A história do esporte brasileiro foi reescrita em Bormio, nos Alpes italianos, com um marco sem precedentes. Neste sábado, 14 de fevereiro, Lucas Pinheiro Braathen conquistou a primeira medalha de ouro para o Brasil em uma Olimpíada de Inverno. O feito inédito veio na modalidade de Slalom Gigante, durante os Jogos de Milão e Cortina, solidificando seu nome nos anais do esporte nacional.
O triunfo de Pinheiro Braathen não apenas garante a primeira dourada, mas também representa a mais significativa conquista do país na história dos Jogos de Inverno. A competição, que reuniu os principais nomes do esqui alpino mundial, teve como palco as desafiadoras pistas de Bormio, uma localidade renomada no circuito internacional do esqui.
Lucas Pinheiro Conquista Ouro Inédito para Brasil em Olimpíada de Inverno
A jornada de Lucas Pinheiro Braathen rumo ao topo foi marcada por uma performance impecável e estratégica. Nascido em Oslo, na Noruega, mas com forte ligação com o Brasil através de sua mãe, o esquiador demonstrou resiliência e técnica apurada para superar adversários de alto nível, consolidando a vitória que emocionou torcedores e a comunidade esportiva brasileira.
O Desafio do Slalom Gigante e a Performance Vencedora
O Slalom Gigante é uma disciplina exigente do esqui alpino, que testa a agilidade e a precisão dos atletas. A prova é composta por duas descidas distintas, onde os esquiadores precisam navegar por um percurso delimitado por mastros fincados na neve, conhecidos como “portas”. A distância entre essas portas é de aproximadamente 25 metros. O objetivo principal é completar as duas etapas no menor tempo total possível.
Neste sábado, Lucas Pinheiro Braathen demonstrou superioridade desde o início. Na primeira descida, o brasileiro estabeleceu um tempo impressionante de 1 minuto e 13 segundos e 92 centésimos (1min13s92), assumindo a liderança provisória da competição. Sua técnica e velocidade na primeira parte do percurso foram cruciais para a construção da vitória final.
Embora na segunda descida Lucas Pinheiro tenha registrado o 11º melhor tempo (1min11s08), a solidez de sua performance inicial garantiu que a somatória dos tempos fosse a menor entre todos os competidores. Com um total de 2 minutos e 25 segundos (2min25s), o esquiador brasileiro superou seus concorrentes diretos por uma margem confortável de 58 centésimos. A prata ficou com o suíço Marco Odermatt, enquanto o bronze foi conquistado por seu compatriota, Loic Meillard, evidenciando o alto nível da disputa.
Lucas Pinheiro: Uma Trajetória de Paixão e Persistência Pelo Esqui
Aos 25 anos, a história de Lucas Pinheiro Braathen no esporte é um testemunho de dedicação e uma escolha de coração. Antes de defender as cores do Brasil, Lucas competiu pela Noruega, seu país de nascimento, até o ano de 2023. Durante esse período, participou de importantes eventos, incluindo a Olimpíada de Inverno de Pequim, na China, em 2022, onde atuou como atleta nórdico, mas não conseguiu completar as provas.
A decisão de parar de competir, anunciada em 2023, parecia um ponto final em sua carreira. No entanto, a paixão pelo esqui e o desejo de representar a nação de sua mãe o fizeram repensar. Em 2024, Pinheiro Braathen reconsiderou a aposentadoria e iniciou as conversas para competir pelo Brasil. A transição se concretizou em 2025, ano em que ele passou oficialmente a representar o país sul-americano. Desde então, Lucas tem acumulado pódios históricos em diversas etapas da Copa do Mundo de esqui alpino, culminando agora com o inesquecível ouro em Bormio. Para mais informações sobre a história e regulamentos das modalidades de esqui, pode-se consultar o Comitê Olímpico Internacional.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
O Legado de Sucessos e o Futuro dos Atletas Brasileiros
A medalha de ouro de Lucas Pinheiro Braathen não é apenas um feito individual, mas um marco que eleva o patamar do Brasil nas Olimpíadas de Inverno. Antes dessa conquista histórica, o melhor resultado do país nos Jogos de Inverno havia sido alcançado por Isabel Clark. Há exatos 20 anos, nos Jogos de Turim, também na Itália, a atleta carioca obteve um notável nono lugar na modalidade de snowboard cross, estabelecendo um recorde para o Brasil na época.
Na mesma prova do Slalom Gigante que consagrou Lucas Pinheiro, outro atleta com raízes brasileiras também representou o país. Giovanni Ongaro, nascido em Clusone, Itália, e filho de mãe brasileira, somou um tempo total de 2 minutos, 34 segundos e 15 centésimos (2min34s15) nas suas descidas, garantindo a 31ª posição na classificação final. A participação de Ongaro e o brilho de Lucas Pinheiro destacam o crescente potencial do Brasil nas modalidades de inverno.
O Futuro Promissor do Esqui Alpino Brasileiro em Milão-Cortina
O ouro conquistado por Lucas Pinheiro Braathen pode ser apenas o início de uma campanha histórica para o Brasil nos Jogos de Milão e Cortina. As expectativas são altas para as próximas provas, especialmente para a modalidade de Slalom. Na segunda-feira, 16 de fevereiro, a partir das 6h (horário de Brasília), o Slalom será o centro das atenções. Esta prova é similar ao Slalom Gigante, porém, com uma distância menor entre os mastros (aproximadamente 13 metros), exigindo ainda mais agilidade e reflexos rápidos dos competidores.
Além de Lucas Pinheiro e Giovanni Ongaro, a delegação brasileira conta com a participação de Christian Soevik, carioca com ascendência norueguesa (filho de pai norueguês e mãe brasileira), que também estará nas pistas buscando representar o país com excelência. A presença de múltiplos atletas com dupla cidadania e forte ligação com o Brasil demonstra a evolução do esqui alpino e o potencial do país em modalidades de inverno, prometendo mais emoções e, quem sabe, novas conquistas. Este desempenho não só inspira novos talentos, mas também abre portas para um maior investimento e reconhecimento do esporte de inverno no Brasil.
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A conquista de Lucas Pinheiro Braathen no Slalom Gigante é um divisor de águas para o esporte brasileiro, projetando o país em um cenário onde antes era visto com menos destaque. Este ouro inédito em Olimpíadas de Inverno serve de inspiração e reafirma o potencial de nossos atletas em desafios globais. Para ficar por dentro de outras notícias e análises sobre o mundo dos esportes e o desempenho de nossos atletas, continue acompanhando a editoria de Esporte em Hora de Começar.
Crédito da imagem: REUTERS/Denis Balibouse/Proibida reprodução







