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Tempestade de Inverno nos EUA Causa Apagões e Voos Cancelados

Economia

Uma tempestade de inverno nos EUA de proporções consideráveis impactou severamente a vida de milhões de americanos. Mais de 800 mil consumidores ficaram sem energia elétrica, estendendo-se por regiões tão distantes a oeste quanto o Novo México. No mesmo domingo, mais de 10 mil voos programados foram cancelados, antecipando a chegada de um sistema climático de grande escala que ameaça paralisar os estados do leste do país com intensas nevascas e condições perigosas. A interrupção no fornecimento de eletricidade e o caos aéreo representam um desafio logístico e de segurança para as autoridades e a população.

Meteorologistas emitiram alertas para uma vasta área, indicando que neve, granizo, chuva congelante e temperaturas perigosamente baixas devem varrer os dois terços orientais dos Estados Unidos ao longo do domingo e persistir durante a semana. As previsões apontam para um cenário de risco elevado, com potenciais impactos significativos na infraestrutura e na rotina dos cidadãos. A amplitude e a intensidade do fenômeno climático justificaram uma resposta coordenada em vários níveis de governo.

Tempestade de Inverno nos EUA Causa Apagões e Voos Cancelados

Diante da iminência e da escala das tempestades, classificadas como históricas, o então presidente americano, Donald Trump, aprovou no sábado declarações federais de emergência por desastre. Estas declarações abrangeram doze estados: Carolina do Sul, Virgínia, Tennessee, Geórgia, Carolina do Norte, Maryland, Arkansas, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Indiana e Virgínia Ocidental. A medida permitiu o acesso a recursos e apoio federais para auxiliar na resposta aos desastres. Em uma publicação na rede Truth Social, Trump comunicou: “Continuaremos monitorando e mantendo contato com todos os estados no caminho dessa tempestade. Fiquem seguros e se mantenham aquecidos.”

Impactos e Alertas Governamentais

A situação de emergência foi amplamente reconhecida, com dezessete estados e o Distrito de Columbia declarando emergência climática, conforme informações divulgadas pelo Departamento de Segurança Interna (DHS). A secretária do DHS, Kristi Noem, alertou a população americana, em coletiva de imprensa no sábado, sobre a necessidade de tomar precauções rigorosas. “Vai ficar muito, muito frio”, afirmou Noem, aconselhando todos a “fazer estoque de combustível e alimentos.” Ela reforçou a mensagem de união: “Vamos superar isso juntos.” O apelo das autoridades ressaltou a gravidade da situação e a importância da preparação individual e comunitária.

O número de interrupções no fornecimento de energia elétrica continuou a crescer exponencialmente. Às 10h18 (horário da Costa Leste) de domingo, o site PowerOutage.us registrava mais de 800 mil consumidores sem eletricidade. O Tennessee foi um dos estados mais afetados, com ao menos 300 mil pessoas no escuro. Outras regiões severamente impactadas incluíram o Mississippi, Texas e Louisiana, cada um com mais de 100 mil consumidores sem energia. Kentucky, Geórgia, Carolina do Norte e Alabama também foram listados entre os estados com interrupções significativas, evidenciando a vasta extensão geográfica do problema.

Medidas de Emergência no Setor Energético

Em resposta à crise iminente no setor energético, o Departamento de Energia (DOE) agiu prontamente. No sábado, o DOE emitiu uma ordem de emergência que autorizava o Electric Reliability Council of Texas (ERCOT) a acionar geradores de reserva localizados em data centers e outras grandes instalações. O objetivo primordial dessa medida era limitar a ocorrência de apagões generalizados no Texas, um estado já historicamente vulnerável a interrupções de energia durante eventos climáticos extremos. A estratégia visava garantir a estabilidade da rede elétrica em um momento crítico.

Ainda no domingo, o Departamento de Energia publicou uma nova ordem emergencial, desta vez autorizando o operador de rede PJM Interconnection a operar recursos específicos na região do meio-Atlântico. Esta autorização permitiu que a PJM operasse independentemente de limites impostos por leis estaduais ou licenças ambientais, uma medida extraordinária para garantir o fornecimento de energia em uma área populosa. Tais ações sublinham a preocupação das autoridades em manter a infraestrutura crítica funcionando sob as condições adversas da tempestade.

Alertas Meteorológicos e Impacto Aéreo

O Serviço Nacional de Meteorologia alertou para uma “tempestade de inverno incomumente ampla e prolongada”, que tinha previsão de provocar um acúmulo intenso e generalizado de gelo no Sudeste dos EUA. Os meteorologistas previam “impactos severos a localmente catastróficos” nesta região, alertando para os perigos do gelo nas estradas, árvores e linhas de energia. Além disso, esperava-se que temperaturas recordes de frio e sensação térmica perigosamente baixa avançassem ainda mais sobre a região das Grandes Planícies até segunda-feira. Para mais detalhes sobre alertas meteorológicos nos EUA, consulte o site oficial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).

Tempestade de Inverno nos EUA Causa Apagões e Voos Cancelados - Imagem do artigo original

Imagem: Michael Nagle via valor.globo.com

O impacto nos transportes aéreos foi igualmente drástico. Mais de 10.100 voos programados para domingo foram cancelados nos EUA, de acordo com dados do site FlightAware. Este número se somou aos mais de 4 mil voos que já haviam sido cancelados no sábado. O cenário resultou em milhares de passageiros com planos de viagem interrompidos e aeroportos lotados, com companhias aéreas e operadores de rede correndo para mitigar os efeitos da tempestade.

As principais companhias aéreas dos EUA emitiram comunicados alertando os passageiros para ficarem atentos a mudanças abruptas em seus voos e a possíveis novos cancelamentos. A Delta Air Lines, por exemplo, ajustou sua malha no sábado, com cancelamentos adicionais pela manhã em Atlanta e ao longo da Costa Leste, incluindo Boston e Nova York. A empresa informou que deslocaria equipes especializadas de seus hubs de clima frio para apoiar operações de degelo e bagagem em vários aeroportos do sul do país, onde a infraestrutura para gelo é menos comum.

A JetBlue, por sua vez, anunciou que, até a manhã de sábado, havia cancelado cerca de mil voos com previsão de ocorrerem até a segunda-feira, antecipando a extensão do impacto da tempestade. A United Airlines também tomou medidas preventivas, cancelando proativamente alguns voos nas regiões com as piores condições climáticas esperadas. Paralelamente, os operadores da rede elétrica dos EUA intensificaram suas precauções no sábado para evitar a ocorrência de apagões rotativos, que poderiam afetar ainda mais a população e a economia.

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Em suma, a tempestade de inverno nos Estados Unidos demonstrou a sua capacidade de gerar interrupções em larga escala no fornecimento de energia e nos transportes aéreos. Com centenas de milhares de pessoas afetadas por apagões e dezenas de milhares de voos cancelados, a resposta coordenada de agências governamentais e empresas privadas foi crucial para gerenciar a crise. Para acompanhar mais notícias sobre eventos climáticos e seus desdobramentos, continue navegando em nosso portal e explore a editoria de Notícias Gerais.

Crédito da imagem: Reuters

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