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Desenvolvimento de Lideranças: Customizado ou Aberto?

DP E RH

O desenvolvimento de lideranças é um pilar estratégico para qualquer organização que busca vantagem competitiva no mercado atual. No entanto, uma questão recorrente entre clientes e gestores de RH é sobre a abordagem mais eficaz: investir em programas customizados, com turmas fechadas e foco nas necessidades específicas da empresa, ou matricular executivos em cursos abertos de instituições renomadas, onde a interação com profissionais de outros setores pode enriquecer a experiência e ampliar a rede de contatos?

Ambas as modalidades oferecem benefícios distintos. Os programas customizados são desenhados para aprimorar competências estratégicas de forma coletiva, alinhadas diretamente aos objetivos organizacionais. Já os programas abertos proporcionam aos participantes a chance de interagir com uma diversidade de colegas de diferentes indústrias e companhias, expondo-os a variadas perspectivas e fomentando a expansão de seu networking profissional. Essa dualidade de abordagens tem sido um ponto central de discussão no universo da capacitação executiva.

A visão amplamente defendida por especialistas é a de que a decisão ideal reside no equilíbrio entre as duas alternativas, combinando o melhor de cada formato. A estratégia consiste em implementar programas customizados para cultivar competências estratégicas no time executivo de maneira integrada e coletiva, enquanto o desenvolvimento individual é complementado por meio da participação em programas abertos. Esta sinergia tem sido observada com sucesso em iniciativas da FGV Educação Executiva e Alta Gestão, nos programas abertos, e nos cursos customizados oferecidos pelo FGV In Company.

Desenvolvimento de Lideranças: Customizado ou Aberto?

Recentemente, um influente artigo científico publicado na “Academy of Management Learning & Education review”, um dos periódicos mais prestigiados no campo da educação e gestão, apresentou novos argumentos que reforçam a importância desse balanceamento. O estudo, conduzido por um grupo de pesquisadores latino-americanos com vasta experiência global, destaca que a vantagem competitiva derivada do aperfeiçoamento de competências estratégicas e da capacidade de liderança é, primordialmente, um fenômeno coletivo.

O artigo ressalta que as evidências científicas acumuladas ao longo dos últimos 30 anos demonstram de maneira consistente que a capacidade e o desempenho do time executivo como um todo possuem uma relevância superior para a performance organizacional em comparação com o talento individual isolado de seus membros. Essa constatação sublinha a necessidade de abordagens que considerem a dinâmica e o impacto do grupo, em vez de focar exclusivamente no aprimoramento individual.

Portanto, embora o aprendizado individual constitua a base para a construção de capacidades em qualquer organização, são as iniciativas de desenvolvimento que se concentram no time que realmente impulsionam a edificação de competências estratégicas de liderança. Tais programas contribuem significativamente para uma melhora coletiva na forma como o grupo interpreta criticamente as mudanças no ambiente de negócios, aprimora seus processos de tomada de decisões e garante uma implementação mais eficiente da estratégia definida.

Os autores da pesquisa também enfatizam que a concepção de programas capazes de gerar um impacto tão significativo deve integrar experiências que promovam um nível salutar de tensão produtiva e criativa entre os participantes. Esse ambiente deve, ao mesmo tempo, ser seguro para as interações e discussões, incentivando o grupo a aprimorar sua dinâmica de relacionamento e a enfrentar desafios competitivos de forma coesa. É crucial que a análise de problemas e situações seja feita a partir de uma perspectiva multinível, conectando as questões práticas a estruturas conceituais mais amplas e robustas.

Para assegurar o êxito dessa metodologia, é vital que os participantes experimentem uma espécie de autoridade dual. Esta autoridade deve ser provida tanto pelo principal stakeholder da iniciativa, geralmente o CEO ou outro líder sênior da organização, quanto pelos professores e facilitadores que conduzem o programa. A credibilidade de ambos os lados, consubstanciada em sua notoriedade e experiência sólida na gestão de experiências de desenvolvimento de lideranças, é fundamental para o engajamento e a eficácia do aprendizado.

A pesquisa publicada na “Academy of Management Learning & Education review” por Vassolo, R. S. et al., intitulada “Toward a Model of Top Management Team Strategic Leadership Development”, oferece um panorama aprofundado sobre esses modelos e suas implicações. Para mais informações detalhadas sobre as abordagens de desenvolvimento de liderança e gestão executiva, é possível consultar o periódico ou instituições de renome como a Academy of Management Learning & Education.

Em suma, a escolha entre programas de liderança customizados e abertos não precisa ser excludente. A combinação estratégica de ambos, focando o coletivo nos customizados e o individual nos abertos, é a via mais recomendada e cientificamente embasada para otimizar o desenvolvimento de lideranças e fortalecer a capacidade estratégica de um time executivo.

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Crédito da imagem: Portal Melhor RH

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