A CPMI do INSS Adia Votação sobre Convocação de Messias nesta quinta-feira (27), em um movimento que reflete a ausência de consenso entre os parlamentares que compõem a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. A decisão impede que o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, seja votado para depor perante o colegiado hoje, postergando uma etapa crucial das investigações que visam esclarecer possíveis falhas e responsabilidades no Instituto Nacional do Seguro Social.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, anunciou na abertura da sessão que todos os requerimentos que não contassem com um acordo prévio seriam encaminhados para deliberação somente na próxima semana. A data marcada para essa votação é 4 de dezembro de 2025, que, coincidentemente, marca a última reunião da comissão antes do recesso de fim de ano do Congresso Nacional. A medida visa dar andamento aos trabalhos da CPMI de forma mais harmoniosa, como resultado de negociações entre as lideranças.
Líderes tanto da oposição quanto do governo estiveram reunidos, dedicando um tempo considerável para alcançar um entendimento. O objetivo era permitir que a comissão avançasse em seus objetivos investigativos. Segundo o presidente Viana, a estratégia é focar no que é factível e consensual nas sessões atuais, deixando os pontos de maior discórdia para a próxima e derradeira semana de atividades da CPMI neste ano. O foco da comissão permanece firme na sua missão de escrutínio, mas a pauta desta sessão não incluiu a esperada deliberação sobre a
CPMI do INSS Adia Votação sobre Convocação de Messias
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Jorge Messias, figura central nesta discussão, foi recentemente indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), em substituição ao ex-ministro aposentado Luís Roberto Barroso. Sua sabatina, que definirá sua nomeação para a mais alta corte do país, está agendada para o próximo dia 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. A possível convocação para a CPMI, portanto, adiciona uma camada de complexidade ao seu processo de aprovação.
Para mais informações sobre o perfil e atuação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, é possível consultar a página oficial da Advocacia-Geral da União, órgão que ele representa e que possui um papel fundamental na defesa judicial e consultoria jurídica do Estado brasileiro. https://www.gov.br/agu/pt-br/agu/jorge-messias-ministro-advogado-geral-da-uniao
Investigação da CPMI e o Papel de Messias
A CPMI do INSS foi estabelecida com o propósito de aprofundar a investigação sobre as falhas e responsabilidades relacionadas a um suposto rombo que teria permitido a manutenção de descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas. Parlamentares membros da comissão levantaram a acusação de que Messias teria sido alertado sobre a existência de um esquema fraudulento, mas, apesar dos avisos oficiais, teria ignorado tais informações. Essa alegação é o cerne do interesse da comissão em ouvi-lo, buscando esclarecer sua conduta diante das denúncias de irregularidades.
O papel da Advocacia-Geral da União (AGU), sob a liderança de Jorge Messias, em relação a esses descontos irregulares é um dos pontos-chave que a comissão busca esclarecer. Messias já havia sido convidado anteriormente a comparecer à CPMI do INSS para prestar esclarecimentos, porém não compareceu. A ausência motivou a apresentação de requerimentos de convocação, que agora tiveram sua votação adiada. Os membros da comissão querem entender a extensão da atuação da AGU diante das denúncias e se houve omissão por parte do órgão.
Entre as questões que os parlamentares desejam abordar com Messias, caso sua convocação seja aprovada e ele compareça, estão quais ações ele efetivamente tomou após ter acesso a um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU). Este relatório, conforme os legisladores, indicava claramente que diversas associações estavam praticando descontos indevidos nos benefícios pagos a aposentados. Adicionalmente, a comissão busca informações sobre a natureza dessas decisões da AGU: se foram tornadas públicas, garantindo transparência, ou se foram mantidas em sigilo, levantando questionamentos sobre a conduta do órgão.

Imagem: Lula Marques via agenciabrasil.ebc.com.br
Andamento dos Trabalhos da Comissão
Enquanto a votação sobre a convocação de Messias foi adiada, a CPMI do INSS prosseguiu com outros trabalhos importantes nesta quinta-feira. A agenda incluiu o depoimento de Mauro Palombo, contador que atua para diversas empresas. Segundo as investigações da CPMI, essas empresas teriam recebido fundos da Amar Brasil (ABCB), uma associação identificada como pivô em repasses de recursos e fraudes direcionadas a aposentados e pensionistas. O depoimento de Palombo é fundamental para elucidar possíveis crimes de lavagem de dinheiro no esquema fraudulento.
Além do depoimento de Palombo, os parlamentares estão votando outros requerimentos nesta mesma sessão. A pauta inclui pedidos de novas convocações de testemunhas, quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático, e até pedidos de prisão de indivíduos supostamente envolvidos nas fraudes. Também estão sendo solicitadas informações e documentos a órgãos cruciais como a Receita Federal e a DataPrev, Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social, que está vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. O trabalho da comissão é multifacetado e busca desvendar a complexidade das irregularidades no INSS.
A deliberação sobre a **CPMI do INSS Adia Votação sobre Convocação de Messias** para a próxima semana demonstra a complexidade e a polarização que permeiam as investigações sobre o rombo na Previdência. A comissão segue determinada em apurar as responsabilidades e garantir a transparência necessária para os milhões de aposentados e pensionistas do Brasil.
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Crédito da imagem: Lula Marques/Agência Brasil.







