Magalu Inova: Marketplace Vira ‘Brandplace’ com Marcas

Economia

O Magalu inova: Marketplace Vira ‘Brandplace’ com Marcas ao intensificar a entrada de renomadas grifes em sua plataforma de vendas, redefinindo sua estratégia de e-commerce. A varejista está transformando a percepção de seu ambiente de marketplace, visando uma expansão qualificada da oferta de produtos. Marcas como Tramontina, Westwing e Lacoste são exemplos recentes dessa nova abordagem, integrando-se à plataforma da gigante do varejo.

Essa mudança estratégica vai além de uma simples adição de produtos. Internamente, o Magalu passa a referir-se à sua plataforma como “brandplace”, refletindo a confiança já estabelecida com consumidores e fornecedores. A decisão sublinha a percepção de que a empresa é vista como um espaço de compras com alta credibilidade no mercado.

A trajetória de confiança construída pela Magazine Luiza junto aos seus clientes é um pilar fundamental para esta evolução. “O cliente, quando vai trocar uma geladeira, comprar um iPhone novo ou mobiliar sua casa, historicamente confia no Magazine Luiza. Isso nos fez desenvolver um ótimo relacionamento com as marcas”, afirma Ricardo Garrido, diretor do marketplace da companhia. É essa base sólida que impulsiona o projeto do

Magalu Inova: Marketplace Vira ‘Brandplace’ com Marcas

, focando em categorias complementares às já consolidadas na plataforma digital.

Estratégia de Expansão e Desafios da Concorrência

As categorias de produtos mais procuradas no site do Magalu incluem telefonia celular, eletrodomésticos, móveis e eletrônicos em geral. A expansão visa agora incluir um maior número de marcas tradicionais em segmentos correlacionados ao lar, como utilidades domésticas, supermercado, beleza e suplementos. Este movimento estratégico busca fortalecer a qualidade da oferta em vez de competir em volume.

Ricardo Garrido explica que a empresa não pretende entrar na “briga” por tickets mais baixos, que registrou uma grande aceleração de concorrência e ofertas de frete grátis nos últimos 12 meses. “Não queremos entrar nessa briga. Não queremos entrar na estratégia de crescer em volume a qualquer preço. Estamos mais focados em crescer em qualidade”, ressalta o diretor, sublinhando a diferenciação do Magalu brandplace.

Essa postura reflete-se nos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), quando o Magalu observou uma queda de 11,7% nas vendas via marketplace. A retração foi diretamente atribuída à intensa concorrência nos produtos de menor custo. Contudo, Garrido destaca que “nas categorias maiores e nas grandes marcas, mantivemos nossa posição competitiva”, reforçando a pertinência da estratégia de atrair parceiros de maior porte.

Atração de Grandes Marcas e Incentivos para Parceiros

Para seduzir parceiros de maior calibre, o Magalu dedicou parte do último ano a aprimorar a experiência de uso de seu site e a simplificar a integração dos sistemas dos vendedores ao seu marketplace. “Uma das principais expectativas do vendedor é ter pouco trabalho operacional ao entrar em um novo marketplace”, explica Garrido.

Além da facilidade operacional, a varejista também investe em incentivos de venda, como a oferta de datas promocionais. Um exemplo concreto é a redução da comissão para parceiros, que diminuiu de 18% para 9,9%. Adicionalmente, o Magalu tem concedido cupons para as primeiras vendas de parceiros recém-chegados em seu marketplace Magalu, visando acelerar o engajamento e as primeiras transações.

O professor da ESPM, Alexandre Marquesi, enfatiza a importância de um bom atendimento aos parceiros: “Se o parceiro não estiver bem atendido, com comissão, logística, operação, ele fica com uma lacuna de mix”. Um catálogo mais diversificado, impulsionado pela atração de mais vendedores, é crucial para ganhos de margem no varejo e para o sucesso do conceito de Magalu brandplace.

Crescimento do E-commerce e o Papel do Magalu

Aumentar o número de vendedores terceiros nos marketplaces tornou-se uma estratégia central para as empresas do varejo online. Um portfólio de produtos mais extenso atrai um volume maior de compradores para as plataformas, gerando tráfego e potencializando as vendas.

Este cenário ganha ainda mais relevância com o crescente protagonismo do e-commerce para o varejo em geral. Dados de uma pesquisa da Nielsen de 2024 revelam que o comércio eletrônico foi o canal com maior crescimento no varejo brasileiro, registrando um aumento de 19,1% no faturamento, alcançando a marca de R$ 371,4 bilhões. Para mais informações sobre o crescimento do setor, consulte o portal E-commerce Brasil.

No contexto do Magazine Luiza, o e-commerce já responde por uma fatia significativa de suas operações, representando 69% do faturamento total de R$ 65 bilhões registrado pela companhia em 2025. Desse montante online, o marketplace contribui com 39% das vendas, evidenciando a importância estratégica do Magalu brandplace para o futuro da varejista.

Confira também: Investir em Imóveis na Região dos Lagos

Em resumo, a transição do Magazine Luiza para o modelo “brandplace” é uma resposta estratégica às dinâmicas do mercado, focando na qualidade, confiança e na atração de grandes marcas para solidificar sua posição competitiva. Esta iniciativa reforça a importância do e-commerce e da diversificação de ofertas para o crescimento sustentável no varejo brasileiro. Para se manter atualizado sobre as últimas movimentações do setor e análises aprofundadas sobre o mercado, explore nossa editoria de Economia.

Crédito da imagem: Divulgação

Deixe um comentário