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Lula Chega à Índia para Cúpula de Inteligência Artificial

Internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta quarta-feira (18) em Nova Délhi, capital da Índia, com sua agenda principal focada na Cúpula de Inteligência Artificial. A visita atende ao convite do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. O primeiro compromisso de alto nível do presidente brasileiro está agendado para esta quinta-feira (19), onde ele participará de debates cruciais sobre o impacto global da IA.

A cúpula, que teve seu início na segunda-feira (16), contará com a participação de Lula em uma plenária de alto nível. Ele discursará ao lado de outros chefes de Estado e proeminentes executivos do setor tecnológico. O evento dará continuidade ao chamado “processo de Bletchley”, uma série de encontros intergovernamentais que abordam temas fundamentais como segurança, governança e a colaboração global no desenvolvimento da inteligência artificial.

Lula Chega à Índia para Cúpula de Inteligência Artificial

Além dos tópicos de governança e segurança, a agenda da cúpula incluirá discussões sobre fontes de recursos para a democratização da tecnologia, explorando seu potencial para o empoderamento social, a promoção da inovação e o desenvolvimento em diversas esferas. É importante ressaltar que esta será a primeira vez que um presidente brasileiro participa de um evento global de tal magnitude sobre a temática da Inteligência Artificial.

Perspectivas Brasileiras e Evento Paralelo sobre IA

Na sexta-feira (20), o governo brasileiro organizará um evento paralelo, intitulado “IA para o bem de todos”, dedicado a explorar as perspectivas nacionais para o futuro da inteligência artificial. Este encontro contará com a presença de ministros de Estado, representando pastas estratégicas como Ciência, Tecnologia e Informação; Gestão e Inovação nos Serviços Públicos; Educação; Saúde; e Comunicações, sublinhando a abordagem multissetorial do país em relação ao avanço tecnológico.

Relações Bilaterais Brasil-Índia

A atual visita de Lula à Índia marca sua segunda viagem ao país asiático no presente mandato e configura-se como uma retribuição à visita do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao Brasil em julho de 2025, por ocasião da Cúpula do Brics. A Presidência da República destacou, por meio de comunicado, que esta agenda representa novas e significativas oportunidades para a cooperação bilateral, abrangendo áreas como economia, turismo, agricultura, energia e sustentabilidade, fortalecendo os laços entre as duas nações.

Brasil e Índia mantêm uma parceria estratégica desde 2006. Durante esta visita, a expectativa é que sejam formalizadas novas parcerias em setores como terras raras e minerais críticos, além da assinatura de uma declaração conjunta intitulada “Brasil-Índia sobre parceria digital para o futuro”. O estreitamento de laços internacionais é uma constante na política externa brasileira, buscando sempre fortalecer o posicionamento do país em fóruns globais, conforme destaca o Ministério das Relações Exteriores.

A viagem presidencial também se apresenta como uma oportunidade crucial para impulsionar politicamente as negociações visando a ampliação do acordo de comércio entre o Mercosul e a Índia. Outro ponto relevante é a oficialização da extensão da validade dos vistos de negócios e turismo, que passará de cinco para dez anos entre os dois países.

Colaborações entre a Embraer e a indiana Adani Defense & Aerospace, uma das empresas que lideram o setor aeroespacial indiano, também são esperadas para apresentar avanços significativos. Em 2025, a Índia figurou como o quinto maior parceiro comercial do Brasil, registrando uma corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões. Atualmente, o país é o décimo destino das exportações brasileiras, que incluem majoritariamente óleos brutos de petróleo, açúcares e melaços, gorduras e óleos vegetais, e minério de ferro.

De acordo com o governo, as relações entre Brasil e Índia passam por um momento de ascensão, sustentadas por complementaridades econômicas e tecnológicas. Um dos acordos previamente estabelecidos, durante a visita do primeiro-ministro Modi no ano anterior, delineou um conjunto de estruturas de relações bilaterais de cinco pilares prioritários para os próximos dez anos: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança de clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais.

Considerando a Índia como uma potência farmacêutica e em tecnologia de saúde, espera-se a formalização de acordos no setor, visando atrair investimentos, facilitar o acesso a novos medicamentos e impulsionar a pesquisa pelo Brasil. Lula e Narendra Modi também compartilham posições convergentes na pauta internacional, e a expectativa é que firmem um documento conjunto abordando temas como os desafios ao multilateralismo e ao comércio global; as mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas; e a delicada situação em Gaza.

Adicionalmente, o presidente Lula participará da inauguração do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Índia. A instituição está organizando um fórum empresarial que já conta com a adesão de mais de 300 empresários brasileiros, representando setores como agropecuário, saúde, tecnologia, minérios, alimentos e fármacos.

Próxima Parada: Coreia do Sul

Após concluir sua agenda em Nova Délhi no sábado (21), o presidente Lula seguirá para Seul, na Coreia do Sul. Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, ele terá encontros com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, e com executivos de grandes corporações do país asiático. Um fórum empresarial, com a participação de aproximadamente 230 empresários brasileiros, também está previsto.

O governo brasileiro aspira a expandir o comércio bilateral com a Coreia do Sul por meio desta viagem. Para tanto, está prevista a assinatura do Plano de Ação Trienal 2026-2029, que visa elevar o patamar do relacionamento entre as nações a uma parceria estratégica. As ações propostas deverão alavancar negócios em áreas como agricultura, desenvolvimento agrário, aviação, comércio, saúde, cooperação financeira, cosméticos, fármacos, ciência e tecnologia.

Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Coreia do Sul atingiu a marca de US$ 10,8 bilhões. A Coreia do Sul ocupa a 13ª posição como destino das exportações brasileiras, com destaque para óleos brutos de petróleo, minério de ferro, farelos de soja, álcool e café não torrado.

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Em síntese, a agenda do presidente Lula na Índia e Coreia do Sul reforça a busca por parcerias estratégicas, com foco em tecnologia, comércio e cooperação multissetorial. A participação na cúpula de Inteligência Artificial e a ampliação das relações bilaterais demonstram o empenho em posicionar o Brasil como um ator relevante no cenário global. Para se aprofundar nas discussões sobre o papel do Brasil no cenário internacional, acesse nossa editoria de Política e fique por dentro das últimas análises e notícias. Continue acompanhando as novidades sobre a política externa brasileira e seus impactos em nossa seção de Política.

Crédito da Imagem: Ricardo Stuckert/PR

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