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Vini Jr. Antirracismo: Além do Campo, Ícone Global de Luta

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A trajetória de Vini Jr. antirracismo transcende as quatro linhas do campo, posicionando o jogador como uma voz fundamental na incessante batalha contra a discriminação. O mais recente episódio, envolvendo o atleta brasileiro e o argentino Gianluca Prestianni durante uma partida da Champions League em Lisboa, reacende o debate sobre a seriedade das ofensas racistas e homofóbicas no esporte, impulsionando Vinicius Junior a potencialmente extrapolar a esfera esportiva em sua atuação.

A investigação conduzida pela UEFA, órgão máximo do futebol europeu, é aguardada com expectativa para determinar as responsabilidades no caso. Conforme relatos, o craque Vinicius Junior, de 25 anos, acusa Gianluca Prestianni, de 20, de tê-lo chamado de “macaco” (mono, em espanhol) no confronto entre Benfica e Real Madrid. A situação exige um julgamento equânime, onde tanto a acusação quanto a defesa sejam devidamente apresentadas e analisadas.

Vini Jr. Antirracismo: Além do Campo, Ícone Global de Luta

As evidências visuais disponíveis registram Prestianni com a camisa cobrindo a boca enquanto se dirigia a Vini Jr., enquanto vídeos capturam o jogador do Real Madrid se dirigindo ao árbitro para formalizar sua reclamação. A relevância do incidente é amplificada pela cor da pele dos envolvidos: Vini Jr. é negro, e Prestianni é branco. Kylian Mbappé, colega de equipe de Vinicius Junior e campeão mundial pela França em 2018, reforçou a acusação, afirmando ter ouvido Prestianni proferir a ofensa “mono” por cinco vezes.

A partida chegou a ser interrompida por dez minutos, em conformidade com o protocolo estabelecido pela UEFA para tais situações. Contudo, a decisão de continuar o jogo foi mantida, e o Real Madrid não optou por abandonar o campo, uma vez que o próprio Vini Jr. não manifestou esse desejo. A retirada de uma equipe de campo pode acarretar severas sanções ao clube, visto que a prerrogativa de encerrar uma partida cabe exclusivamente ao árbitro.

No pós-jogo, Prestianni negou veementemente ter proferido qualquer insulto racial. Sua defesa argumenta que houve uma má interpretação de suas palavras, sugerindo que a ofensa teria sido “maricón” (maricas), uma acusação de homofobia, e que essa versão já teria sido registrada na investigação da UEFA. Mesmo que a alegação de Prestianni se confirme, a natureza da ofensa não atenua a gravidade do ato, apenas altera o foco da discriminação de raça para orientação sexual. Ambas as ofensas representam um ataque à dignidade humana e são inaceitáveis.

Gianluca Prestianni enfrenta, ou deveria enfrentar, sérias consequências. O regulamento disciplinar da UEFA estabelece que ofensas racistas ou homofóbicas, em competições europeias, podem resultar em uma suspensão de no mínimo dez jogos. A batalha jurídica em curso reflete os interesses dos clubes: o Benfica busca proteger seu jogador como um ativo financeiro, o que explica sua defesa e a alegação de uma “campanha difamatória”, enquanto o Real Madrid, que tem Vini Jr. como seu valioso ativo, pleiteia a condenação de Prestianni.

O julgamento da UEFA levará em consideração os testemunhos das partes envolvidas e as imagens capturadas. Em uma análise técnica e fria, as imagens por si só não permitem uma conclusão definitiva sobre o conteúdo exato das palavras proferidas, dada a ausência de áudio. A dependência de testemunhos, que podem divergir entre as versões de Vini Jr. e Prestianni, torna o processo complexo. Para mais informações sobre as diretrizes da entidade, consulte as políticas antirracismo da UEFA.

É crucial notar a existência de um precedente significativo na alçada da UEFA. Em 2021, durante uma partida da Liga Europa entre Glasgow Rangers e Slavia Praga, o finlandês Glen Kamara, jogador negro, acusou o tcheco Ondrej Kúdela, branco, de tê-lo chamado de “macaco de merda”. Kúdela negou a ofensa racial, admitindo apenas um insulto genérico. Após cerca de um mês de tramitação interna, a UEFA, baseada em testemunhos e no contexto do ocorrido, suspendeu Kúdela por dez partidas.

Vini Jr. Antirracismo: Além do Campo, Ícone Global de Luta - Imagem do artigo original

Imagem: www1.folha.uol.com.br

Embora o caso Kamara-Kúdela possa servir como um parâmetro disciplinar, não há garantia de que será aplicado de forma idêntica. A expectativa é de que o veredicto final possa ter um viés político, especialmente pela falta de provas “escancaradas” como áudio. Dado o considerável peso político e econômico do Real Madrid em comparação com o Benfica, é plausível que Prestianni venha a receber uma sanção semelhante, como a suspensão de dez jogos.

Caso a investigação conclua pela culpa de Prestianni, é fundamental que o caso não se encerre no âmbito esportivo. A gravidade de uma atitude racista, ou mesmo homofóbica, demanda mais. Espera-se que Vinicius Junior, consolidado como um símbolo global do combate ao racismo, demonstre ainda mais coragem e prossiga com ações nas esferas cível e criminal em Portugal. O país onde o episódio ocorreu é o foro competente, e a legislação portuguesa tipifica tanto o racismo quanto a homofobia como crimes, passíveis de multa e até mesmo pena de prisão.

Dar esse passo representa um ato de bravura, exigindo de Vini Jr. uma persistência além das expectativas. O jogador já demonstrou resiliência e coragem em sua postura contra a desumanização de pessoas negras. É esperado que ele não recue e continue a amplificar sua voz de protesto, utilizando sua plataforma para promover mudanças sociais mais amplas e duradouras.

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Este incidente em Lisboa reforça a importância da vigilância e do rigor contra todas as formas de preconceito no esporte e na sociedade. A atuação de Vini Jr. vai muito além do futebol, servindo como um catalisador para discussões essenciais sobre justiça e igualdade. Acompanhe mais análises e notícias sobre o esporte e seus impactos sociais em nossa editoria Esporte.

Crédito da imagem: Filipe Amorim – 17.fev.26 / AFP

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