A **prisão preventiva de Bolsonaro**, ex-presidente Jair Bolsonaro, foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma decisão divulgada neste sábado, 22 de novembro de 2025. O mandado foi expedido em resposta à convocação de uma vigília nas proximidades da residência onde o ex-chefe de Estado cumpre prisão domiciliar, além da constatação de uma suposta violação do equipamento de monitoramento eletrônico.
De acordo com o ministro do STF, a aglomeração de pessoas para a vigília, organizada para o mesmo sábado, poderia gerar tumulto e, potencialmente, facilitar uma “eventual tentativa de fuga do réu”. Essa preocupação foi central na fundamentação que levou à imposição da medida mais rigorosa contra o ex-presidente.
Moraes decreta Prisão Preventiva de Bolsonaro por risco de fuga
A decisão que culminou na **prisão preventiva de Bolsonaro** também levou em conta um comunicado do Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal. O órgão reportou que houve uma violação do equipamento de monitoramento eletrônico de Bolsonaro durante a madrugada deste sábado. Moraes interpretou essa ocorrência como um indicativo claro da “intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”.
O ministro Alexandre de Moraes enfatizou que a conduta do ex-presidente, ao supostamente tentar desativar o dispositivo de segurança, combinada com o chamamento para a vigília, elevava o risco de evasão. A determinação da prisão preventiva visa, portanto, assegurar a aplicação da lei penal e impedir qualquer tentativa de desrespeito às medidas judiciais já impostas.
Além da decretação da prisão preventiva, a decisão judicial estabelece uma série de outras providências. Entre elas, a realização de uma audiência de custódia por videoconferência. Esta audiência está agendada para o domingo, 23 de novembro de 2025, na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal. A medida é padrão em casos de prisão para garantir a legalidade da detenção e os direitos do preso.
Outro ponto relevante na determinação de Moraes é a obrigatoriedade de disponibilização de atendimento médico em tempo integral para o réu, garantindo sua saúde e bem-estar durante o período de custódia. As visitas a Bolsonaro deverão ser previamente autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, com exceção daquelas realizadas por seus advogados e pela equipe médica responsável pelo seu tratamento de saúde, que terão acesso livre.
A justificativa para a possibilidade de tentativa de fuga de Bolsonaro foi reforçada na decisão com a citação de informações sobre outro condenado na mesma ação penal. Alexandre Rodrigues Ramagem, também réu no processo, teria se evadido do país, estando atualmente na cidade de Miami, nos Estados Unidos, com o propósito de se furtar à aplicação da lei penal. A menção a esse precedente serviu como um alerta para a corte sobre potenciais riscos similares.
A convocação que motivou a decisão de Moraes foi feita na sexta-feira, 21 de novembro de 2025, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Utilizando suas redes sociais, o parlamentar convidou apoiadores para uma vigília de orações nas imediações da residência onde seu pai, Jair Bolsonaro, está sob prisão domiciliar desde 4 de agosto. A chamada para a manifestação foi prontamente percebida pelo STF como um fator de risco para a ordem e a segurança jurídica.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal referente ao Núcleo 1 da chamada “trama golpista”. A expectativa é que as penas do ex-presidente e dos demais réus envolvidos possam ser executadas nas próximas semanas, marcando um novo capítulo nos desdobramentos judiciais relacionados aos eventos de contestação democrática.
O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, uma medida determinada após o descumprimento de cautelares previamente fixadas pelo STF. Anteriormente, ele estava submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e proibido de frequentar embaixadas e consulados, de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras, e de utilizar redes sociais, tanto direta quanto indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros. A decisão atual de prisão preventiva agrava a situação jurídica de Bolsonaro, reforçando a seriedade das acusações e a determinação do judiciário em garantir o cumprimento das leis.
Para mais informações sobre o funcionamento do Supremo Tribunal Federal e suas decisões, consulte o site oficial do STF, a principal corte judicial do país.
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A decisão do ministro Alexandre de Moraes que culminou na prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro representa um marco nos desdobramentos das ações judiciais em curso. As justificativas apresentadas, que incluem o risco de fuga e a violação de dispositivos de monitoramento, sublinham a gravidade da situação. Mantenha-se informado sobre os acontecimentos na esfera política e judicial, acompanhando nossa editoria de Política para as últimas atualizações e análises aprofundadas sobre o cenário nacional.
Crédito da imagem: Gustavo Moreno/STF






