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Espanha é Bicampeã da Copa do Mundo 2026 ao Vencer Argentina

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Após um hiato de dezesseis anos, a Espanha é bicampeã da Copa do Mundo. A nova safra de talentos da seleção espanhola, conhecida como A Fúria, alcançou o topo do futebol mundial novamente, conquistando seu segundo título em Nova Jersey neste domingo (19) de julho de 2026. Personalidades emblemáticas da vitória de 2010, na África do Sul, como Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta (autor do gol decisivo daquele torneio) e Joan Capdevilla, marcaram presença no evento, testemunhando a emoção da segunda estrela para o país europeu.

O confronto final colocou os espanhóis diante da Argentina, detentora do título anterior. O placar de 1 a 0, selado na prorrogação após 120 minutos de intensa dominância espanhola, garantiu à seleção europeia um lugar no seleto grupo de nações bicampeãs mundiais, que já incluía Uruguai e França. A lista de múltiplas conquistas é complementada por potências como a própria Argentina, com três títulos ou mais, e o Brasil, o único pentacampeão da história do futebol.

A trajetória para a vitória de 2026 apresentou um herói diferente do de 2010. Desta vez, o jogador decisivo entrou em campo vindo do banco de reservas. Contudo, tanto Ferran Torres quanto Andrés Iniesta compartilham a particularidade de defender as cores do Barcelona no instante de suas consagrações em Copas do Mundo. Enquanto Iniesta é um produto das categorias de base do clube catalão, Torres, um atacante de 26 anos, teve sua formação no Valência e uma passagem pelo Manchester City, na Inglaterra, antes de integrar o elenco do Barça.

Espanha é Bicampeã da Copa do Mundo 2026 ao Vencer Argentina

A seleção espanhola, com uma média de idade de 26,2 anos — a sexta mais jovem da Copa —, projetou um futuro promissor para 2030, ano em que o país será um dos anfitriões do torneio. A Fúria emerge como forte candidata a buscar o tricampeonato, munida de talentos como os meio-campistas Gavi e Pedri, e o atacante Nico Williams, que não terão atingido a marca dos 30 anos até o próximo Mundial. Até mesmo atletas mais experientes do elenco, a exemplo do volante Rodri, com 34 anos projetados, e do lateral Marc Cucurella, com 32, demonstram potencial para participar daquela edição.

Entre os destaques individuais, Lamine Yamal, aos 19 anos, firmou-se como o campeão mundial mais jovem desde Ronaldo em 1994, quando o brasileiro tinha 17 anos no tetra, embora não tenha entrado em campo. Yamal, por sua vez, já é uma das principais figuras da seleção da Espanha, apesar de uma performance mais discreta na final. Ele figura como o quarto jogador mais novo na história a erguer a taça, ranking liderado por Pelé, que conquistou o título em 1958, na Suécia, com 17 anos e 249 dias.

Marcos Históricos da Conquista Espanhola na Copa do Mundo 2026

A vitória da Espanha na Copa do Mundo de 2026 marcou a quebra de dois recordes históricos. Pela primeira vez na história do futebol, um mesmo país detém simultaneamente os títulos mundiais masculino e feminino. Para entender mais sobre a história do torneio mundial, é crucial observar esses marcos. A Fúria já havia se sagrado campeã feminina em 2023, no torneio sediado na Austrália e Nova Zelândia. Com o Brasil recebendo a próxima edição da Copa do Mundo Feminina, as espanholas terão a chance de defender e manter essa inédita unificação das taças.

Adicionalmente, a seleção espanhola estabeleceu um novo recorde de invencibilidade no futebol internacional. Com o triunfo sobre a Argentina na grande final, a equipe acumulou 38 partidas consecutivas sem derrotas, superando a marca anteriormente estabelecida pela Itália, que durou de 2018 a 2021. Essa notável sequência teve seu início em 26 de março de 2024, em um empate por 3 a 3 contra o Brasil de Dorival Júnior, na cidade de Madri.

Despedida de Messi e a Frustração Argentina

Para a Argentina, a derrota na final representou o adiamento do sonho de conquistar o tetracampeonato e a frustração de não conseguir a tão desejada “vingança” da Copa de 1994, também disputada nos Estados Unidos, quando Diego Maradona foi afastado por doping. O torneio também marcou a despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo. Aos 39 anos, em sua sexta participação no Mundial, o camisa 10 encerra sua jornada com o título de 2022, dois vice-campeonatos (em 2014 e 2026) e o impressionante número de 21 gols, tornando-se o segundo maior artilheiro da história do evento.

