A saúde de Bolsonaro apresentou um quadro de melhoria e alerta simultâneos neste domingo, 15 de março de 2026. Exames clínicos realizados nas últimas horas indicaram uma positiva evolução na função renal do ex-presidente da República Jair Bolsonaro. Contudo, em contrapartida, houve uma preocupante elevação dos marcadores inflamatórios presentes em seu sangue, o que levou a equipe médica a intensificar o tratamento com antibióticos.
Desde a manhã da última sexta-feira, 13 de março, Bolsonaro encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular localizado em Brasília. O motivo da internação é o tratamento de uma broncopneumonia bacteriana bilateral, condição grave que afeta ambos os pulmões e é de provável origem aspirativa. Esta complicação demanda cuidados intensivos e monitoramento constante, dada a sua natureza infecciosa e a possibilidade de agravar o estado geral do paciente.
Saúde de Bolsonaro: Função renal melhora, inflamação alta
De acordo com o boletim médico mais recente, divulgado na manhã deste domingo, o quadro clínico geral do ex-presidente é considerado estável. Apesar da estabilidade aparente, os médicos ainda não conseguem precisar uma data para que ele possa deixar a UTI e ser transferido para um quarto comum. Além da decisão de ampliar a cobertura dos antibióticos para combater a inflamação crescente, a equipe médica também havia, previamente, intensificado as sessões de fisioterapia, tanto respiratória quanto motora, visando auxiliar na recuperação pulmonar e na manutenção da mobilidade do paciente durante a internação prolongada.
A condição de saúde de Jair Bolsonaro é acompanhada com particular atenção, uma vez que ele está sob custódia, detido no complexo penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha. Ali, ele cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses, resultante de condenações por tentativa de golpe de Estado e outros crimes associados, conforme determinado pela justiça brasileira. Sua internação, portanto, é um evento que combina preocupações médicas com questões de segurança e custódia.
A internação na UTI ocorreu após um mal-estar na sexta-feira. O ex-presidente apresentou sintomas agudos que demandaram atendimento de emergência. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o conduziu ao Hospital DF Star. Os sintomas relatados incluíam febre alta, uma notável queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios, indicando um processo infeccioso ou inflamatório significativo que culminou no diagnóstico de broncopneumonia.
O boletim médico que detalha o estado de saúde do ex-presidente é um documento oficial assinado por uma equipe multidisciplinar de especialistas. Entre os signatários estão o renomado cirurgião-geral Cláudio Birolini, os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, o coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e o diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges. A presença de múltiplos especialistas na assinatura do boletim reforça a complexidade do caso e a necessidade de uma abordagem integrada no tratamento.
No que tange às questões de visitação e segurança, o Supremo Tribunal Federal (STF) interveio com uma decisão importante. Em um despacho divulgado no início da tarde da sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou expressamente a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, no hospital. Ela foi designada como acompanhante oficial, permitindo que preste apoio direto ao marido durante este período crítico de internação hospitalar.
A autorização do ministro Alexandre de Moraes se estendeu também aos filhos de Jair Bolsonaro: Jair Renan, Flávio, Carlos e Laura, além da enteada Letícia. Todos foram permitidos a realizar visitas ao ex-presidente durante o período de internação. Esta medida visa garantir o suporte familiar ao paciente, dentro das normativas legais e de segurança inerentes à sua condição de detento sob cuidados médicos. Para mais informações sobre decisões do judiciário brasileiro, o portal do Supremo Tribunal Federal oferece acesso a comunicados e despachos oficiais, refletindo a transparência das ações da corte.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
A segurança do ex-presidente durante sua permanência hospitalar foi igualmente pautada na decisão do STF. O ministro Moraes determinou que a vigilância de Bolsonaro fosse providenciada pelo Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Este esquema de segurança é rigoroso, com policiais de prontidão 24 horas por dia. Dois agentes devem permanecer na porta do quarto do ex-presidente, complementados por equipes de vigilância tanto dentro quanto fora das dependências do hospital, assegurando a integridade da custódia.
Adicionalmente, o ministro Alexandre de Moraes impôs uma restrição clara quanto ao uso de dispositivos eletrônicos na unidade onde Jair Bolsonaro está internado. Computadores, telefones celulares e quaisquer outros dispositivos eletrônicos foram expressamente proibidos, com a única exceção sendo equipamentos de natureza estritamente médica, essenciais para o tratamento e monitoramento do paciente. Esta medida visa prevenir qualquer comunicação externa não autorizada e manter a segurança e o controle do ambiente hospitalar.
A evolução do quadro de saúde de Bolsonaro continua a ser acompanhada de perto por familiares, pela equipe médica e pelas autoridades. A melhora da função renal representa um alívio, mas a elevação dos marcadores inflamatórios exige cautela e a continuidade do tratamento intensivo, sublinhando a seriedade da broncopneumonia que o acometeu. O cenário reforça a complexidade do caso, que envolve aspectos clínicos, jurídicos e de segurança pública.
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Em suma, a internação de Jair Bolsonaro na UTI em Brasília segue com uma melhora na função renal, mas com a preocupação da elevação inflamatória. Acompanhe todas as atualizações sobre este e outros temas relevantes na editoria de Política do nosso site.
Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil







