Em um pronunciamento de destaque, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, enfatizou a necessidade de a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) concluir com a aprovação de indicadores globais de adaptação climática. A declaração foi proferida na tarde desta terça-feira, 18 de novembro de 2025, em Belém, durante a abertura do segmento de alto nível que reuniu ministros de diversas nações para debater as urgências climáticas.
Os indicadores de adaptação representam um conjunto de diretrizes e métricas cruciais, projetadas para orientar países em todo o mundo na preparação de suas infraestruturas urbanas e áreas naturais. O objetivo primordial é fortalecer a resiliência frente aos impactos crescentes e imprevisíveis das alterações climáticas. Um exemplo prático da aplicação desses indicadores seria a implementação de projetos para a criação de mais áreas verdes nas cidades. Essa iniciativa visa aumentar a permeabilidade do solo, atenuando os danos severos frequentemente causados por enchentes e enxurradas, que se tornam cada vez mais comuns e intensas.
Marina Silva: COP30 Urge Indicadores de Adaptação Climática
A ministra Marina Silva reiterou a visão de que a adaptação precisa estar no cerne da resposta global às mudanças do clima. “Proteger pessoas e territórios terrestres e marítimos depende de instrumentos concretos para medir progresso, orientar políticas e reduzir vulnerabilidades”, afirmou ela, sublinhando a importância de ferramentas eficazes para monitorar e impulsionar as ações de adaptação em escala global. Essa abordagem é essencial para garantir que os esforços não sejam apenas reativos, mas proativos e estrategicamente direcionados, baseados em métricas claras e objetivos definidos.
Durante sua intervenção, Marina Silva fez questão de recordar os alertas persistentes da comunidade científica. Para que a meta de conter o aquecimento global em 1,5ºC seja alcançada e mantida, é imprescindível que todos os países implementem rigorosamente suas Metas de Contribuição Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês). Essas metas representam os compromissos individuais de cada nação para a redução de emissões e ações de mitigação. A ministra ressaltou a urgência de uma resposta coordenada, declarando: “Precisamos de ação rápida, ambição reforçada e implementação acelerada”, apontando para a necessidade de um ritmo mais intenso e compromissos mais robustos por parte de todos os atores globais.
Além de abordar a urgência dos indicadores de adaptação e a aceleração das NDCs, a ministra reforçou um ponto já destacado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A pauta inclui a construção de “mapas do caminho”, roteiros estratégicos que permitirão, de forma planejada e justa, reverter o desmatamento e superar progressivamente a dependência de combustíveis fósseis. Esses mapas são desenhados para mobilizar os recursos necessários e orientar as transições econômicas e energéticas de maneira gradual e sustentável, minimizando impactos sociais e econômicos negativos, e buscando a equidade no processo.
A ministra também enfatizou que não existem soluções universais ou respostas únicas para enfrentar o complexo e multifacetado desafio climático. Pelo contrário, ela defendeu a necessidade de um “diálogo estruturado, troca de experiências e estratégias de longo prazo”, que contemplem tanto os países produtores quanto os países consumidores de combustíveis fósseis. Essa abordagem colaborativa é vista como fundamental para construir consensos e formular políticas eficazes que considerem as diferentes realidades e capacidades de cada nação envolvida na luta contra a crise climática. A flexibilidade e a cooperação mútua são, portanto, pilares essenciais para o progresso.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Reiterando um posicionamento já conhecido, Marina Silva sublinhou que os países mais ricos, que possuem maior responsabilidade histórica pelos impactos climáticos e maior capacidade financeira, devem liderar o caminho, agindo de forma mais rápida e decisiva. No entanto, a ministra não isentou os países em desenvolvimento de suas responsabilidades. Pelo contrário, ela os instou a se comprometerem com a criação de meios de implementação que sejam coerentes com a redução das desigualdades, garantindo que o progresso ambiental caminhe lado a lado com a justiça social. Este é um elemento central para garantir uma transição global equitativa.
“Essa é a essência de uma transição justa: proteger pessoas, fortalecer resiliência e orientar decisões pela ciência, tanto a ciência moderna quanto a dos conhecimentos dos povos originários”, concluiu a ministra. Sua fala ressalta a importância de integrar diferentes saberes – desde as pesquisas científicas de ponta até as milenares tradições e o vasto conhecimento dos povos indígenas – na formulação de políticas climáticas eficazes e culturalmente relevantes, garantindo que as soluções sejam holísticas e sustentáveis. Este enfoque inclusivo é visto como vital para um futuro ambientalmente equilibrado e socialmente justo. Para mais informações sobre adaptação climática, consulte o site oficial da UNFCCC.
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A discussão sobre a aprovação de indicadores globais de adaptação na COP30, impulsionada pela ministra Marina Silva, é um passo fundamental para transformar intenções em ações concretas e mensuráveis. A urgência de uma resposta global coordenada e justa aos desafios das mudanças climáticas, com foco na proteção de pessoas e territórios, reforça a necessidade de acompanhar de perto os desenvolvimentos da conferência em Belém. Continue explorando as notícias e análises sobre política ambiental em nossa editoria para ficar por dentro dos temas que moldam o futuro do planeta e da sociedade. Visite nossa seção de Política para mais informações.
Crédito da imagem: Bruno Peres/Agência Brasil







