O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou os pagamentos para os investidores do Banco Master neste sábado, dia 17. A medida permite que clientes que possuíam títulos como Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) ou valores em contas correntes na instituição financeira possam requerer o resgate dos montantes assegurados pelo fundo.
Este processo de liberação das garantias teve um intervalo de 60 dias, contados a partir da data de liquidação do Banco Master, ocorrida em 18 de novembro de 2025. Fontes próximas ao caso indicam que o início do desembolso demorou mais que o padrão, dada a complexidade e o porte da situação.
FGC Inicia Pagamento a Investidores do Banco Master
A liquidação do Banco Master foi uma determinação do Banco Central, fundamentada em uma “grave crise de liquidez” e “graves violações às normas” que regem as operações das instituições que compõem o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Investigações em curso sugerem que a instituição, de propriedade de Daniel Vorcaro — que chegou a ser detido ao tentar deixar o país em um jato particular, sendo posteriormente liberado com o uso de tornozeleira eletrônica —, teria se beneficiado de manobras como operações financeiras simuladas, emprego de laranjas e a valorização artificial de ativos com baixa liquidez.
Em termos de volume, o atual resgate se configura como o maior da história do FGC. Estima-se que um total de R$ 41 bilhões será distribuído a cerca de 1,6 milhão de investidores. Apesar da magnitude expressiva, a avaliação de especialistas é unânime: a situação não representa risco para a estabilidade do sistema financeiro nacional, uma vez que o FGC dispõe de um caixa robusto, avaliado em R$ 122 bilhões.
Anteriormente, o maior desembolso efetuado pelo Fundo Garantidor de Créditos havia ocorrido em 1997, durante o caso Bamerindus, que resultou em aproximadamente R$ 20 bilhões em garantias, considerando valores atualizados. A capacidade atual do FGC demonstra sua resiliência e preparo para cenários de grande escala como o atual.
Impacto Financeiro para os Investidores e Regras do FGC
Durante os dois meses de espera pela liberação dos valores, os investidores do Banco Master enfrentaram perdas financeiras. Isso ocorreu porque as aplicações foram paralisadas com a decretação da liquidação da instituição no ano passado, e o valor a ser ressarcido pelo FGC corresponde ao saldo registrado em 18 de novembro, sem qualquer correção monetária por inflação ou juros da taxa Selic para o período subsequente. O Fundo esclareceu que o valor a ser recebido pelos investidores inclui os rendimentos e a correção da aplicação até a data da liquidação, calculados conforme a contabilidade do banco, mas sempre respeitando o limite máximo garantido.
O limite de cobertura do FGC é de R$ 250 mil por pessoa física (CPF) ou jurídica (CNPJ) por instituição financeira. É fundamental que os investidores compreendam quais tipos de investimentos estão protegidos por essa garantia. Para mais informações sobre o funcionamento e as garantias do fundo, é possível consultar o site oficial do Fundo Garantidor de Créditos.

Imagem: www1.folha.uol.com.br
A lista de investimentos que são amparados pelo FGC inclui:
- Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
- Poupança;
- Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado, como CDB (Certificado de Depósito Bancário) e RDB (Recibo de Depósito Bancário);
- Depósitos mantidos em contas que não permitem movimentação por cheques, destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e afins;
- LC (Letra de Câmbio);
- LH (Letra Hipotecária);
- LCI (Letras de Crédito Imobiliário);
- LCA (Letras de Crédito do Agronegócio);
- LCD (Letras de Crédito do Desenvolvimento);
- Operações compromissadas que tenham como objeto títulos emitidos, após 8 de março de 2012, por empresa ligada.
É importante ressaltar que a proteção do FGC é um pilar crucial para a segurança dos investidores no Brasil, mitigando riscos em caso de intervenção ou liquidação de instituições financeiras. O processo atual do Banco Master, embora complexo, reitera a função essencial do fundo em momentos de crise bancária.
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Em resumo, o pagamento do FGC aos investidores do Banco Master marca um capítulo importante na resolução de uma crise bancária significativa, demonstrando a atuação do fundo na proteção dos poupadores. Para se manter atualizado sobre os desdobramentos econômicos e notícias financeiras no Brasil, continue acompanhando nossa editoria de Economia.
Crédito da imagem: Amanda Perobelli/Reuters







