As agendas de campanha 2026 dos candidatos à presidência Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva marcaram a segunda-feira, 19 de outubro, com eventos distintos em diferentes regiões do país. Enquanto Bolsonaro mobilizou apoiadores em uma motociata no Pará, Lula participou de uma marcha no Rio Grande do Sul, ambos apresentando suas principais propostas e defendendo suas visões para o futuro do Brasil.
A intensa programação eleitoral evidenciou as estratégias de cada postulante ao cargo máximo do executivo federal para conquistar eleitores em importantes polos regionais. Os eventos desta segunda-feira serviram como plataforma para a divulgação de planos de governo e para a interação direta com a população, reforçando os temas prioritários de cada campanha.
Agendas de Campanha 2026: Flávio Bolsonaro e Lula Pelo País
Flávio Bolsonaro (PL) iniciou suas atividades matinais em Marabá, município localizado no sudeste paraense, onde liderou uma motociata que reuniu diversos apoiadores. Durante o percurso e subsequente ato político, o candidato enfatizou pontos cruciais de sua plataforma, com destaque para a defesa irrestrita do direito à propriedade privada. Ele prometeu realizar a maior iniciativa de regularização fundiária da história do Pará, embora não tenha detalhado os mecanismos de implementação do plano. A proposta, no entanto, sugeriu uma potencial flexibilização das normativas ambientais e fundiárias vigentes.
Em suas declarações, Flávio Bolsonaro garantiu que, sob sua eventual gestão, os proprietários de terras terão plena liberdade para desenvolver suas atividades. “Vamos respeitar a propriedade privada. Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu. Esses entraves que existem ambientais por causa de razões ideológicas a gente vai acabar”, afirmou o candidato, sinalizando uma mudança na abordagem regulatória.
Outro pilar de sua campanha, conforme explicitado em Marabá, é o combate veemente à criminalidade. Bolsonaro prometeu uma “guerra aos narcoterroristas” a partir de janeiro do próximo ano, visando restaurar a segurança individual e patrimonial dos cidadãos. “Eu vou devolver a sua soberania sobre o seu celular. Eu vou devolver a soberania sobre a sua bolsa, sobre a sua moto, sobre o seu carro, sobre a sua propriedade”, declarou ele. Complementarmente, o candidato adiantou que irá propor a castração química para estupradores como medida de endurecimento penal.
Ainda na pauta de propostas para a região amazônica, Flávio Bolsonaro ressaltou a necessidade de investimentos em obras estruturantes, citando especificamente a área da saúde como prioritária. Após os compromissos em Marabá, o candidato seguiu, no início da tarde, para Manaus, a capital do Amazonas, onde participou de um evento com apoiadores que ocorreu na noite de terça-feira.
Por sua vez, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, cumpriu agenda em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, além de conceder uma entrevista ao SBT na noite da mesma segunda-feira, 19 de outubro. Nesta entrevista, que foi gravada previamente, Lula abordou diversas questões de relevância nacional, focando em benefícios sociais e econômicos.
Um dos temas centrais de sua fala foi a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de lei que visa perdoar as dívidas de Microempreendedores Individuais (MEIs). Lula destacou que esta medida tem o potencial de beneficiar aproximadamente 3,6 milhões de empreendedores, que somam uma dívida total de cerca de R$ 12,6 bilhões. O projeto também prevê o aumento do teto de faturamento anual para MEIs, elevando-o para R$ 140 mil, e permite a contratação de mais de um empregado, superando a legislação atual que limita a apenas um.
“[Com o perdão da dívida] os MEIs vão limpar o nome deles, para que eles possam continuar a vida”, explicou o presidente, sublinhando a importância da iniciativa para a recuperação financeira e a continuidade dos negócios de milhões de brasileiros. Para mais informações sobre renegociação de dívidas para microempreendedores, consulte fontes oficiais como o portal gov.br.

Imagem: Vittor Sales via agenciabrasil.ebc.com.br
Na entrevista, Lula também comentou sobre o impacto social do fim da escala de trabalho 6×1, projetando que a mudança proporcionará aos trabalhadores mais tempo de convivência com suas famílias. Além disso, o candidato à reeleição mencionou propostas de sua plataforma para o enfrentamento da criminalidade e para o aprimoramento dos investimentos no setor da saúde pública.
Na parte da tarde, antes da exibição de sua entrevista, Lula esteve em Porto Alegre, onde participou de uma caminhada de campanha. O ato reuniu um grande número de apoiadores no Largo dos Açorianos, uma área estratégica localizada entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico da capital gaúcha, demonstrando o engajamento de sua base eleitoral na região.
Um dos momentos mais incisivos de sua agenda foi o anúncio de que enviará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido formal para a abertura de seus sigilos bancário, telefônico e fiscal, bem como os de seus filhos. Em um desafio direto ao seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, Lula o convocou a adotar a mesma postura de transparência. “A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio Bolsonaro] tenha a coragem de provar que é honesto”, declarou o petista, elevando o tom do debate político.
O presidente reiterou seu compromisso com a elucidação de quaisquer dúvidas sobre sua conduta. “Eu vou entregar na expectativa que ele entregue a dele e eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão neste país”, desafiou, buscando colocar a questão da probidade no centro da disputa eleitoral.
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As agendas de campanha de Flávio Bolsonaro e Lula nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, ilustraram a diversidade de temas e abordagens dos principais candidatos à presidência, percorrendo o país e mobilizando suas bases. Acompanhe a cobertura completa e as últimas notícias sobre as eleições de 2026 em nossa editoria de Eleições 2026.
Crédito da imagem: Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro e Ricardo Stuckert/Lula Oficial







