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Moedas no Corpo de Empresária Morta: Mitologia e Crueldade

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A investigação do caso da empresária morta em São Vicente, Bárbara Denise Folha de Oliveira, de 34 anos, ganhou contornos inusitados com o depoimento do suspeito. Ele alegou à polícia que as moedas encontradas sobre e dentro do corpo da vítima seriam uma alusão ao “barqueiro” da mitologia grega, uma figura responsável por conduzir as almas ao mundo espiritual. Outras moedas, ele justificou, estariam relacionadas a conversas prévias sobre dinheiro com a empresária, conforme detalhado pelo delegado encarregado do inquérito policial.

Bárbara Denise Folha de Oliveira, residente no bairro Humaitá, em São Vicente, onde mantinha suas atividades empresariais, foi encontrada sem vida em seu apartamento, localizado no bairro Samaritá. A Polícia Civil, desde o primeiro momento, chamou a atenção para a cena do crime, que se apresentava de maneira atípica. Diferente de muitos homicídios, não foram observados os clássicos sinais de luta corporal ou qualquer desordem no ambiente, indicando que o local poderia ter sido preparado após o ocorrido.

Moedas no Corpo de Empresária Morta: Mitologia e Crueldade

A disposição do corpo e dos objetos no apartamento fugia completamente ao padrão usual de cenas de homicídio. O delegado Rogério Pezzuol, da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de São Vicente, relatou que os investigadores encontraram moedas não apenas nos olhos da vítima, mas também na boca e dentro das cavidades oculares, além de outras em partes íntimas. Havia ainda um cigarro de maconha na mão da empresária e diversas garrafas de bebidas espalhadas ao redor do corpo, compondo um cenário peculiar e perturbador. Essa ausência de vestígios de confronto reforçou a tese de que a cena havia sido minuciosamente encenada pelo agressor.

O suspeito tentou justificar a presença das moedas nos olhos da vítima com referências à mitologia greco-romana, citando o ritual de passagem. Segundo essa crença, Caronte, o barqueiro das almas, exige moedas como pagamento para transportar os mortos para o mundo espiritual. No entanto, a Polícia Civil descartou prontamente qualquer vínculo com rituais religiosos, seitas ou práticas organizadas, interpretando a explicação do acusado como uma tentativa pessoal de justificativa para seus atos.

O delegado Pezzuol enfatizou que, apesar da menção mitológica, a maneira como as moedas foram introduzidas no corpo de Bárbara vai além de um mero simbolismo. Tradicionalmente, as moedas são apenas colocadas sobre os olhos dos falecidos. Contudo, o suspeito as enfiou nas cavidades oculares, um ato que, para a polícia, denota uma crueldade extrema e uma intenção deliberada de vilipendiar o corpo da vítima. A justificativa do agressor, portanto, não altera a natureza brutal do crime, nem o caracteriza como um ritual.

Em seu depoimento, o autor do crime revelou que o gesto de colocar moedas na boca e em partes íntimas de Bárbara Denise era uma forma de vingança. Ele alegou que as falas da empresária sobre não desejar um relacionamento com ele ou com outros homens motivaram essa ação. A polícia interpreta esse comportamento como uma clara expressão de rancor e um desejo de vingança, reforçando a intencionalidade de humilhação e crueldade por parte do suspeito.

Moedas no Corpo de Empresária Morta: Mitologia e Crueldade - Imagem do artigo original

Imagem: noticias.uol.com.br

A investigação agora aguarda o laudo necroscópico, que será fundamental para determinar se outros crimes, além do feminicídio, poderão ser imputados ao acusado. A Polícia Civil analisa a possibilidade de ter havido tortura antes da morte da empresária ou vilipêndio de cadáver. Esses elementos adicionais podem agravar ainda mais a situação penal do suspeito.

O investigado possui um histórico criminal e já havia sido condenado anteriormente a 19 anos de prisão por roubo e porte ilegal de arma, estando em liberdade condicional no momento do crime. A pena máxima para casos como este pode chegar a 40 anos, com acréscimo de um terço devido à asfixia, e outras acusações podem se somar. O delegado Pezzuol levantou questionamentos sobre a fiscalização de condenados beneficiados pelo regime de liberdade condicional, especialmente considerando o histórico de mau comportamento carcerário do suspeito, que levanta dúvidas sobre o controle e a eficácia do sistema.

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O caso da empresária Bárbara Denise Folha de Oliveira, marcado pela brutalidade e pela justificativa incomum do suspeito, continua sob rigorosa apuração em São Vicente. A combinação de mitologia e crueldade na cena do crime destaca a complexidade da investigação e a necessidade de elucidação completa dos fatos para que a justiça seja feita, bem como reforça a discussão sobre a fiscalização do sistema penal. Para mais notícias sobre investigações e casos criminais no Brasil, continue acompanhando nossa editoria de Cidades.

Crédito da imagem: Reprodução/Redes Sociais

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