A agenda econômica desta segunda-feira promete movimentar os mercados financeiros, com a atenção dos investidores voltada para importantes discursos de autoridades monetárias. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, e Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, estão entre os principais nomes que proferirão falas ao longo do dia. Além disso, uma série de indicadores nacionais e internacionais serão divulgados, fornecendo um panorama crucial sobre a saúde da economia global e brasileira.
As expectativas se concentram nas sinalizações que podem vir desses líderes sobre as futuras direções da política monetária em suas respectivas economias. Os comunicados sobre inflação, taxas de juros e crescimento econômico são sempre aguardados com grande interesse, podendo influenciar decisões de investimento e o humor dos mercados.
Agenda Econômica: Discursos de Galípolo e Powell em Destaque
No cenário doméstico, o dia começa com a divulgação de dados relevantes para a economia brasileira. O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) apresentou, às 8h, o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) referente à quarta quadrissemana de novembro. Na quadrissemana anterior, a terceira de novembro de 2025, o índice registrou um aumento de 0,23%, acumulando uma alta de 3,98% nos últimos doze meses, conforme dados previamente divulgados.
Na sequência, o Ibre-FGV também informou, no mesmo horário, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) de novembro. Em sua leitura anterior, o ICE de outubro mostrou-se praticamente estável, com um recuo marginal de 0,1 ponto, fixando-se em 89,5 pontos. A análise de médias móveis trimestrais do índice tem apontado para uma tendência de queda, com uma diminuição de 0,7 ponto. No detalhe, o Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 0,5 ponto em outubro, atingindo 92,8 pontos, enquanto o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) registrou um avanço de 0,3 ponto no mês, chegando a 86,2 pontos e interrompendo uma sequência de quatro quedas consecutivas.
Às 8h25, o Banco Central (BC) do Brasil divulgou o aguardado Boletim Focus, referente à semana que terminou em 28 de novembro. As projeções dos economistas de mercado para a inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA, tiveram um leve ajuste para 2025, recuando de 4,46% para 4,45%. Para 2026, a mediana das expectativas para o IPCA caiu de 4,20% para 4,18%. As projeções para 2027 e 2028 mantiveram-se estáveis, em 3,80% pela terceira semana e 3,50% também pela terceira semana, respectivamente.
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, a mediana das estimativas para o fim de 2025 permaneceu em 15% pela 22ª semana consecutiva. Para o fim de 2026, houve uma queda de 12,25% para 12%, após oito semanas de estabilidade. As expectativas para 2027 seguiram em 10,50% pela 41ª semana, e para 2028, caíram de 10% para 9,75% após 47 semanas sem alteração.
As projeções para o crescimento da economia brasileira, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), mostraram estabilidade. Para 2025, a mediana manteve-se em 2,16% pela quarta semana. Para 2026, a expectativa de expansão do PIB continuou em 1,78%, também pela quarta semana, enquanto para 2027 permaneceu em 1,88% pela segunda semana e, para 2028, seguiu em 2% pela 89ª semana consecutiva. No que tange à cotação do dólar, a mediana das projeções para o fim de 2025 ficou em R$ 5,40. Para 2026, 2027 e 2028, as expectativas para a moeda americana mantiveram-se em R$ 5,50.
Ainda na pauta nacional, a S&P Global anunciou, às 10h (horário de Brasília), o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor industrial do Brasil referente a novembro. Em outubro, o PMI industrial subiu de 46,5 em setembro para 48,2, permanecendo abaixo da marca de 50,0, que usualmente indica contração. Contudo, o resultado de outubro sinalizou uma deterioração mais suave e moderada da atividade industrial.
O Banco Central também iniciou a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento previsto para 2 de janeiro de 2026. A instituição tem a prerrogativa de ajustar o lote ofertado diariamente e de aceitar propostas em montante inferior ao da oferta, conforme a demanda pelo instrumento no mercado.
No âmbito internacional, a S&P Global apresentou, às 11h45 (horário de Brasília), o dado final do PMI industrial dos Estados Unidos de novembro. A leitura preliminar indicava 52,5, com as expectativas de consenso do mercado apontando para 51,9. Logo em seguida, às 12h (horário de Brasília), o Instituto para Gestão da Oferta (ISM) publicou o índice de gerentes de compras (PMI) do setor industrial dos EUA para novembro. A leitura anterior havia sido de 48,7, com uma estimativa de 48,6 para o período.
O ponto alto do dia no cenário global é o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Ele proferirá um discurso e participará de um painel, às 22h (horário de Brasília), em um evento que celebra o legado de George Shultz, ex-secretário de Estado e do Tesouro dos EUA, falecido em 2021. O evento acontece na Universidade de Stanford, na Califórnia. Mais informações sobre as atividades e discursos do presidente do Fed podem ser encontradas no site oficial do órgão: Federal Reserve.
De volta ao Brasil, a CPMI do INSS tem uma reunião agendada para as 16h, com o propósito de colher o depoimento de Sandro Temer de Oliveira. O empresário é apontado como ligado a duas associações que, segundo investigações, estariam envolvidas em um esquema de descontos ilegais praticados contra aposentados e pensionistas. Oliveira foi detido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto.
A agenda de autoridades brasileiras também inclui a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em São Paulo pela manhã. Às 10h, Galípolo profere uma palestra no XP Fórum Político & Macro 2025, evento promovido pela XP Investimentos. No período da tarde, ele retornará a Brasília para cumprir uma agenda de despachos internos. O diretor de Regulação do Banco Central, Gilneu Vivan, terá audiências por videoconferência: às 14h30, com representantes da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), e às 17h, com membros da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), ambas em Brasília e focadas em assuntos regulatórios.
Outros diretores do BC também cumprirão suas agendas. Nilton David, da Política Monetária, terá uma audiência às 15h com Bruno Serra, gestor de Recursos do Itaú Asset Management, em São Paulo, para tratar de assuntos institucionais. Paulo Picchetti, da área de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, participa, às 8h, por videoconferência, do 4th Brics, Brazil Finance and Central Bank Deputies (FCBD) meeting, em São Paulo. Às 11h, ele terá uma audiência com representantes do Safra Asset Management para discutir a conjuntura econômica, também na capital paulista. Os demais diretores manterão agendas de despachos internos.
Por fim, Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, tem uma agenda no Rio de Janeiro. Às 14h, ele se reunirá com executivos da Latam Airlines Brasil, incluindo Maria Elisa Curcio (diretora de Assuntos Corporativos, Regulatórios e Sustentabilidade), Ricardo Bottas e Bruno Alessio (CFO da Latam). Pela manhã, às 10h, Mercadante participará da abertura do Seminário do PT e da Fundação Perseu Abramo, que abordará o tema “O PT e a Segurança Pública”.
A intensa movimentação na agenda econômica nacional e internacional ressalta a importância de um acompanhamento contínuo dos principais acontecimentos que moldam os mercados e a política. Desde a divulgação de índices inflacionários e de confiança, passando pelas projeções de instituições financeiras, até os discursos de presidentes de bancos centrais, cada evento oferece novas perspectivas para investidores e para a compreensão do panorama macroeconômico global.
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