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Bruna Biondi Nega Universalização de Medicamentos em SCS

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Bruna Biondi (PSOL), vereadora em São Caetano do Sul (SCS), fez questão de esclarecer sua posição a respeito da política de distribuição de medicamentos em SCS, negando categoricamente qualquer intenção de universalizar o acesso a fármacos de maneira indiscriminada para a população em geral, especialmente para não residentes. A declaração da parlamentar surgiu como resposta a comentários proferidos pelo vereador César Oliva (PSD) durante uma recente Audiência Municipal da Saúde, onde a vereadora foi alvo de sugestões sobre uma suposta proposta de ampla e irrestrita distribuição de medicamentos.

A origem da controvérsia, conforme explicou Bruna Biondi, remonta a um debate na referida Audiência Municipal da Saúde. Naquele momento, a psolista estava detalhando um caso específico: o de uma servidora pública municipal que atua na área da educação em São Caetano do Sul, mas que reside em Santo André. Essa servidora, que possuía cadastro devidamente garantido para acesso à Saúde Municipal, estava enfrentando a negação de um medicamento essencial para sua filha na rede pública local. Foi neste cenário que o vereador César Oliva interveio com a afirmação pública sobre a alegada intenção de universalizar a distribuição de remédios.

Reagindo diretamente às declarações de seu colega parlamentar, Bruna Biondi reiterou a clareza de sua proposta e os limites de sua atuação. Ela enfatizou que em nenhum momento defendeu a universalização da distribuição de fármacos na cidade, desfazendo a interpretação que foi atribuída à sua fala. A vereadora sugeriu, inclusive, que as colocações de César Oliva podem refletir um desconhecimento dos mecanismos e fluxos que regem o sistema público de saúde.

Bruna Biondi Nega Universalização de Medicamentos em SCS

“A partir disso, acho que foram essas palavras que ele utilizou, que eu tenho a intenção de distribuir os medicamentos da nossa cidade para moradores de fora. Contudo, acredito que essa afirmação do vereador é de quem desconhece o fluxo do Sistema Único de Saúde”, ponderou a vereadora, citando as palavras de Oliva e sua própria análise da situação. A parlamentar ressaltou que a discussão sobre a distribuição de medicamentos de São Caetano para outras cidades não estava na pauta oficial do dia da audiência e que a forma como foi abordada pelo peessedista soou “banal”, criando uma impressão distorcida, “quase que a gente vai fazer um dia de distribuição para que as pessoas que são de fora venham e peguem medicamentos”, pontuou ela, ilustrando o absurdo da ideia.

Ainda explorando a complexidade da questão dos “moradores de fora”, Bruna Biondi expressou sua perspectiva sobre como o tratamento deve ser estendido a indivíduos que, embora não tenham residência fixa em São Caetano do Sul, contribuem significativamente para o município por meio de seu trabalho diário. Ela defende que estas pessoas, devido à sua rotina e contribuição, deveriam ter seus direitos à saúde garantidos em determinadas situações dentro da rede pública local.

A parlamentar utilizou o caso da servidora de educação para ilustrar seu ponto de vista: “Se uma pessoa trabalha, passa o dia inteiro aqui, volta para sua cidade em um horário em que as UBSs – Unidades Básicas de Saúde – não estão mais abertas, por exemplo, no caso da servidora que mora em Santo André, se não me engano, ela tem que ter a garantia do direito de, por exemplo, se é servidora, se trabalha numa empresa privada, e está se sentindo mal, que passe na UBS”, propôs Bruna Biondi. A argumentação da vereadora foca na necessidade de flexibilidade e no reconhecimento de que a vida das pessoas que trabalham na cidade não se encerra nos limites territoriais do município ao fim do expediente, exigindo um olhar mais abrangente para a assistência à saúde.

Concluindo sua manifestação, a vereadora também fez questão de esclarecer a procedência dos medicamentos distribuídos pela rede pública. Bruna Biondi afirmou categoricamente que a maior parte dos fármacos provém de esferas governamentais superiores, ou seja, dos governos estadual e federal. Dessa forma, a sugestão de uma distribuição indiscriminada de medicamentos em São Caetano do Sul seria, segundo ela, uma inverdade. “É mentira isso, como se a gente fosse fazer uma campanha de quem é das outras cidades, de que aqui está liberado, venha pegar medicamento, até porque algo precisa ser dito: a compra dos medicamentos para os municípios, em grande maioria, é feita pelo governo Federal e pelo governo Estadual”, finalizou a psolista, enfatizando a responsabilidade dos entes federativos na aquisição e provisão desses insumos essenciais. Para entender melhor os princípios e a estrutura da saúde pública no Brasil, é recomendável consultar o portal oficial do Sistema Único de Saúde (SUS).

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A clareza nas declarações de Bruna Biondi busca mitigar mal-entendidos e garantir que o debate sobre a política de saúde em São Caetano do Sul seja pautado em informações precisas e no funcionamento real do sistema. O episódio ressalta a importância de um diálogo transparente e fundamentado entre os representantes públicos para evitar distorções que possam impactar a percepção da população e a eficácia das ações governamentais. Para continuar acompanhando os desdobramentos da política local e outros temas relevantes, convidamos você a explorar mais conteúdos em nossa editoria de Política.

Crédito da imagem: CELSO M. RODRIGUES

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