A 16ª edição do Festival de Cinema de Futebol (Cinefoot) consagrou o longa-metragem “Copinha”, dirigido por Joaquim Salles, com o prêmio de Melhor Filme da mostra competitiva internacional. A obra destaca a inspiradora trajetória do Esporte Clube Macapá na Copa São Paulo de Futebol Júnior, um evento marcante no cenário do futebol de base.
O prestigiado diretor Joaquim Salles, membro de uma notória linhagem no cenário cinematográfico brasileiro, é sobrinho de Walter Salles, cineasta laureado com o Oscar por “Ainda Estou Aqui”, e filho do renomado documentarista João Moreira Salles. Essa herança familiar de excelência e reconhecimento global adiciona uma camada de prestígio ao seu trabalho e à narrativa cinematográfica explorada em “Copinha”.
A exibição dos filmes da edição recentemente concluída do festival ocorreu gratuitamente em quatro salas distintas no Rio de Janeiro, entre a quinta-feira, 6 de agosto de 2026, e a terça-feira, 11 de agosto de 2026. Simultaneamente, o Museu do Futebol, em São Paulo, acolheu as projeções entre a sexta-feira, 7 de agosto de 2026, e a segunda-feira, 10 de agosto de 2026, permitindo um amplo acesso ao público apaixonado por futebol e cinema. O festival, por meio de seu formato acessível, reforçou seu compromisso com a democratização da cultura cinematográfica e esportiva.
Cinefoot Premia Filme de Joaquim Salles Sobre Copinha do Macapá
O filme “Copinha” mergulha na saga do Esporte Clube Macapá, representante da capital amapaense, durante a edição de 2024 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, conhecido popularmente como Copinha, o mais significativo torneio de futebol sub-20 do planeta. A narrativa do longa-metragem foca na árdua batalha por visibilidade e reconhecimento enfrentada por jovens talentos que se encontram distantes dos grandes centros e holofotes da modalidade no Brasil, oferecendo um olhar sensível sobre os desafios e sonhos desses atletas.
A produção de Joaquim Salles se destacou entre a concorrência internacional, superando filmes vindos da Argentina, Espanha e Reino Unido. O reconhecimento de “Copinha” como Melhor Filme foi definido por meio do voto popular, um indicativo da forte conexão e ressonância que a história do Esporte Clube Macapá e seus jovens atletas gerou junto ao público do festival.
Naquela edição da Copa São Paulo, o time do Macapá teve um desempenho notável na fase de grupos. A equipe conseguiu uma vitória crucial contra o Potyguar Seridoense-RN e alcançou empates em confrontos desafiadores contra o Flamengo de Guarulhos (SP), que atuava como anfitrião do Grupo 29, e o tradicional Vasco da Gama. Com essa performance, o clube amapaense garantiu a classificação para a fase seguinte em segundo lugar em sua chave, demonstrando garra e talento, sendo posteriormente eliminado pelo Ibrachina, um clube da capital paulista amplamente reconhecido por seu forte trabalho nas categorias de base.
Outros Destaques do 16º Cinefoot: Curta-Metragem, Troféus João Saldanha e Museu da Pelada
Além do prêmio principal, a 16ª edição do Cinefoot celebrou outras produções notáveis. Na categoria de Melhor Curta-Metragem da mostra competitiva internacional, a vitória foi de “Camisa 9”, dirigido por Guilherme Baptista. Este curta-metragem explora a influência transformadora de três jornalistas negros da família Baptista – Orlando, Luiz Orlando e Oswaldo – que revolucionaram a cobertura e o debate sobre futebol na televisão brasileira nos anos 1980. Eles introduziram uma perspectiva inovadora, marcada por irreverência e representatividade nas famosas mesas-redondas esportivas, alterando paradigmas da época e enriquecendo o diálogo sobre o esporte.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
O prestigiado Troféu João Saldanha, que honra obras que ressaltam os aspectos humanos, libertários e democráticos do futebol, foi concedido ao documentário “Coligay”. Dirigido por Guto Franco e Murilo Megale, o filme narra a história da formação de uma torcida do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense que se tornou um marco ao ser a primeira torcida 100% gay do Brasil. Emergindo em um contexto de ditadura militar, a criação da “Coligay” foi um ato de coragem, representatividade e afirmação da diversidade dentro do ambiente futebolístico.
Por fim, o Troféu Museu da Pelada laureou “Várzea”, um documentário sob a direção de D’Andrade. Esta produção cinematográfica resgata memórias vívidas do futebol amador, tradicionalmente praticado em campos de terra batida, conhecido popularmente como “várzea”. O filme aborda a crescente preocupação com o desaparecimento desses espaços, que são fundamentais para a cultura esportiva local, servindo como berço de talentos e ponto de encontro comunitário, e convida à reflexão sobre a preservação desse patrimônio cultural.
O Festival de Cinema de Futebol, ou Cinefoot, continua a ser um evento vital para a cultura brasileira, destacando a profunda intersecção entre esporte e arte. Sua capacidade de exibir e premiar obras que abordam o futebol de diferentes perspectivas, incluindo histórias de superação, representatividade e questões sociais, contribui significativamente para a memória e o debate nacional sobre o tema. Para mais informações sobre o fomento e a regulamentação da produção audiovisual no país, a Agência Nacional do Cinema (ANCINE) oferece dados e diretrizes importantes sobre o setor.
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A 16ª edição do Cinefoot demonstrou mais uma vez a riqueza do cinema esportivo brasileiro e internacional, com filmes que não apenas entretêm, mas inspiram e provocam reflexão sobre a paixão nacional e suas diversas facetas sociais. Para ficar por dentro das últimas notícias e análises sobre o universo esportivo e cultural, convidamos você a continuar acompanhando a editoria de Esporte em nosso portal.
Crédito da imagem: Divulgação/Cinefoot







