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Segurança em Exames de Imagem: Medo da Radiação Afasta Pacientes

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O medo da radiação em exames de imagem tem se tornado uma preocupação crescente entre pacientes, embora esses procedimentos sejam vitais para a detecção, diagnóstico e acompanhamento de diversas patologias. A apreensão é compreensível, considerando que a radiação frequentemente é associada a eventos históricos de grande impacto, como as detonações nucleares em Hiroshima e Nagasaki, o desastre de Chernobyl e, mais próximo da realidade brasileira, o incidente com Césio-137 em Goiânia, há quase quatro décadas. Tais acontecimentos imprimiram na consciência coletiva uma visão de perigo intrínseco à exposição radioativa.

Ainda assim, a medicina moderna incorporou exames de imagem e terapias guiadas por radiação como componentes indispensáveis da rotina clínica. Anualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) efetua mais de 100 milhões de exames diagnósticos que empregam radiação ionizante. Quando somados aos procedimentos realizados na esfera privada, esse montante ascende a 168 milhões de exames por ano, conforme dados levantados pelo Atlas da Radiologia no Brasil. O que muitos desconhecem é o salto tecnológico significativo na área, com equipamentos contemporâneos capazes de gerar imagens de alta precisão utilizando doses de radiação consideravelmente menores do que as aplicadas no passado.

Segurança em Exames de Imagem: Medo da Radiação Afasta Pacientes

Nos primórdios da radiologia, entre o final do século XIX e início do século XX, os riscos eram de fato substanciais. A ausência de conhecimento sobre os efeitos da radiação ionizante levava cientistas e profissionais de saúde a se exporem a altas doses sem proteção adequada, resultando em graves consequências como queimaduras, amputações e, em alguns casos, óbitos por câncer. Contudo, desde então, o cenário transformou-se radicalmente. Houve uma profunda evolução tanto nos sistemas de proteção para pacientes e profissionais quanto no desenvolvimento dos próprios equipamentos, incorporando até mesmo inteligência artificial para otimizar os processos.

A tomografia computadorizada, por exemplo, é um dos exames que expõem o paciente à maior quantidade de radiação. Entretanto, ao longo das últimas décadas, os dispositivos tornaram-se notavelmente mais eficazes na captação de imagens e, crucialmente, reduziram drasticamente o tempo de exposição. Atualmente, os aparelhos modernos são equipados com algoritmos avançados que ajustam a dosagem de radiação de forma personalizada, considerando a anatomia específica de cada paciente, garantindo a menor dose possível para um diagnóstico preciso.

Além das inovações tecnológicas, os protocolos de segurança e proteção também sofreram aprimoramentos significativos. Hoje, nenhum exame que utilize radiação pode ser conduzido sem uma justificativa médica robusta, que demonstre que o benefício do diagnóstico sobrepõe-se ao risco da exposição, por mais mínima que seja. Este princípio é conhecido como ALARA (As Low As Reasonably Achievable), ou seja, a dose deve ser tão baixa quanto racionalmente exequível, maximizando a segurança do paciente.

A dosagem de radiação é criteriosamente calculada em função do peso e altura do paciente, sendo reduzida de maneira expressiva em exames realizados em crianças. Este cuidado é fundamental, uma vez que as células infantis se multiplicam com maior rapidez e são mais sensíveis, estando mais suscetíveis a danos severos. Os trabalhadores da saúde, incluindo técnicos e médicos, também desfrutam de proteção, com um limite máximo de radiação acumulada permitido anualmente, assegurando sua segurança ocupacional.

Pacientes têm o direito e o dever de questionar seus médicos a respeito dos exames solicitados. É fundamental buscar informações sobre a real necessidade do procedimento naquele momento, os benefícios que ele pode trazer ao tratamento, as medidas de proteção que serão empregadas e, se houver, as alternativas que não utilizam radiação. Vale ressaltar que ultrassonografia e ressonância magnética, por não empregarem radiação, não representam risco desse tipo. Em casos de gestantes que necessitem de tomografia na região abdominal ou pélvica, o médico deve seguir protocolos de proteção máxima para salvaguardar a saúde da mãe e do feto.

É imprescindível compreender que os exames de imagem são ferramentas diagnósticas absolutamente essenciais para guiar tratamentos e jamais devem ser negligenciados por receio. Os protocolos e equipamentos contemporâneos proporcionam um ambiente seguro para todos os pacientes, permitindo diagnósticos precisos e intervenções médicas eficazes. Para mais informações sobre a segurança na área de radiologia, consulte o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), uma fonte oficial e confiável sobre o tema.

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Em suma, a evolução da tecnologia e dos protocolos de segurança revolucionou a forma como os exames com radiação são realizados, tornando-os ferramentas seguras e indispensáveis na medicina atual. Não deixe que o receio impeça você de obter o diagnóstico necessário. Para continuar se informando sobre tópicos importantes que impactam a sociedade e a saúde, explore mais artigos em nossa editoria de Análises.

Crédito da imagem: Giovanni Cerri (CRM 28697), do Serviço de Diagnóstico por Imagem do Hospital Sírio-Libanês e head de Radiologia da Brazil Health

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Imagem: cnnbrasil.com.br

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