O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, declarou nesta segunda-feira (26) que a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, representa uma oportunidade crucial para congregar pessoas de diversas origens. A afirmação vem em um momento de tensões globais, destacando o papel unificador do esporte.
A manifestação de Infantino surgiu em meio a debates sobre um possível boicote ao torneio por parte de algumas seleções europeias. Essas discussões foram motivadas pelas recentes ameaças do então presidente estadunidense, Donald Trump, de tomar a Groenlândia, gerando preocupações geopolíticas que poderiam se estender ao cenário esportivo internacional.
Fifa: Copa do Mundo 2026 unirá o mundo, diz Infantino
Durante um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, Infantino enfatizou sua visão para o futuro. “Eu sempre olho para o futuro e, para mim, o que é importante nos eventos de futebol, como o Mundial, o Mundial dos homens ou o Mundial das mulheres aqui no Brasil, é unir as pessoas, unir os países, unir as pessoas de todo o mundo”, afirmou o líder da Fifa, reforçando a missão global do futebol.
O dirigente máximo do futebol mundial sublinhou a enorme popularidade da competição. Segundo ele, a Fifa recebeu mais de 500 milhões de pedidos de ingressos para a Copa do Mundo deste ano, para um total de 6 milhões de ingressos disponíveis. “Então, as pessoas querem ir e as pessoas vão e vão celebrar e nós celebramos juntos o futebol, sempre. Nós precisamos de ocasiões para unir as pessoas, especialmente no nosso mundo hoje”, complementou Infantino, reiterando a importância do esporte como plataforma de congregação humana.
As tensões geopolíticas mencionadas surgiram após Donald Trump expressar sua intenção de impor tarifas a nações europeias que não apoiassem seu plano de anexar a Groenlândia. O argumento para a posse do território autônomo da Dinamarca foi baseado em questões de segurança nacional dos Estados Unidos. Apesar da controvérsia e da oposição do governo francês aos planos de Trump, a ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, confirmou que não há planos para que seu país se retire da Copa do Mundo.
Conforme noticiado pela agência Reuters, Ferrari declarou: “Até o momento, não há qualquer intenção por parte do ministério de boicotar esta grande competição”. Ela adicionou: “Não vou me antecipar ao que poderá acontecer, mas também ouvi vozes se manifestando em certos blocos políticos. Eu sou uma das que acreditam na separação entre esporte e política. A Copa do Mundo é um momento extremamente importante para quem ama o esporte.” Essa postura reitera a tradicional visão de que o esporte deve transcender as disputas políticas, um ponto de vista frequentemente discutido em contextos internacionais. Para entender mais sobre como eventos globais são impactados por questões políticas, confira as análises sobre notícias internacionais.
A edição de 2026 da Copa do Mundo será um marco histórico, sendo a primeira a ser disputada em três países e a primeira a contar com 48 seleções participantes. O pontapé inicial do torneio está agendado para o dia 11 de junho, na Cidade do México, capital mexicana, prometendo um evento de proporções inéditas.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Copa do Mundo Feminina no Brasil em 2027
Em um horizonte mais próximo, o Brasil se prepara para sediar a Copa do Mundo Feminina da Fifa em 2027, um dos principais tópicos do encontro entre o presidente Lula e Gianni Infantino. A expectativa da Fifa é que o país receba aproximadamente 3 milhões de torcedores de todas as partes do mundo para a competição. Infantino destacou que toda a infraestrutura no Brasil está pronta e que o evento tem como meta não apenas impulsionar o futebol feminino, mas também promover causas femininas cruciais, como o combate à violência e ao feminicídio. “Vamos trabalhar na educação deste tema”, afirmou.
Brasil e a Candidatura para o Mundial de Clubes de 2029
Além dos mundiais de seleções, o Brasil também demonstrou interesse em sediar o Mundial de Clubes da Fifa em 2029. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, revelou que o país deve apresentar sua candidatura. “A gente acredita que o Brasil está apto a receber esse evento grandioso, mas isso requer muitas conversas, muitos ajustes, mas o Brasil vai, sim, colocar a sua candidatura para 2029”, disse Xaud, sinalizando a ambição brasileira de continuar no centro dos grandes eventos do futebol mundial.
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As declarações do presidente da Fifa, Gianni Infantino, reforçam a visão de que o futebol transcende as fronteiras políticas e culturais, atuando como uma força poderosa para a união global. Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando e o Brasil se preparando para sediar eventos de grande porte como o Mundial Feminino de 2027 e possivelmente o Mundial de Clubes de 2029, o futuro do esporte promete momentos de celebração e integração em escala planetária. Continue acompanhando as novidades sobre esses e outros eventos esportivos em nossa editoria de Esporte.
Crédito da imagem: Reuters/Dan Mullan







