A **comunicação Castro Lewandowski** acerca da recente e trágica “Operação Contenção” no Rio de Janeiro foi o centro das atenções em uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 29 de maio. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, procuraram minimizar as falhas de diálogo entre o governo estadual e o federal sobre a megaoperação policial que resultou em mais de 120 mortes e causou a paralisação da região metropolitana fluminense na terça-feira anterior, dia 28. O encontro, sediado no Palácio Guanabara, sede do Executivo estadual, visava esclarecer a situação após uma série de declarações contraditórias que geraram questionamentos sobre a coordenação entre os entes federativos.
A “Operação Contenção”, que mobilizou um grande contingente policial, teve um impacto devastador, com o registro de mais de 120 óbitos e a interrupção de atividades essenciais em diversas áreas da capital e arredores. No calor dos acontecimentos de terça-feira, o governador Cláudio Castro havia inicialmente declarado que o Estado do Rio de Janeiro não havia recebido apoio da gestão federal para a execução da operação, o que, segundo ele, teria levado à atuação isolada das forças de segurança fluminenses. Contudo, poucas horas depois, ainda na mesma terça-feira, o próprio governador retificou sua fala, afirmando que, na verdade, não havia solicitado auxílio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa mudança de narrativa acendeu um alerta sobre a clareza e a veracidade das informações veiculadas pelas autoridades.
Castro e Lewandowski Minimizam Falha de Comunicação em Operação no Rio
Nesta manhã de quarta-feira, antes da coletiva conjunta, Castro buscou justificar a ausência de acionamento do Planalto, mencionando experiências passadas em que teria feito contato com o governo federal sem obter o retorno esperado. Essa declaração reiterou a percepção de uma relação com ruídos comunicacionais entre as esferas de poder, especialmente em momentos cruciais de segurança pública. Os problemas na **comunicação Castro Lewandowski** ganharam destaque após a operação, que envolveu intensos confrontos e resultou em um número elevado de vítimas fatais, impactando diretamente a rotina dos moradores da região.
A controvérsia ganhou mais um capítulo com a resposta do Ministério da Justiça, que refutou as alegações de Castro. A pasta federal esclareceu que o governador fluminense teria manifestado o desejo de empregar blindados das Forças Armadas em ações policiais, uma medida que, para ser efetivada, exigiria a decretação de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) — um procedimento que implica a intervenção militar em território nacional sob autorização presidencial. Para entender mais sobre este mecanismo, você pode consultar informações detalhadas sobre o que é GLO, a Garantia da Lei e da Ordem. A GLO é um tema recorrente no debate sobre segurança pública e sua aplicação é restrita a cenários específicos definidos pela Constituição, necessitando de uma avaliação rigorosa da presidência para sua efetivação.
Em paralelo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, trouxe sua própria perspectiva ao caso, informando a jornalistas na tarde da mesma quarta-feira que o governo do Estado havia, de fato, contatado a PF a respeito da megaoperação. No entanto, Rodrigues classificou o pedido como “não razoável”, adicionando uma nova camada de complexidade às trocas de informações pré-operacionais e aos termos da colaboração entre as forças. Essa avaliação da Polícia Federal contribuiu para o cenário de desencontros na **comunicação Castro Lewandowski** e a percepção pública de descoordenação, gerando questionamentos sobre a eficácia da articulação entre as esferas de governo em momentos de crise.
Diante do cenário de desencontro de informações e acusações veladas, Cláudio Castro e Ricardo Lewandowski foram interpelados sobre toda a sequência de eventos durante a coletiva no Palácio Guanabara. Ambos os líderes optaram por minimizar a relevância do episódio, buscando transmitir uma imagem de harmonia e coordenação. O governador Castro, na noite da mesma quarta-feira, negou veementemente ter feito uso político da situação. Ele enfatizou que a comunicação e o diálogo entre as forças de segurança nacionais e estaduais são processos que ocorrem diariamente, de forma rotineira e esperada. “Não fiz nenhum uso político disso. Tem diálogo de dia a dia entre os governos. Esses diálogos existem todos os dias. Isso é comum. E, no início, nem falei como uma falta de apoio, porque esses diálogos são assim. Acho que isso é muito o dia a dia da troca de informação entre as polícias”, declarou Castro, buscando despolitizar o debate e reforçar a normalidade dos fluxos de comunicação interinstitucional entre Rio e União.
O ministro Ricardo Lewandowski adotou uma postura análoga à do governador, corroborando a ideia de que os supostos ruídos comunicacionais foram exagerados ou mal interpretados. “É muito corriqueira a troca de informações entre as forças de segurança. Houve vários diálogos e conversas em vários momentos”, afirmou o ministro, sublinhando a frequência e a naturalidade dessas interações no âmbito da segurança pública. Contudo, Lewandowski fez questão de pontuar um aspecto crucial: a operação em questão, batizada de “Contenção”, não se enquadrava nas competências primárias da Polícia Federal. Ele esclareceu que a PF atua como polícia judiciária e não como uma força ostensiva ou de ocupação territorial, distinguindo claramente as atribuições e responsabilidades. “Essa era uma operação que não dizia respeito à Polícia Federal, que é polícia judiciária e não uma polícia ostensiva nem de ocupação territorial. A operação foi realizada sob inteira responsabilidade do governo do Estado”, completou Lewandowski, delimitando o escopo de envolvimento federal e reafirmando a condução exclusiva da operação pelo governo estadual. Essa declaração foi fundamental para demarcar as responsabilidades institucionais e justificar a não participação direta da Polícia Federal na ação. A postura conjunta de minimização por parte de ambos os líderes pareceu um esforço coordenado para abrandar a controvérsia e realinhar a percepção pública sobre a cooperação entre Rio de Janeiro e União em temas de segurança, apesar das declarações desencontradas que marcaram os dias anteriores.
Confira também: Investir em Imóveis na Região dos Lagos
Os recentes esclarecimentos de Cláudio Castro e Ricardo Lewandowski sobre a “Operação Contenção” e a dinâmica da **comunicação Castro Lewandowski** buscam pacificar as tensões e reforçar a cooperação institucional. A coletiva conjunta sublinhou a complexidade da gestão de grandes operações de segurança e a importância da coordenação entre os níveis de governo, mesmo que em certos momentos o alinhamento não seja percebido de forma imediata. Para se aprofundar nas discussões sobre a governança e os desafios políticos que impactam a segurança pública no Brasil, continue acompanhando nossa editoria de Política.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil






