TÍTULO: Advogado de Trump Critica Moraes Após Prisão de Bolsonaro
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META DESCRIÇÃO: Advogado de Trump, Martin De Luca, critica Alexandre de Moraes e classifica a prisão de Jair Bolsonaro como “insulto” após flexibilização de tarifas dos EUA.
O advogado de Trump, Martin De Luca, expressou forte desaprovação à prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã de sábado, classificando a medida como um “insulto” direto ao presidente americano, Donald Trump, e ao secretário de Estado, Marco Rubio. De Luca, que representa as empresas Rumple e Trump Media, manifestou-se por meio de suas redes sociais, destacando a coincidência da prisão com a recente flexibilização de tarifas americanas sobre produtos brasileiros.
A decisão de prender Bolsonaro, solicitada pela Polícia Federal e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou a reação imediata do advogado. Segundo De Luca, a ação de Moraes “elevou essa caça às bruxas a um nível completamente novo”, vindo logo após o governo americano ter retirado as tarifas de 40% que afetavam produtos brasileiros. Ele reiterou que é “difícil imaginar um insulto mais gratuito ao presidente Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio”, dado o contexto diplomático.
Advogado de Trump Critica Moraes Após Prisão de Bolsonaro
A flexibilização das tarifas, originalmente impostas em parte devido à “Caça às bruxas a Jair Bolsonaro”, conforme citado por De Luca, representava um avanço nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Na quinta-feira anterior à prisão, a Casa Branca havia anunciado a retirada da tarifa adicional de 40% sobre diversos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Entre os itens beneficiados estavam carne bovina, café, petróleo bruto, gás natural, querosene, minério de ferro, produtos químicos e aeronáuticos, entre outros.
Com a eliminação dessa “taxa punitiva”, que havia sido imposta por Donald Trump após críticas ao julgamento de Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado, as alíquotas de importação retornaram aos patamares praticados antes do início da guerra comercial deflagrada pelo presidente americano. Esta medida foi publicada pela Casa Branca seguindo uma série de diálogos de alto nível entre as nações.
A decisão de retirar as tarifas foi o resultado de uma conversa por videoconferência entre Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida em 6 de outubro. Naquele encontro, ambos os líderes concordaram em iniciar negociações para uma mútua redução das tarifas impostas pelo Brasil aos EUA. Dias depois, o diálogo avançou com um encontro presencial entre os dois presidentes na Malásia, que visava dar continuidade às discussões bilaterais. Posteriormente, o tema foi novamente debatido em reuniões entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, demonstrando um esforço diplomático conjunto para aprimorar as relações comerciais.
Em sua publicação de sábado, Martin De Luca também teceu severas críticas a um trecho específico da decisão de Moraes. O ministro havia sugerido que Bolsonaro estaria planejando buscar refúgio em embaixadas próximas à sua residência em Brasília, incluindo a dos Estados Unidos, para solicitar asilo ao governo americano. O advogado de Trump reagiu enfaticamente a essa alegação.
“Moraes argumentou literalmente que, como Bolsonaro mora a uma curta distância de carro da Embaixada Americana, ele poderia tentar fugir para lá. Como se os Estados Unidos, que sancionaram Moraes por violações de direitos humanos, fossem contrabandeá-lo para fora do Brasil”, ironizou De Luca. Ele foi além, acusando o ministro de “acabar” com os esforços diplomáticos do governo Lula, sugerindo que a ação prejudicava a boa-fé nas relações internacionais estabelecidas recentemente.

Imagem: valor.globo.com
A prisão de Jair Bolsonaro ocorreu na manhã de sábado, motivada por indícios de uma possível tentativa de fuga. O ex-presidente estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, data em que começou a descumprir medidas cautelares que o proibiam de utilizar redes sociais, mesmo por intermédio de terceiros. A decisão de Moraes e a subsequente prisão geraram grande repercussão nos cenários político e jurídico nacional e internacional. Para mais informações sobre o contexto das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, você pode consultar fontes como Valor Econômico, que frequentemente cobre essas pautas.
Ao ser questionado sobre o ocorrido mais cedo na Casa Branca, o presidente americano, Donald Trump, declarou que não tinha conhecimento da prisão de Bolsonaro e lamentou a notícia. “Eu não sei de nada sobre isso. Não ouvi falar. Foi o que aconteceu? É uma pena”, afirmou Trump, expressando uma reação inicial de surpresa e desapontamento. Até o momento, a Casa Branca não se manifestou oficialmente sobre a prisão do ex-presidente brasileiro.
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A crítica do advogado Martin De Luca à decisão do ministro Alexandre de Moraes em prender Jair Bolsonaro sublinha as complexas intersecções entre política interna e relações diplomáticas, especialmente no contexto de recentes avanços comerciais entre Brasil e EUA. A situação, agravada pela alegação de possível fuga e a resposta de Donald Trump, reforça a necessidade de acompanhar de perto os desdobramentos. Para continuar informado sobre os principais acontecimentos na política e economia, visite nossa editoria de Política.
Donald Trump Foto: Casa Branca







