escalada de tensões e a violação de direitos e acordos internacionais. A demolição da sede da UNRWA não é apenas um ataque a uma estrutura física, mas um ato que compromete diretamente a capacidade de uma organização da ONU de cumprir seu mandato humanitário, afetando diretamente a vida de milhões de pessoas vulneráveis. A persistência em tais ações, apesar das condenações e pareceres jurídicos, sublinha a urgência de uma resposta diplomática robusta e coordenada.

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Diante dos fatos, a condenação brasileira da demolição da agência da ONU em Jerusalém Oriental por Israel reforça a importância da adesão ao direito internacional e humanitário. A postura do Itamaraty reflete a necessidade urgente de proteger as operações da UNRWA e garantir a assistência a milhões de refugiados palestinos. Continue acompanhando as últimas notícias e análises sobre política internacional em nossa editoria de Política para se manter informado sobre os desdobramentos deste e outros temas globais.

Crédito da imagem: Ammar Awad/Reuters

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