Ao longo da competição, Messi chegou a liderar a tabela de artilharia, posição que assumiu logo na estreia, em uma vitória por 3 a 0 contra a Argélia. Contudo, na véspera da final, no sábado (18), ele foi superado pelo atacante francês Kylian Mbappé, que alcançou 22 gols. Mbappé atingiu essa marca na disputa pelo terceiro lugar, em Miami, nos Estados Unidos, onde a França foi derrotada pela Inglaterra por 6 a 4.

Espanha é Bicampeã da Copa do Mundo 2026 ao Vencer Argentina - Imagem do artigo original

Imagem: REUTERS via agenciabrasil.ebc.com.br

Análise da Partida: Domínio Espanhol na Final

Apesar da expectativa de um jogo tão eletrizante quanto a final de 2022 e a disputa pelo terceiro lugar desta edição, o primeiro tempo da final da Copa do Mundo 2026 entre Espanha e Argentina teve pouca emoção. Ambas as equipes mostraram nervosismo, e o placar permaneceu inalterado. A Fúria, entretanto, tomou a iniciativa e criou as poucas chances de gol, embora nenhuma delas tenha sido convertida em oportunidade clara. Logo aos quatro minutos, Yamal tabelou com Dani Olmo e finalizou, mas o chute desviou em Lisandro Martínez. Aos 38, Mikel Oyarzabal, de frente para o gol, parou em Dibu Martínez. Pouco depois, aos 42, Marc Cucurella arriscou um chute cruzado que passou perto da trave, encerrando a primeira etapa sem finalizações argentinas.

Segundo Tempo Intenso e Expulsão Argentina

No retorno para o segundo tempo, a pressão espanhola se intensificou. Logo no primeiro minuto, um erro de passe do volante Ezequiel Paredes resultou em uma finalização de Alex Baena, defendida por Dibu Martínez. A seleção da Espanha encurralou os sul-americanos, com marcação alta e rápida troca de passes. Dibu Martínez novamente brilhou ao defender chutes de Dani Olmo (aos 18 minutos) e uma cabeçada de Ferran Torres (aos 21). O goleiro argentino também evitou um gol após rebote de um chute de Pau Cubarsi, que Mikel Merino não conseguiu converter. A missão da Argentina complicou-se dramaticamente aos 47 minutos do segundo tempo, quando o volante Enzo Fernández foi expulso após receber o segundo cartão amarelo por uma forte entrada em Cubarsi. Foi a primeira expulsão em uma final de Copa desde Zinedine Zidane em 2006. Aos 52, Yamal ainda teve uma última chance em cobrança de falta, mas Dibu espalmou, levando o jogo para a prorrogação, a primeira para a Espanha e a terceira para a Argentina nesta Copa.

Prorrogação e o Gol Decisivo de Ferran Torres

Na prorrogação, a estratégia da Argentina focou em diminuir o ritmo para forçar uma decisão por pênaltis. No entanto, Dibu Martínez foi acionado logo aos dois minutos, defendendo uma cabeçada de Nico Williams. Aos cinco, um gol de Nico Williams foi anulado por falta de Merino. A Fúria continuava a insistir, registrando 19 finalizações contra nenhuma dos argentinos até aquele momento. Finalmente, a insistência da Espanha foi recompensada no início do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro cruzou da direita, Nico Williams ajeitou na pequena área e Ferran Torres, com um chute forte e de primeira, balançou as redes, colocando a seleção espanhola à frente no placar.

Pouco depois, Ferran Torres chegou a marcar novamente, aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento por impedimento do atacante no momento da assistência de Yamal. A Argentina só conseguiu sua primeira finalização aos nove minutos, em um cruzamento perigoso de Messi que quase surpreendeu o goleiro Unai Simon. Dois minutos depois, o camisa 10 argentino assustou novamente com um chute forte que explodiu no rosto de Merino. Nos instantes finais, a pressão se inverteu, com a Argentina buscando o empate em cobranças de escanteio. Contudo, a defesa espanhola, que havia sofrido apenas um gol em toda a Copa, manteve a solidez e garantiu o histórico bicampeonato.

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A conquista da Espanha na Copa do Mundo 2026 representa não apenas um triunfo esportivo, mas também a consagração de uma nova geração de talentos e a quebra de importantes recordes históricos. A Fúria, agora bicampeã, consolida sua posição como uma potência no cenário do futebol mundial, mirando o futuro com otimismo. Para mais análises e atualizações sobre o mundo do esporte e outros temas relevantes, continue acompanhando as notícias em nossa editoria de Esporte.

Crédito da Imagem: REUTERS/Kai Pfaffenbach/Proibida reprodução

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