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Brasil lidera Open das Américas de Halterofilismo com 7 Ouros

Esportes

A delegação nacional de halterofilismo no Open das Américas, evento sediado na Cidade do México e crucial para a qualificação à Paralimpíada de Los Angeles em 2028, tem demonstrado um desempenho notável. Após três dias intensos de disputas, o Brasil consolidou sua liderança no quadro geral de medalhas, acumulando impressionantes 14 pódios, sendo sete deles com a conquista de medalhas de ouro. A competição prossegue até esta quinta-feira, 8 de fevereiro.

O sucesso da equipe brasileira foi impulsionado significativamente pelas performances da terça-feira, 6 de fevereiro, quando os atletas do país garantiram quatro ouros e registraram três “dobradinhas” – um feito onde dois competidores da mesma nação alcançam o pódio juntos em uma mesma categoria. Essas conquistas permitiram que o Brasil ampliasse sua vantagem na pontuação geral.

Brasil lidera Open das Américas de Halterofilismo com 7 Ouros

Entre os destaques individuais, a atleta paulista Mariana D’Andrea, reconhecida por ser bicampeã paralímpica, reafirmou seu favoritismo ao vencer na categoria de até 73 quilos (kg). Mariana não apenas garantiu o ouro, mas também estabeleceu um novo recorde das Américas, levantando 146 kg, um quilo a mais do que sua própria marca registrada em 2024. Acompanhando o sucesso de Mariana, a mineira Caroline Fernandes conquistou a medalha de prata na mesma categoria, com um levantamento de 119 kg, formando uma das dobradinhas brasileiras no torneio.

Mariana D’Andrea, que convive com nanismo, compartilhou em entrevista à TV Brasil, antes de sua partida para o México, a filosofia que a impulsiona: “Meu treinador [Valdecir Lopes, técnico-chefe da seleção de halterofilismo] sempre enfatiza que alcançar o topo é desafiador, mas manter-se lá é ainda mais difícil, pois nos tornamos o alvo de todos. Isso exige muita disciplina, que é o que realmente faz a diferença na busca por uma medalha. E quando você experimenta a sensação do ouro, de ser uma campeã paralímpica, isso serve como uma motivação constante para querer mais e defender seu espaço.”

Na categoria masculina até 80 kg, Ailton de Souza foi o grande vencedor. O paraibano, que desenvolveu paralisia infantil devido a um erro médico em seu nascimento, demonstrou força e técnica ao levantar 201 kg, garantindo a medalha de ouro com uma margem considerável sobre seus concorrentes. O equatoriano Sebastian Ayala, com 166 kg, e o mexicano Jairo Santiago, com 161 kg, completaram o pódio, recebendo as medalhas de prata e bronze, respectivamente.

Outra performance notável foi a de Maria de Fátima Castro. Medalhista de bronze na Paralimpíada de Paris em 2024 na categoria até 67 kg, a atleta amazonense agora compete na divisão de até 79 kg. No Open das Américas, Maria de Fátima se adaptou com sucesso à nova categoria, conquistando o ouro ao levantar 135 kg. A brasiliense Gabrielle Lima assegurou a segunda colocação com 131 kg, em mais uma dobradinha para o Brasil, reforçando a força da equipe feminina.

A excelência brasileira foi reiterada na categoria que Maria de Fátima Castro competia anteriormente. Laira Guimarães, de São Paulo, alcançou o primeiro lugar na categoria até 61 kg com a marca de 109 kg, enquanto a paraense Naira Cruz garantiu a medalha de prata com 106 kg. Ambas as atletas também fizeram a transição para novas categorias de peso neste ciclo paralímpico, demonstrando versatilidade e adaptação.

Brasil lidera Open das Américas de Halterofilismo com 7 Ouros - Imagem do artigo original

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

As primeiras conquistas douradas do Brasil no torneio foram registradas já no início da semana. Na segunda-feira, 5 de fevereiro, a potiguar Maria Rizonaide da Silva conquistou o ouro na categoria até 50 kg. Além dela, Ana Paula Marques, do Rio Grande do Sul, e Cristiane Reis, de Minas Gerais, levaram medalhas de bronze nas categorias até 61 kg e até 55 kg, respectivamente. Kauê Motta, de Rondônia, que fez sua estreia em competições internacionais após migrar do fisiculturismo para o halterofilismo, alcançou a quarta posição entre os competidores até 65 kg, ficando a apenas um quilo do pódio.

A delegação brasileira já havia começado sua jornada de sucesso no domingo, 4 de fevereiro, com a conquista de quatro medalhas. Os mineiros Marco Túlio Cruz, na categoria até 49 kg, e Lara Lima, na categoria até 45 kg, brilharam com medalhas de ouro. O potiguar João Maria França garantiu a prata na categoria até 59 kg, e a paulista Brenda Pepe conquistou o bronze na categoria até 41 kg, estabelecendo um início promissor para a equipe.

O Open das Américas é uma das competições essenciais no calendário para os atletas do continente que aspiram a uma vaga nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles. No próximo ano, a participação nos Jogos Parapan-Americanos, que serão realizados em Lima, no Peru, e no Campeonato Mundial, que retorna à Cidade do México, serão eventos obrigatórios para cumprir as exigências da World Para Powerlifting (WPPO), a divisão do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) responsável pela modalidade. Para mais informações sobre o movimento paralímpico, visite o site do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Para o ano de 2028, que marca o encerramento do período de pontuação do ranking, os atletas devem participar de, no mínimo, duas etapas da Copa do Mundo de halterofilismo. Ao final deste ciclo, os oito melhores colocados em cada categoria de peso que tenham cumprido todos os requisitos estabelecidos pela WPPO serão elegíveis para a classificação à Paralimpíada.

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A performance dominante do Brasil no Open das Américas de Halterofilismo reforça a força e o preparo dos nossos atletas paralímpicos, que buscam pontos cruciais para a qualificação em Los Angeles 2028. Com um total de 14 pódios, incluindo sete ouros, a equipe brasileira demonstra consistência e alto nível competitivo. Para continuar acompanhando o desempenho dos atletas e outras notícias do universo esportivo, acesse nossa editoria de Esporte.

Douglas Magno/CPB

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